Andy Allah

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Colunista do site SuperVasco

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Após 13 anos, temos um técnico de grife novamente

Em 29/03/2013 09:02
 

Olá amigos, na minha coluna anterior expus a minha preferência na difícil contratação do técnico Jorginho do Bahia, pensei ser o mais longe e ousado que poderíamos chegar e ainda bem que estava enganado.

Quem chegou foi nada mais do que Paulo Autuori, campeão brasileiro (Botafogo ,95), bi da Libertadores da América (Cruzeiro, 97 e São Paulo, 2005) e pelo Tricolor Paulista ainda levou um Campeonato Mundial no mesmo ano. Títulos esses que o fizeram entrar em um patamar dos técnicos, digamos com certa grife no mercado da bola. Sempre que fica desempregado, o seu nome vira sombra para os treinadores empregados dos clubes com um aporte financeiro alto, Ney Franco que o diga, deve estar bem aliviado. Mas ele optou pelo, Vasco, clube que torceu na infância, na atual situação ao qual o time se encontra, não seria exagero dizer que será um dos maiores desafios do conceituado treinador.

Agora vamos fazer um exercício para dar sentido ao título que escolhi: Faz tempo que o Gigante da Colina não ousa tanto na contratação de um técnico, para ser mais exato, fazem 13 anos. Oswaldo de Oliveira, em 2000, foi o último a vir com essa pompa. Era recém campeão do Campeonato Brasileiro e Mundial pelo Corinthians, o que fez de Oswaldo ter a “grife” dos comandantes importantes daquele cenário e querendo ou não, nos ajudou a conquistar um título nacional e a Copa Mercosul.

De lá para cá foram 28 trabalhos dos treinadores vascaínos, sete deles estiveram duas vezes no clube; Joel Santana, Renato Gaúcho, Romário, Antônio Lopes, PC Gusmão e Celso Roth, Gaúcho. Amigos não foi fácil fazer essa pesquisa – como diria Gerson o canhotinha de ouro – vi algumas Barangas, que meu Deus ... como por exemplo  Alfredo Sampaio, Dario Lourenço, Tita e Gaúcho, além de alguns citados anteriormente,  que me remete a pensar, a que tínhamos chegado!  Outros medianos para a situação, casos de Geninho, Dorival Junior, Marcelo Oliveira e Ricardo Gomes.  Este último ainda presente no clube, o que aumenta mais o valor dos profissionais presentes na Colina.

Na entrevista coletiva da apresentação de Autuori, uma fala do comandante vascaíno chamou a atenção. Ele diz justamente sobre a relevância do profissional que dirige os jogadores em campo, e o quão são supervalorizados.

“O protagonismo do técnico de futebol me irrita muito. Os protagonistas são os jogadores e os torcedores. Vou brigar contra isso. É uma coisa absurda. Tenho em mente algumas referências. Elba de Pádua Lima, o Tim, usava a simplicidade para treinar um time. Isso representa a essência do futebol. Está na hora de acabar com essa arrogância da nossa classe. Nenhum profissional, por mais vitorioso que seja, pode se achar maior do que a instituição”

O novo técnico do Vasco tem muita razão, só nessa fala ele mostra que é diferente, nenhum profissional pode realmente se achar maior que a instituição, fato. Mas professor, com todo o respeito, carecíamos de uma pessoa como você, multi campeão, conhecedor das grandezas do clube, um verdadeiro protagonista, precisávamos dessa exceção. Foram 13 anos aguardando, então.

Seja bem vindo!

São Januário forçado em sua origem e hoje necessário

Em 1923, o Clube de Regatas Vasco da Gama, lusitano em suas origens e com a maioria de seus jogadores negros, fazia a sua estreia no Campeonato Carioca. E em seu primeiro ano, esse elenco, que fugia completamente aos padrões elitistas da época, sagrou-se campeão estadual, acabando com a hegemonia de Flamengo, Fluminense, Botafogo e América, as potências futebolísticas daquele tempo.

Foi aí que os clubes incomodados com o ocorrido, em uma medida extrema para vetar a participação da “abominação” do momento, fundaram, em 1924, uma a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA). Eles criaram um regulamento, que na sua essência foi feito para impedir o Vasco de disputar o campeonato, uma delas seria a obrigatoriedade de ter um estádio em condições para a prática do futebol. Mas o tiro saiu pela culatra, eles não contavam com a união da população lusitana, muito concentrada em sua maioria, no bairro de São Cristóvão, abraçando a construção do imponente estádio conhecido como São Januário, inaugurado em 1927.

E como o mundo dá voltas! Por que contei essa história? Para lembrar que 89 anos depois o Caldeirão da Colina continua de pé. E com todo o ocorrido ao Engenhão, eis que os mesmo clubes que “ajudaram” a fazer a história do nosso templo, dependem daquele espaço para mandar os seus jogos. Na visão de torcedor sou contra abrir as portas para esses times, mas pensando de forma lúdica, deve ser humilhante para Fla, Flu e Bota ter de reconhecer tal dependência!

Saudações Vascaínas amigos e até a próxima.

Andy Allah Gomes Xavier

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