Coluna Cristiano Mariotti

Coluna Cristiano Mariotti

Mestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adoto São Januário como meu segundo lar e levo a cruz-de-malta em meu peito desde que eu nasci.
12/06/2012 02:04:00

A esperança no melhor que está por vir! (ATUALIZADO)

Amenidades

Gostaria de deixar registrado um abraço ao meu leitor ANTÔNIO AUGUSTO, de Natal-RN! Tive o prazer de conhecê-lo em São Januário na última quarta-feira, dia 06/06/2012, no jogo contra o Náutico e no qual ele me contara que retornou a São Januário após quinze anos! E com o "pé direito", ainda por cima e graças a DEUS! Mais uma vitória cujo comentário pode ser lido em
http://www.semprevasco.com/blog/blog.php?id_artigo=889

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Quatro jogos, quatro vitórias, cem por cento de aproveitamento e a uma nova vitória consecutiva para igualar o feito de 1988 de cinco vitórias consecutivas. Muitos irão afirmar que os adversários não eram do nosso nível e que o Vasco tinha mesmo obrigação em vencê-los. Concordo em parte! Mas se os adversários não eram do nosso nível, problema deles! Nossa missão era vencer mesmo e garantir uma grande partida em uma verdadeira “procissão” de trinta e oito rodadas, com a consciência de que há muito por acontecer, mas que ainda assim, não deixa de ser um início à altura de quem se candidata ao título da época!

Aliás, há quanto tempo mesmo que não entrávamos como candidatos ao título? Ou pior ainda: há quanto tempo sequer vislumbrávamos já desde o princípio com, pelo menos, uma chance real de chegarmos entre os classificados na zona da Copa Libertadores da América do ano seguinte? E ainda: há quanto tempo não tínhamos nosso nome citado entre os times mais fortes em busca do título da competição? Interessante que, ainda assim, não tenha torcedor acreditando que, com esse time tal como já está, SOMOS CANDIDATOS REAIS ao título que, outrora, fora nos tirado por fatores extracampo! Por mais que seja dolorido isso, não custa nada lembrar-lhes...

Óbvio que só por isso já nos remete a cobrarmos da diretoria ações para que o grupo permaneça e que, para se possível, reforços pontuais possam chegar a tempo de compor com os jogadores que lá já estão e, portanto, fortificar ainda mais um plantel que já demonstra que colhe os frutos de sua maturação ao longo do tempo. Aliás, há quanto tempo mesmo não tínhamos tantos jogadores no clube a pelo menos dois anos? Com o privilégio de serem regidos por dois maestros que trazem consigo não somente a técnica e a experiência, como também a identificação com nosso clube e torcida?

Sei que sou exigente como vascaíno! Sei que somos exigentes, pois não adianta colocar o time de futebol como outdoor e não enxergar que, por detrás dele, ainda temos sérios problemas no clube a resolver e que, pelo menos de minha parte, eu NÃO ESCONDO isso de NINGUÉM e faço questão de lembrar-lhes e de cobrar a quem é de direito fazendo uso dos canais de interação que possuo e do contato mais perto com pessoas que são ligadas à gestão do clube. A questão é: apoiar incondicionalmente a quem demonstra que coloca a camisa do clube em primeiro lugar a cada jogo que passa! Quantos de nós já teria desistido ou estaria de má vontade em um emprego cujo salário só sai a cada noventa dias? Pois é, mas eles não desistiram: jogadores e comissão técnica! Dê-se valor a quem tem, fazendo justiça a quem merece!

Nas últimas semanas, foram poucas notícias boas colocadas para nós, torcedores do clube. Salários atrasados, jogadores falando a todo o momento sobre isso, desmanche... até “cafezinho da manhã” eles tomaram com um comunicador esportivo durante a semana e cujo tema tratado também foi esse, aliás, acredito que só houve o tal “cafezinho” por conta disso! Desde já, fica o desafio de minha parte desse mesmo quadro voltar a São Januário se o Vasco, ao final do ano, sagrar-se campeão brasileiro, como todos nós desejamos.

O correto é que estamos líderes, e para mim quer dizer muita coisa, sim: trabalho em longo prazo, maturação de um grupo unido faz tempo, dedicação e ABNEGAÇÃO de nossos jogadores que, ao contrário de nossa torcida aqui no Rio de Janeiro, parecem acreditar – e muito corretamente – que esse início de campeonato é importantíssimo e que, lá na frente, os mesmos três pontos que aqui se perdem podem decidir um título ou, no pior caso, uma vaga na Copa Libertadores.

Isto posto porque considero, com todo respeito a que nossa imensa torcida bem feliz merece, que São Januário merecia de mais público para apoiar a esse mesmo grupo que dignifica nosso nome hoje. Inadmissível, por exemplo, acontecer como aconteceu no meio da semana em que apenas pouco mais de sete mil e quinhentas pessoas compareceram mesmo à véspera de um feriadão prolongado para apoiar ao time. Mesmo com promoção! Daí, a impressão que hoje na “Boa-terra” havia mais vascaínos do que em SJ, na última quarta-feira!

Enfim, vida que segue! Muitos serão os obstáculos. Alguns, já velhos conhecidos: CBF e arbitragens, por exemplo, além de times de qualidade tão boa quanto à nossa: Fluminense, Santos e Internacional, por exemplo. Nada será conquistado facilmente, pois se trata de uma competição em que largar bem é importante, mas ter poder de resistência ao longo dele é tão ou mais importante. Dentro e fora de campo, TEM que haver força! Portanto, NÃO podemos mais perder por falta de representatividade devida, tal como ano passado!


A exemplo de 1988, mas que o resultado seja o de 1989!


Naquele ano, fizéramos uma primeira fase impecável! Ao final dela, éramos candidatíssimos ao título! Se fosse por pontos corridos, campeões inquestionáveis! Só que veio a segunda fase: “mata-mata”, outra competição praticamente. Pelo nosso caminho naquela época, o nosso “terror dos anos 1970-1980”, o Fluminense. E coube a ele nos tirar do caminho do título, em uma noite em que, após uma vitória por 2 vs 1 no tempo normal, fomos obrigados a disputar uma prorrogação devido à derrota por 1 vs 0 no primeiro jogo e a um regulamento esdrúxulo que somente concedia o direito do empate ao time de melhor campanha nessa mesma prorrogação.

Jogadores desgastados, ainda assim, foram capazes de resistir aos primeiros quinze minutos sem tomar gol. Nos quinze minutos finais, faltou fôlego. Estava consumada uma das maiores injustiças da história do futebol. Com certeza se eu pudesse ter o dom divino de optar, trocaria o título brasileiro de 2000 por esse de 1988. Tudo em favor da justiça, em muitos momentos ausente, no futebol.

Que fique a lição para todos nós, desde já! Hoje, estamos a uma vitória de igualar aquele começo promissor, e a duas vitórias de superar essa marca. Não tenho dúvidas que o atual elenco, ainda que não tenhamos jogadores vistos como maravilhosos em muitas posições, é capaz de superar esse feito e manter-se forte ao longo da competição. É capaz, inclusive, de conceder-nos o início tal como 1988 e o final desejado tal como 1989. Oscilações poderão vir. Erros, tentativas de plantação de crises, o perigo da seleção olímpica (escrevo mais à frente), adversários com as mesmas pretensões do que nós... críticas pontuais de minha parte e de todos surgirão com certeza. Mas a fé no trabalho do grupo deve ser mantida!



Bahia 1 vs 2 Vasco da Gama


Falava durante o pré-jogo na Rádio Mitos da Colina que, ao contrário de outros jogos, o de hoje estava tranquilo e consciente que bastaria ao Vasco repetir o bom futebol demonstrado de uma forma geral contra o Náutico que a vitória viria, naturalmente. Portanto, o resultado demonstra que em momento algum estava enganado: mesma escalação, mesma postura, jogando como Vasco em um Pituaçu onde a torcida compareceu, ao contrário de São Januário no meio de semana (repito). Vitória tranquila, sem maiores contestações. Mesmo sem Rômulo servindo à seleção e Fágner, por uma contusão (?) de última hora.

A destacar a postura tática de marcação sob pressão no campo adversário, especialmente, no primeiro tempo, e a colocação tática de nosso lado esquerdo: Felipe jogando no papel como lateral e na prática como meio de campo, deixando Fellipe Bastos cobrir aquele setor nos momentos de ataque. Junto com Juninho (categoria pura de sempre em mais um golaço de sua carreira), Allan (infelizmente, despedindo-se de nosso clube) e com Diego Souza, os principais destaques do jogo, a meu ver.

Aliás, muitos e eu pensamos no momento do Diego Souza e ainda buscamos, de fato, uma justificativa de o porquê o mesmo ter perdido aquele gol contra o Corínthians, o que se caracterizaria nossa classificação à semifinal da Libertadores. Menos mal que seu erro naquele lance não foi repetido, de modo a consolidar mais uma importante vitória nesse campeonato.

E Juninho junto a Felipe são dois exemplos de jogadores identificados com o Vasco e que ajudam a formar a alma vascaína que esse time já demonstrou que possui, além de ajudar na formação de novos vascaínos. Importante também tentar mantê-los no clube já objetivando o futuro, em que ao encerrarem suas carreiras poderão contribuir para o Vasco como gestores futuros, coordenadores, supervisores ou qualquer função que agregue, futuramente, ao clube.

Nos momentos em que precisamos, principalmente, no segundo tempo Fernando Prass apareceu muito bem no jogo, e quando isso ocorre é preocupante, pois nos mostra, mais uma vez, a falta que Dedé faz à composição dessa defesa, que repetiu os mesmos erros do jogo contra o Náutico. Ao contrário das demais partidas, Nílton não repetiu seu bom nível de atuação, assim como Éder Luís, com o agravo desse último não vir bem faz algum tempo. Seria alguma influência até mesmo psicológica de uma eventual despedida do clube em meio a rumores de que o Grêmio já teria se acertado financeiramente com o atleta?

Quanto à Alecsandro, o artilheiro de um toque somente na bola não deixou sua marca. É preciso que a torcida compreenda que Alecsandro não é craque, e que para ele funcionar situações de jogo devem ser armadas para deixa-lo em condições de somente tocar para a rede do adversário. Óbvio que, de nossa parte, sonharíamos com um centroavante do quilate de Nilmar ou Diego Forlán, por exemplo. No entanto, sonho fica conosco; a realidade, com quem comanda. E mesmo à realidade, temos consciência de que é muito possível, sim!


A vergonha “global”

A imagem que segue abaixo mostra claramente a linha de impedimento de Carlos Alberto no momento do passe feito por Éder Luís em (mais) um gol mal anulado feito por nosso clube em meio a um certame dominado por uma entidade sem o menor compromisso com a credibilidade do futebol brasileiro e cujo veículo detentor dos direitos televisivos veio, mais uma vez de forma “coincidente”, afirmar através de seu porta-voz “comentarista” de arbitragem (um ex-árbitro fraquíssimo em sua época, por sinal) que o gol fora bem anulado. Vou poupar-lhes de maiores comentários de minha parte de forma a não causar ainda mais nojo do que já estamos dessas mesmas pessoas de uns tempos para cá e que são as justificativas que encontramos para que o futebol brasileiro, no geral, tenha chegado ao estágio em que se encontra atualmente. Tirem suas conclusões.




Caso Wendell


Vou de uma vez por todas deixar registrada minha opinião derradeira sobre isso.

O caso do referido garoto NÃO PODE SERVIR de argumento para esconder as faltas de condições adequadas que nosso clube oferece aos seus meninos base, tampouco ao fato do mesmo ter treinado em jejum conforme fora relatado à época. No mínimo com um pouco de humanismo, os garotos não podem praticar treinamentos físicos em jejum, de forma que caberia em um gesto de bom trato o clube lhe oferecer um café da manhã, como todo clube estruturado oferece.

Tais condições adversas de treinamento às camadas jovens propagam-se por MUITOS outros clubes, que ao invés, também, de tomarem o caso como exemplo para que outros casos futuros não se repita, preferem assim como o Vasco atribuir a culpa à fatalidade. Por esse motivo, quase quatro meses se passaram e NADA mudou para melhor.

Sobre esse assunto, um conselheiro do clube ligado à situação escrevera-me, ainda em abril, que esse problema seria resolvido, sem politicagem, com esmero que o clube merece. Ainda aguardamos pelo cumprimento. Sobretudo, pelo bem do clube.


Em meio à mazela, a parte destoante

Enquanto a torcida do Vasco fica na expectativa que a diretoria resolva de vez a vergonha que é a base de nosso clube, quero parabenizar ao ótimo trabalho desenvolvido pelo nosso treinador da categoria infantil, o ex-lateral-esquerdo Cássio! Sua campanha na Taça Rio é inquestionável: 39 pontos, 13 jogos e 13 vitórias.

O grande “gargalo” na formação dessa questão passa, inegavelmente, pela categoria júnior, e no “trabalho” conduzido, até então, pelo “intocável” treinador Galdino, que leva o clube não somente a uma classificação nada honrosa com nossa história, como também, não dá continuidade à transição dos jovens com o time profissional, juntamente com quem está acima dele e que respondem pelas categorias de base do clube. Há dois anos o Vasco não vence um clássico nessa categoria e jogadores tais como Marlone, Morano, Luciano entre outros sequer tiveram uma chance na equipe profissional, mesmo com muitos no clube reconhecendo qualidade nos jovens para que, ao menos, tivessem lhes dado essa oportunidade.

Muito mais do que as condições de treinamento precárias a todas as categorias, ainda assim, consegue nosso treinador Cássio fazer um bom trabalho com o pouco que lhe é dado, o que já é motivo para reconhecimento. Há de se mudar a política de transição entre juvenil e júnior e, principalmente, entre júnior e profissional. Há de se mudar as mentalidades, e não se aceitar declarações lamentáveis tal como "...com o bom momento do time principal, também fica mais complicado subir alguém", dita por nosso diretor das divisões de base.

A matéria na íntegra segue no link abaixo.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/2012/06/juniores-sofrem-com-pessima-fase-e-jejum-de-dois-anos-em-classicos.html



A verdade sobre R10 vs Flapress

Em meu último texto, eu fiz questão de expor mais uma prova de o quanto que a imprensa exerce um papel de blindagem diferenciado aos problemas entre seu “queridinho” e nosso amado clube, esse sempre muito exposto e em muitas ocasiões com nossos problemas maximizados.

No caso em especial de Ronaldinho Gaúcho, frisei que foi o jogador que deu um “cartão vermelho” no clube, não se importando com o mesmo tampouco com a mídia e, em especial, ao sistema Globo que tentou “plantar” uma falsa idolatria de R10 no Flamengo, de forma que todos iriam ganhar com a divulgação desse “casamento”, de forma até a ignorar problemas extracampo e falta de profissionalismo do mesmo jogador em troca da preservação do negócio.

Uma vez desfeito, foram dias seguidos de matérias reproduzidas de forma a colocar R10 como vilão desse “divórcio”. Nesse sentido, quero parabenizar ao radialista esportivo (tricolor) Felipe Cardoso, que foi O ÚNICO em tal emissora a comentar, na última quarta-feira, que o Flamengo não era o “coitadinho” desse imbróglio!

Pois essa é a realidade: se R10 conseguiu sua liberação perante a justiça, foi porque o clube da Gávea lhe deve (MUITO) dinheiro em salários atrasados. A única discordância que possuo da fala do referido radialista é que, segundo ele, o Flamengo tentou colocar toda a imagem de mau caráter em Ronaldinho Gaúcho, quando na verdade, foi sua própria empregadora “poderosa” que se encarregou de produzir essa imagem. Infelizmente por questões éticas profissionais, Felipe foi obrigado a não complementar com esse “pequeno-grande” detalhe.

Mas pelo menos que se registre que ainda teve algum radialista “lúcido” a relatar a verdade dos fatos.


Olho vivo


Desde já, venho alertar por um sério transtorno no qual somos passíveis em breve.

A seleção olímpica pré-convocada possui em sua relação três jogadores do Vasco, aliás fundamentais para que nosso time funcione em campo. No mesmo caso, encontra-se o time do Santos, que assim como o Vasco é um aspirante forte a esse título, independentemente se o mesmo for ou não (bi-)campeão da Copa Libertadores.

Sobre esse mesmo clube, no ano passado a CBF concedeu-lhe não somente o privilégio de adiar suas partidas devido ao mesmo chegar disputando o título novamente, como também, adiou alguns de seus jogos por “motivo de elevado número de jogadores servindo à seleção brasileira”, segundo consta no documento abaixo:



Considerando que os três permaneçam no Vasco, gostaria de saber, de nossa parte, se haverá alguma mobilização pró-ativa nos bastidores (sem bravatas, com trabalho sério de representação até, então, quase inexistente) para que não saiamos (mais uma vez) lesados em caso de convocação de Fágner, Dedé e Rômulo, no sentido de tentar o adiamento desses jogos no período olímpico?

Além disso, São Paulo, Internacional, Botafogo, Fluminense... Os principais candidatos possuem pelo menos um jogador pré-relacionado, com exceção do Corínthians, clube que possui seu ex-Presidente como diretor de seleções da CBF e seu ex-técnico como técnico da seleção olímpica. Será que devemos “pagar para ver” o que poderá acontecer lá na frente, etapa essa que estaremos disputando, possivelmente, a liderança do campeonato? Por que não conversar sobre isso desde então?

Arrisco-me, inclusive, a lhes dizer que, caso fiquemos calados, essa convocação para as Olimpíadas poderá ter os olhos bem atentos à tabela do campeonato. E isso vale como alerta para todos, exceto para o “poderoso” que “lastima-se” por não ter ninguém na seleção, ainda que seja o atual “campeão” e semifinalista da Copa Libertadores.


Seleção da CBF – Não há “mal” que nunca se acabe...


Há tempos confesso-lhes que não tenho apreço algum por ver jogos da seleção. Simplesmente, porque não considero essa seleção brasileira com alma de campeã e que seja, de fato, identificada com sua torcida, tal como outrora em épocas cuja preocupação era única e exclusivamente a de se formar uma equipe vencedora e disputar a todos os troféus na condição de favorita, de forma a se colocar o futebol brasileiro no topo, e não tendo como maior preocupação a de se fazer “merchan” de alguma marca ou a de servir de intermediária para negociações futuras.

No entanto, não sou egoísta suficiente para não torcer pelo sucesso na carreira de jogadores talentosos que possuem sua vida profissional a ser construída, e com ela, a esperança de muitos de seus familiares e parentes que vislumbram por um futuro melhor. Do Vasco, especialmente, embora saiba dos perigos que o clube corre por ter seu jogador na “vitrine” e jogando aos olhos de empresários e representantes de grandes clubes europeus.

Portanto, fico muito feliz quando vejo que um jogador como Rômulo consegue demonstrar seu valor, atuar bem e até fazer um gol em um jogo considerado “superclássico” ! E assim como Rômulo, Dedé também parece trilhar pela mesma estrada de sucesso em um futuro não muito distante vestindo a mesma camisa consagrada por seu passado e no qual era orgulho de ser vestida por um atleta pelo fato de ser abnegado por seu país, e não por querer utilizá-la como plataforma para algo mais rentável adiante.

Fazendo uma analogia entre seleção e o nosso Vasco, confesso que essa mesma falta de identificação encontrada, hoje, nessa seleção com seu povo está na mesma razão de alguns times que representaram nosso clube e não faz nem tanto tempo assim. Times montados cujo um ou outro jogador quando se destacava era logo negociado, um ou outro jogador apenas se identificava com o clube e com sua torcida, mas que a maioria desses mesmos times era formado por jogadores fracos, cujo grupo não tinha maiores compromissos com a nossa história de vitórias, títulos e glórias. E que mesmo “ao meio da tempestade”, nunca deixamos de ser vascaínos, tal como não deixamos de ser brasileiros nesses momentos sofridos.

Esse é um dos argumentos que eu utilizo para mim mesmo para me convencer que as pessoas passam, mas as entidades ficam. Nos clubes de futebol é assim, e na entidade maior responsável pela decadência do futebol nesse país não será diferente. Há coisas boas no porvir para todos nós, brasileiros, sem dúvida!


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Cristiano Mariotti
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