Coluna Vitor Roma

Coluna Vitor Roma

Carioca nascido em São Cristóvão, do lado de São Januário, sócio do Vasco desde 1988; é economista, Mestre em administração e empresário. A melhor descrição da sua relação com o Vasco veio das arquibancadas: o Vasco é sua vida, sua história e seu primeiro amigo
13/06/2012 12:41:00

Líder sob a liderança de Juninho

Olá a todos!

E apesar de todas as crises semanais, nosso Vasco continua líder com quatro vitórias consecutivas e podendo chegar a sete, dados os confrontos que têm nas próximas rodadas.

Aliás, o mais difícil dos próximos três jogos é justamente o próximo, contra o Palmeiras fora de casa. Não que o time do Palmeiras mereça muito receio de nossa parte, porque é o pior Palmeiras que já vi. Mas porque é um time grande que não pode perder para sempre.

O futebol que o Vasco tem jogado enche os olhos de qualquer um, e até nos faz ficar mais exigentes. Meu amigo Lazarini definiu o jogo de domingo como um primeiro tempo perfeito e um segundo tempo onde administramos o jogo. Laza é bem frio em avaliações de futebol, normalmente. Os menos frios já viram o jogo concordando apenas com a avaliação do Laza quanto à primeira etapa, e enxergaram um Vasco mal e correndo riscos na segunda.

Eu sinceramente acho que não corremos risco algum, e ainda digo que só não vencemos ainda mais fácil o jogo porque Éder Luis estava numa tarde pouco inspirada, a despeito da sua importância tática mesmo quando está mal. Mas é normal que vendo o time fazer aquele primeiro tempo, a gente sonhe com todos os jogos daquela forma.

Porém, o que tem dado a tônica deste Vasco até agora é que me parece que Juninho Pernambucano, depois de quase um ano no clube, entendeu o nível de importância que ele pode ter não apenas para o time, mas para o clube.

Seu futebol não se discute, Juninho é MUITO acima da média do Brasil e hoje não há no nosso futebol caseiro algum medalhão com o sucesso na carreira que ele teve. Ronaldinho, Luis Fabiano, Zé Roberto, Fred, Deco... nenhum deles. Só que jogadores envelhecem, muitas vezes infelizmente. E Juninho envelheceu.

De qualquer forma a impressão que eu tenho é que depois das palhaçadas que alguns setores da imprensa fizeram com ele, o cara vestiu ainda mais a camisa de líder. Essa é a diferença dos grandes homens para os medíocres. Juninho podia ter pedido o boné, mandado todo mundo chupar limão e ido para casa ficar com a família. Mas aí não seria Juninho.

Juninho é aquele cara que quando vem a adversidade, principalmente a adversidade injusta, ele cresce. Principalmente porque ele se garante. E me parece que ele agora entendeu que mais do que bater faltas, mais do que organizar o time, mais do que ser exemplo dentro de campo, ele pode fazer a diferença fora dele. Ele pode ajudar a mudar o Vasco.

Creditam à Juninho a mudança do futebol do Nilton, e eu acredito piamente nisso. E lamento que a direção do futebol do Vasco não tenha compreendido o que Juninho poderia fazer por Jhon Clay, por exemplo.

Mas eu quero mais. Em minhas conversas com o assessor de imprensa dele, Flávio Dias, eu sempre disse: Juninho pode ser muito mais no Vasco. Ele pode garantir a consolidação da mudança.

E hoje acho que ele pode, claro que pela sua própria capacidade de análise, ter entendido isso.

E se você me perguntar o porquê da minha opinião, eu respondo os momentos em que tive esta idéia de forma mais clara: a entrevista a Rádio Manchete na semana passada e a comemoração do gol de falta no domingo.

Primeiro Juninho me deixou nervoso com a entrevista. Eu brigo muito por paz ao elenco do Vasco, e ele trouxe coisas que me pareciam poder semear outra crise. Fiquei pau da vida, reclamei no twitter, mas depois avaliei melhor. Não, Juninho pensou além daquilo. Deu o recado da forma certa, se colocou como líder que é e que esperamos que seja.

Depois veio a comemoração do seu gol contra o Bahia. Juninho comemora, assume a posição de chamar os demais líderes do time, abraça todos.Alecsandro, Felipe, Diego...todos são importantes, todos têm sua parcela na liderança, mas Juninho é mais. É mais porque merece ser mais.

Uma resposta à esta imprensa horrorosa que cisma em buscar ranhuras onde não existem.

Apesar das minhas restrições ao fato dele não ter voltado ao Vasco durante a série B, dou meu braço a torcer: Juninho tem a visão além do alcance. E aproveito para pedir a ele que use esta visão de forma definitiva.

O Vasco precisa, a torcida quer e ele pode.

Nossa situação financeira – continuação

Continuando a falar do assunto da semana passada, chamo a atenção para um fator importantíssimo na nossa disputa com nosso maior rival brasileiro, o São Paulo.

Já vimos que durante a década perdida nós faturamos mais de 500milhões a menos do que eles, o que pagaria toda a dívida do Vasco e ainda daria para construirmos dois CTs de última geração.

Dentro deste número, porém, tem um outro valor que assusta. O São Paulo foi o segundo time que mais faturou, entre 2003 e 2008, com venda de jogadores. Foram 218 milhões de reais.

Abaixo vocês vêem a lista dos clubes que mais faturaram com transferências neste período, em reais:

1º Internacional – 251 milhões
2º São Paulo – 218 milhões
3º Cruzeiro – 181 milhões
4º Santos – 150 milhões
5º Atlético PR – 127 milhões
6º Corínthians – 125 milhões
7º Palmeiras – 117 milhões
8º Grêmio – 105 milhões

Dentre os jogadores vendidos pelo São Paulo, destacam-se:

Em 2004 – Luis Fabiano
Em 2005 – Cicinho e Amoroso
Em 2006 – Mineiro, Ricardo Oliveira e Lugano
Em 2007 – Breno, Ilsinho, Danilo e Josué
Em 2008 – Diego Tardelli e Alex Silva

Isso sem falar nos mais antigos, como Denílson, Kaká, França, etc...

E eu lhe pergunto, que jogador o Vasco vendeu de 2003 a 2008?

Por isso hoje é tão difícil segurar os que temos, porque PRECISAMOS VENDER JOGADORES. Faz parte do processo de financiamento do clube, por mais que seja ruim. E o pior, casos como os do Anderson Martins e agora do Allan, mostram que ainda não estamos totalmente preparados para isso.

Tudo isso, o fato de estarmos 500milhões de reais atrás dos nossos principais concorrentes, faz com que o nosso dia a dia seja este inferno que hoje vemos nas notícias. O trabalho é muito complicado e longe de ser resolvido a curto prazo.

Acreditem, falta muito para ficar bom, muito mesmo. Porque nossos concorrentes ainda vão faturar mais do que nós durante um bom tempo, acreditem.

E para começar a ficar, precisamos de uma BASE que dê sustentação ao time principal, seja para repor as vendas que com certeza ocorrerão, seja para se auto financiar, negociando jogadores jovens que a gente considere que não terão chances no profissional.

Mas isso já um outro papo, e semana que vem continuamos...

O mais odiado

Fiz uma pesquisa no twitter sobre qual personalidade do futebol a torcida do Vasco mais odeia. Foi uma lavada para Renato Maurício Prado, com 47 votos.

Depois tivemos:
José Roberto Wright – 21 votos
Celso Barros e Gilmar Ferreira – 13 votos
Eurico Miranda – 7 votos
Neto (ex jogador e comentarista) – 6 votos
Galvão Bueno, Andres Sanchez, Milton Neves e Arnaldo César Coelho – 4 votos
Luiz Roberto, Ronaldinho Gaúcho, Paulo César Vasconcellos e Luxemburgo – 2 votos
Sérgio Noronha, Marcelo de Lima Henrique, Junior e Fábio Baiano – 1 voto

O resultado da pesquisa fez todo sentido...

Em tempo

- Muito obrigado por todas as mensagens e comentários pela minha volta ao Supervasco. Fiquei muito impressionado e muito feliz. Isso faz todas as malas que aparecem de vem em quando para encher o saco parecerem exatamente como são: bem pequenas.

- Aumentaram significativamente as chances de Éder Luis, Felipe Bastos e Fágner ficarem no Vasco. Acho que teremos novidades em breve.

- Se Diego Souza jogasse sempre como jogou contra o Bahia, nós seríamos campeões de tudo e ele seria vendido para o Mancehester.

Um abraço!

Vitor Roma (@vm_roma)

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