Coluna Vitor Roma
Carioca nascido em So Cristvo, do lado de So Janurio, scio do Vasco desde 1988; economista, Mestre em administrao e empresrio. A melhor descrio da sua relao com o Vasco veio das arquibancadas: o Vasco sua vida, sua histria e seu primeiro amigo
17/07/2012 19:29:00
Bandeiras amarelas levantadas!
Olá a todos!
Foi mal o Vasco até agora no brasileirão, apesar da segunda colocação. Daquele ímpeto inicial das quatro vitórias seguidas, onde um ou outro momento de sufoco (como o péssimo segundo tempo contra a Lusa, em São Paulo) eram vistos com paciência pela maioria de nós por diversas razões: Libertadores, desfalques, retomada de ritmo, etc; agora o momento é de apreensão.
Porque de repente veio uma derrota para o Cruzeiro em casa, uma vitória mediana sobre a Ponte e depois um empate contra o Figueirense fora, quando jogamos um ótimo primeiro tempo e um péssimo segundo. E a torcida meio desconfiada com esta queda de rendimento esperava então uma atuação tranquila frente ao lanterna do campeonato, o fraquíssimo Atlético Goianiense.
Cristóvão colocou o time para a frente, com a escalação que Fernando Calazans pediu a Deus, Juninho e Felipe juntos, lado a lado. Fizemos o primeiro tempo aquém do que se esperava mas pressionamos e dominamos os caras. No segundo fomos massacrados e não perdemos o jogo porque demos muita sorte.
Aí o leitor pode me perguntar: se tivéssemos vencido o lanterna por quatro a zero seu discurso seria diferente só por causa deste jogo? Sim, claro que seria! É em um jogo como este que temos que mostrar superioridade total e vencer com autoridade! Não vencer um jogo desses com facilidade faz com que eu levante várias bandeiras amarelas!
Então é isso! Bandeiras amarelas levantadas! O Vasco começa agora uma sequência muito difícil no campeonato, onde precisará jogar muito mais do que vem jogando para se manter na posição que está, colado no líder, brigando pela ponta.
Que somos capazes eu não tenho dúvida que somos. Já começaremos esta nova fase de forma complicada, com vários desfalques, com estréia antecipada e na casa de um forte adversário. Complica bastante, mas a discussão maior tem que ser outra: o viés do Vasco é de alta ou de baixa?
Como todo mundo que me conhece sabe, sou um otimista com este time. Gosto do time todo e admiro muito a forma como representam o nosso clube. Temos um Dedé entrando em forma novamente, temos vários jogadores para entrar (Felipe Bastos, Fágner, Éder Luis, Rodolfo, Renato Silva e Tenório), temos reforços para estrear (Wendell e Auremir), temos juniores a testar (Marlone, Luan, Romário, Jhon Clay e Guilherme)... enfim, acredito perfeitamente que o viés possa ser de alta.
Mas as bandeiras amarelas estão levantadas! O time vem jogando MUITO mal, pior do que o mínimo aceitável. Isso precisa melhorar nesta quarta feira, inependente dos inúmeros desfalques .Até porque do outro lado não tem nenhum gênio; nem dentro nem à beira do campo.
A armação
Sei que sou muito chato com isso, mas Felipe e Juninho não pode jogar juntos no meio de campo, considerando que jogamos um futebol moderno.
Alguém imagina um meio campo com Nilton, Juninho e Felipe, mais 3 atacantes, mais 2 laterais que são melhores no apoio do que na defesa, batendo de frente com o Corínthians?? Correndo e marcando como eles fazem?
Não dá, gente. É bonito dizer que dá, mas a realidade é outra. Futebol se ganha com a bola no pé, e para ter a bola no pé é preciso marcar e tomá-la do adversário.
Oswaldo de Oliveira disse nesta semana que vai revezar os jogadores no Botafogo, porque são jogos de meio e fim de semana neste período de campeonato. Eu queria UMA explicação razoável do porquê de Juninho e Felipe não poderem revezar no Vasco. Só uma!
Com esta formação que jogou contra o Atlético Goianiense nos não vamos vencer ninguém com facilidade.
É melhor estar errado e ser feliz ou estar certo e não ser?
O início da estúpida guerra política do Vasco, há alguns anos, trouxe um novo tipo de crítica: a crítica da pureza. O vascaíno também passou a ser considerado "de verdade" ou não pelos seus opositores políticos. Surgiram os vascaínos de verdade, os vascaínos de raiz, os vascaínos de alma, os vascaínos de sangue. Do outro lado os bovinos, os alienados, os puxa sacos, os interessados, etc... Imbecilidades capazes de fazer inveja a qualquer período negro da história da humanidade.
Isso foi lá atrás, criado por gente (de TODOS os lados) que só pensa em poder e em política, mas infelizmente se espalhou. Agora, nesta semana, eu soube de uma nova.
O Vasco joga mal neste campeonato, como eu disse no início da coluna. Então eu leio o seguinte comentário: "os bitolados finalmente vão ver que o Vasco está jogando mal". Eu não entendi...
Bitolado é quem apóia o time? Ou é quem critica? Ser otimista é estar errado? Ou ser pessimista é ruim? Desde quando um vascaíno tem o direito de dizer que outro é mais ou menos vascaíno porque ele gosta ou não gosta de um time, de um treinador, de um jogador? Onde isso surgiu?
Por exemplo, contra a maioria da torcida do Vasco hoje em dia (pelo que percebo aqui e nas redes sociais), eu gosto do nosso treinador. Então, porque eu gosto de um treinador, eu sou bitolado, certo? E seu achar itolado quem não gosta? Como fica?
Eu sou contra a vaia durante o jogo, e reclamo disso a beça... sou bitolado? Ou bitolado é quem vaia?
Que saudade do tempo em que discutíamos se um treinador era bom, se Bismarck era melhor que Willian ou não, se Felipe tinha que jogar de lateral ou vir para o meio campo... Entre bitolados, alienados, de raiz ou de sangue, eram todos Vasco.
Em tempo
- A se confirmar a devolução do terreno de Maricá para a Prefeitura da cidade o Vasco pagará um mico brabo. Se a gente não tinha certeza que dava para construir, porque anunciamos? Coisas simples, pequenas, bobas, que não valem o risco...
- Prass(Alessandro e Diogo), Fagner (Auremir), Dedé (Renato), Rodolfo (Douglas), Feltri (Willian), Nilton (Eduardo Costa), Juninho (Felipe), Wendell (Felipe Bastos), Diego Souza (Carlos Alberto), Éder Luis (Willian Barbio), Alecsandro (Tenório). Se não chegar mais ninguém, é isso que temos. E ainda podemos trazer Abuda (que tem que ser testado), Luan, Marlone, Dieyson, Jhon Clay, Guilherme e Romário; chegando a 30 jogadores. Então me digam, para quê mantemos Fabrício, Diego Rosa, Max, Chaparro e Pipico??
- Alguém aqui venderia o Vasco por 317 milhões, que é quanto o tal novo estudo de valor de marca diz que a nossa marca vale? E alguém compraria a marca Corínthians por 1 bilhão? Existe uma regra básica em avaliação de preços de ativos: ele raramente é determinado por quem vende, e normalmente por quem compra. Então nem vou entrar no mérito que fez com que eses caras chegassem a estas conclusões, sinceramente...
- Eu espero que o Carlos Leão ainda leia minhas colunas, porque foi justamente onde começamos uma amizade que existiu no passado... Mas quando será que alguém no Vasco vai conseguir fazer com que a Brahma reforme os banheiros horrorosos do cada vez mais lindo Estádio de São Januário? Se eles não querem, então reformamos nós, porque do jeito que está não pode ficar.
Abraços!
Vitor Roma (@vm_roma)
Foi mal o Vasco até agora no brasileirão, apesar da segunda colocação. Daquele ímpeto inicial das quatro vitórias seguidas, onde um ou outro momento de sufoco (como o péssimo segundo tempo contra a Lusa, em São Paulo) eram vistos com paciência pela maioria de nós por diversas razões: Libertadores, desfalques, retomada de ritmo, etc; agora o momento é de apreensão.
Porque de repente veio uma derrota para o Cruzeiro em casa, uma vitória mediana sobre a Ponte e depois um empate contra o Figueirense fora, quando jogamos um ótimo primeiro tempo e um péssimo segundo. E a torcida meio desconfiada com esta queda de rendimento esperava então uma atuação tranquila frente ao lanterna do campeonato, o fraquíssimo Atlético Goianiense.
Cristóvão colocou o time para a frente, com a escalação que Fernando Calazans pediu a Deus, Juninho e Felipe juntos, lado a lado. Fizemos o primeiro tempo aquém do que se esperava mas pressionamos e dominamos os caras. No segundo fomos massacrados e não perdemos o jogo porque demos muita sorte.
Aí o leitor pode me perguntar: se tivéssemos vencido o lanterna por quatro a zero seu discurso seria diferente só por causa deste jogo? Sim, claro que seria! É em um jogo como este que temos que mostrar superioridade total e vencer com autoridade! Não vencer um jogo desses com facilidade faz com que eu levante várias bandeiras amarelas!
Então é isso! Bandeiras amarelas levantadas! O Vasco começa agora uma sequência muito difícil no campeonato, onde precisará jogar muito mais do que vem jogando para se manter na posição que está, colado no líder, brigando pela ponta.
Que somos capazes eu não tenho dúvida que somos. Já começaremos esta nova fase de forma complicada, com vários desfalques, com estréia antecipada e na casa de um forte adversário. Complica bastante, mas a discussão maior tem que ser outra: o viés do Vasco é de alta ou de baixa?
Como todo mundo que me conhece sabe, sou um otimista com este time. Gosto do time todo e admiro muito a forma como representam o nosso clube. Temos um Dedé entrando em forma novamente, temos vários jogadores para entrar (Felipe Bastos, Fágner, Éder Luis, Rodolfo, Renato Silva e Tenório), temos reforços para estrear (Wendell e Auremir), temos juniores a testar (Marlone, Luan, Romário, Jhon Clay e Guilherme)... enfim, acredito perfeitamente que o viés possa ser de alta.
Mas as bandeiras amarelas estão levantadas! O time vem jogando MUITO mal, pior do que o mínimo aceitável. Isso precisa melhorar nesta quarta feira, inependente dos inúmeros desfalques .Até porque do outro lado não tem nenhum gênio; nem dentro nem à beira do campo.
A armação
Sei que sou muito chato com isso, mas Felipe e Juninho não pode jogar juntos no meio de campo, considerando que jogamos um futebol moderno.
Alguém imagina um meio campo com Nilton, Juninho e Felipe, mais 3 atacantes, mais 2 laterais que são melhores no apoio do que na defesa, batendo de frente com o Corínthians?? Correndo e marcando como eles fazem?
Não dá, gente. É bonito dizer que dá, mas a realidade é outra. Futebol se ganha com a bola no pé, e para ter a bola no pé é preciso marcar e tomá-la do adversário.
Oswaldo de Oliveira disse nesta semana que vai revezar os jogadores no Botafogo, porque são jogos de meio e fim de semana neste período de campeonato. Eu queria UMA explicação razoável do porquê de Juninho e Felipe não poderem revezar no Vasco. Só uma!
Com esta formação que jogou contra o Atlético Goianiense nos não vamos vencer ninguém com facilidade.
É melhor estar errado e ser feliz ou estar certo e não ser?
O início da estúpida guerra política do Vasco, há alguns anos, trouxe um novo tipo de crítica: a crítica da pureza. O vascaíno também passou a ser considerado "de verdade" ou não pelos seus opositores políticos. Surgiram os vascaínos de verdade, os vascaínos de raiz, os vascaínos de alma, os vascaínos de sangue. Do outro lado os bovinos, os alienados, os puxa sacos, os interessados, etc... Imbecilidades capazes de fazer inveja a qualquer período negro da história da humanidade.
Isso foi lá atrás, criado por gente (de TODOS os lados) que só pensa em poder e em política, mas infelizmente se espalhou. Agora, nesta semana, eu soube de uma nova.
O Vasco joga mal neste campeonato, como eu disse no início da coluna. Então eu leio o seguinte comentário: "os bitolados finalmente vão ver que o Vasco está jogando mal". Eu não entendi...
Bitolado é quem apóia o time? Ou é quem critica? Ser otimista é estar errado? Ou ser pessimista é ruim? Desde quando um vascaíno tem o direito de dizer que outro é mais ou menos vascaíno porque ele gosta ou não gosta de um time, de um treinador, de um jogador? Onde isso surgiu?
Por exemplo, contra a maioria da torcida do Vasco hoje em dia (pelo que percebo aqui e nas redes sociais), eu gosto do nosso treinador. Então, porque eu gosto de um treinador, eu sou bitolado, certo? E seu achar itolado quem não gosta? Como fica?
Eu sou contra a vaia durante o jogo, e reclamo disso a beça... sou bitolado? Ou bitolado é quem vaia?
Que saudade do tempo em que discutíamos se um treinador era bom, se Bismarck era melhor que Willian ou não, se Felipe tinha que jogar de lateral ou vir para o meio campo... Entre bitolados, alienados, de raiz ou de sangue, eram todos Vasco.
Em tempo
- A se confirmar a devolução do terreno de Maricá para a Prefeitura da cidade o Vasco pagará um mico brabo. Se a gente não tinha certeza que dava para construir, porque anunciamos? Coisas simples, pequenas, bobas, que não valem o risco...
- Prass(Alessandro e Diogo), Fagner (Auremir), Dedé (Renato), Rodolfo (Douglas), Feltri (Willian), Nilton (Eduardo Costa), Juninho (Felipe), Wendell (Felipe Bastos), Diego Souza (Carlos Alberto), Éder Luis (Willian Barbio), Alecsandro (Tenório). Se não chegar mais ninguém, é isso que temos. E ainda podemos trazer Abuda (que tem que ser testado), Luan, Marlone, Dieyson, Jhon Clay, Guilherme e Romário; chegando a 30 jogadores. Então me digam, para quê mantemos Fabrício, Diego Rosa, Max, Chaparro e Pipico??
- Alguém aqui venderia o Vasco por 317 milhões, que é quanto o tal novo estudo de valor de marca diz que a nossa marca vale? E alguém compraria a marca Corínthians por 1 bilhão? Existe uma regra básica em avaliação de preços de ativos: ele raramente é determinado por quem vende, e normalmente por quem compra. Então nem vou entrar no mérito que fez com que eses caras chegassem a estas conclusões, sinceramente...
- Eu espero que o Carlos Leão ainda leia minhas colunas, porque foi justamente onde começamos uma amizade que existiu no passado... Mas quando será que alguém no Vasco vai conseguir fazer com que a Brahma reforme os banheiros horrorosos do cada vez mais lindo Estádio de São Januário? Se eles não querem, então reformamos nós, porque do jeito que está não pode ficar.
Abraços!
Vitor Roma (@vm_roma)
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