Coluna João Vítor Carvalho
Entre um jornalista e um comentarista de boteco. Um jovem universitário sem muito dinheiro mas que gasta o pouco que tem assistindo aos jogos do Vasco seja no Maraca ou em São Janu. Vascaíno desde 20 de agosto de 1898, antes mesmo do Vasco existir.
10/08/2012 16:59:00
Manual Juninho de boa vizinhança
Vamos combinar uma coisa pelo bem da nossa convivência.
Prometam pra mim que vocês nunca chamarão, ou sequer pensarão chamar o Juninho de “ um jogador de 37 anos”. E mais, pra ficar melhor, também está vetada a utilização das expressões “ um jogador já com uma idade avançada” , “ um jogador de uma certa idade” ou, a pior delas sem dúvida, “ ele não tem mais o gás de antes”.
A palavra/entidade Juninho não admite ante-postos e se você ainda não sabe, passe a saber agora: Juninho com o tempo só ficará maior e melhor, como o autêntico e INCRITICÁVEL mito que é.
Amigos, ‘um jogador de 37 anos” é o Paulo Baier, que já nasceu careca e com 37 anos. Juninho é atemporal. Ele é ele e pronto acabou, independente da idade material que dizem ( eu duvido!) que ele tem. Até porque Juninho não é só matéria, é também alma. O Vasco é mais Vasco com Juninho. E Juninho é muito mais Juninho com a camisa do Vasco.
Ainda dispondo sobre a harmonia da nossa convivência, vamos procurar evitar coisas do tipo “ me preocupa o fato do Vasco depender de ‘um jogador de 37 anos’”. Primeiro que só é possível concluir errado quando se parte de uma falsa premissa. No caso, falsas premissas.
A primeira delas, como já exposto, é enxergar Juninho com os mesmos olhos que você enxerga o Paulo Bayer, ou, pra não precisar ir tão longe e nem tanto no passado, o próprio Felipe, um jogador de 34 anos. Outra coisa, que já fica insistentemente provada a cada rodada, é que o Vasco avança sobre os seus antigos limites de dependência.
Explico: Nossa zaga já dependeu exclusivamente da presença do Dedé para se portar de maneira no mínimo satisfatória. Já dependemos do Rômulo para encontrar um mínimo de organização defensiva no meio campo. Já dependemos das estocadas do Éder Luis para produzir no ataque (Houve tempo, e não faz tanto tempo, que o Éder Luis era a peça chave do Vasco).
Que Dedé fará sempre falta eu não discuto, até porque não sou maluco. Que Rômulo foi uma baixa importante que sofremos, também não preciso dizer. Que a boa fase do Éder Luis será muito bem vinda quando voltar parecemos de acordo. Mas o Vasco segue vivo sem Rômulo, segue vivo com a ausência espiritual do Éder e seguirá firme numa eventual ausência do Dedé.
Mas que seja, admitamos que o Vasco dependa mais de Juninho do que de qualquer outro, o que não deixa de ser uma verdade. O Vasco, embora SEMPRE forte, é mais com Juninho.
Te preocupa realmente essa dependência? Eu fico olhando para os outros times e é impossível não surgir a pergunta: Os outros tão dependendo de quem? Eu sei que eu to aqui, dependendo do meu amado e atemporal Juninho, do maior ídolo da minha geração, do maior ídolo da história do Vasco para alguns entre os quais me incluo. To dependendo do Rei, que NUNCA me decepcionou. E os outros, de quem dependem? Do Deco jogo não, jogo também não?Do Fred coxa bichada? Do asa negra do Cuca?
Citei apenas personagens dos nossos dois concorrentes. Dificilmente o título sairá da mão de Vasco, Unimed ou Galo, embora o “ Grêmio venha crescendo” e o Inter, desde 1901, “tenha um grande elenco, impossível de não apontar como favorito ao título intergalático da temporada”.
Vasco, um time pra lá de limitado
O manual de como enxergar Juninho em toda sua plenitude, insisto, como uma Cruz de Malta de Chuteiras, aproveita como gancho uma análise feita por um jornalista de um grande veículo carioca, que vou te contar hein... tava com uma má vontade daquelas com nosso Vascão.
Segundo ele, embora o pântano da Ilha do Retiro não permitisse o desenrolar de um bom futebol, “ficaram evidentes os vários defeitos do time do Vasco” e as limitações do meio campo montado por Cristóvão Borges. Isso se deve muito ao fato do Carlos Alberto, embora muito importante taticamente e mais móvel que Diego Souza e Felipe, “ só fazer firulas improdutivas”, “Nilton limita-se a defender, muitas vezes violentamente”( Que absurdo! Um primeiro volante que se preocupa mais em defender do que atacar!Que disparate!), Wendel, aquele que nunca viu o Vasco levar um gol na vida e caiu como uma luva no time, “ é atééééé bom jogador, mas ainda não está adaptado ao Futebol Brasileiro”e Juninho, claro, “não tem mais o gás de antes”(Sério, me arruma uma faca!)
Não sei vocês, mas o gás de hoje do Juninho já me é bastante satisfatório. As vezes eu até fico preocupado:” Pára Juninho! Pra que correr desse jeito meu Rei? Pára de dar carrinho Rei, vai sujar as vestes a toa, arriscado a se quebrar! Nove quilômetros tá bom Rei, não precisa correr mais que isso todo jogo não...tranquiliza.” Danado, garoto Bité nunca me ouve, tá sempre se matando em campo.
Mas é mesmo muito limitado esse time do Vasco. O Nilton, mesmo que tenha cavado a falta pro Rei na meia lua, limita-se a maior parte do tempo a ser intransponível na defesa. O Prass, limita-se a ser um muro de concreto na frente do gol. O Dedé, coitado, limita-se a ser o melhor zagueiro brasileiro. Wendel limita-se a marcar firme e não errar passe na saída de bola. O Douglas limita-se a jogar sério. Willian Matheus e Auremir limitam-se a não levar bola nas costas. Alecsandro limita-se a meter a bola pra dentro do gol. Cristóvão limita-se a fazer o simples, resignado no papel que cabe ao treinador de futebol, de ser treinador, não um mago ou uma estrela.
Juninho limita-se a vencer diariamente a corrida contra o tempo.
Limita-se a personificar o sentimento Vascaíno à perfeição.
Limita-se a nos obrigar a reverenciá-lo ilimitadamente.
Carlos Tenório, El Demolidor!
Conhecia o Tenório de outros tempos.... sempre coleciono figurinhas da Copa do Mundo. E tá lá o negão, estampado no Equador. Quem me acompanha sabe que sempre apostei no negão. Não tinha como dar errado. Forte, rápido, brigador, boa técnica, bom finalizador, tudo que um atacante precisa pra ser bom e algo que há muito nos faltava. Não falta mais. Será de fundamental importância para nós, principalmente quando recairmos para aquela boa e velha tática do bico pro alto. O negão domina quase todas! Segura a bola no ataque e tá sempre perturbando a zaga adversária. Diferente do Alecsandro, que rende e rende muito quando lhe dão as bolas em boas condições, Tenório faz a hora, não espera acontecer. Ele cria suas próprias chances, ele alavanca o próprio sucesso. Veja contra o Sport... atento, rouba a bola do adversário, joga na frente. Com técnica tira o goleiro, com mais técnica ainda percebe a chegada do zagueiro, dá um corte que manda o cara ir conversar com a placa de publicidade e empurra pro gol vazio. EL Demolidor está de volta... tremam zagueirinhos do meu Brasil varonil!
PS: Depenar o Galo domingão!
Abraço a todos
@joao_almirante
Prometam pra mim que vocês nunca chamarão, ou sequer pensarão chamar o Juninho de “ um jogador de 37 anos”. E mais, pra ficar melhor, também está vetada a utilização das expressões “ um jogador já com uma idade avançada” , “ um jogador de uma certa idade” ou, a pior delas sem dúvida, “ ele não tem mais o gás de antes”.
A palavra/entidade Juninho não admite ante-postos e se você ainda não sabe, passe a saber agora: Juninho com o tempo só ficará maior e melhor, como o autêntico e INCRITICÁVEL mito que é.
Amigos, ‘um jogador de 37 anos” é o Paulo Baier, que já nasceu careca e com 37 anos. Juninho é atemporal. Ele é ele e pronto acabou, independente da idade material que dizem ( eu duvido!) que ele tem. Até porque Juninho não é só matéria, é também alma. O Vasco é mais Vasco com Juninho. E Juninho é muito mais Juninho com a camisa do Vasco.
Ainda dispondo sobre a harmonia da nossa convivência, vamos procurar evitar coisas do tipo “ me preocupa o fato do Vasco depender de ‘um jogador de 37 anos’”. Primeiro que só é possível concluir errado quando se parte de uma falsa premissa. No caso, falsas premissas.
A primeira delas, como já exposto, é enxergar Juninho com os mesmos olhos que você enxerga o Paulo Bayer, ou, pra não precisar ir tão longe e nem tanto no passado, o próprio Felipe, um jogador de 34 anos. Outra coisa, que já fica insistentemente provada a cada rodada, é que o Vasco avança sobre os seus antigos limites de dependência.
Explico: Nossa zaga já dependeu exclusivamente da presença do Dedé para se portar de maneira no mínimo satisfatória. Já dependemos do Rômulo para encontrar um mínimo de organização defensiva no meio campo. Já dependemos das estocadas do Éder Luis para produzir no ataque (Houve tempo, e não faz tanto tempo, que o Éder Luis era a peça chave do Vasco).
Que Dedé fará sempre falta eu não discuto, até porque não sou maluco. Que Rômulo foi uma baixa importante que sofremos, também não preciso dizer. Que a boa fase do Éder Luis será muito bem vinda quando voltar parecemos de acordo. Mas o Vasco segue vivo sem Rômulo, segue vivo com a ausência espiritual do Éder e seguirá firme numa eventual ausência do Dedé.
Mas que seja, admitamos que o Vasco dependa mais de Juninho do que de qualquer outro, o que não deixa de ser uma verdade. O Vasco, embora SEMPRE forte, é mais com Juninho.
Te preocupa realmente essa dependência? Eu fico olhando para os outros times e é impossível não surgir a pergunta: Os outros tão dependendo de quem? Eu sei que eu to aqui, dependendo do meu amado e atemporal Juninho, do maior ídolo da minha geração, do maior ídolo da história do Vasco para alguns entre os quais me incluo. To dependendo do Rei, que NUNCA me decepcionou. E os outros, de quem dependem? Do Deco jogo não, jogo também não?Do Fred coxa bichada? Do asa negra do Cuca?
Citei apenas personagens dos nossos dois concorrentes. Dificilmente o título sairá da mão de Vasco, Unimed ou Galo, embora o “ Grêmio venha crescendo” e o Inter, desde 1901, “tenha um grande elenco, impossível de não apontar como favorito ao título intergalático da temporada”.
Vasco, um time pra lá de limitado
O manual de como enxergar Juninho em toda sua plenitude, insisto, como uma Cruz de Malta de Chuteiras, aproveita como gancho uma análise feita por um jornalista de um grande veículo carioca, que vou te contar hein... tava com uma má vontade daquelas com nosso Vascão.
Segundo ele, embora o pântano da Ilha do Retiro não permitisse o desenrolar de um bom futebol, “ficaram evidentes os vários defeitos do time do Vasco” e as limitações do meio campo montado por Cristóvão Borges. Isso se deve muito ao fato do Carlos Alberto, embora muito importante taticamente e mais móvel que Diego Souza e Felipe, “ só fazer firulas improdutivas”, “Nilton limita-se a defender, muitas vezes violentamente”( Que absurdo! Um primeiro volante que se preocupa mais em defender do que atacar!Que disparate!), Wendel, aquele que nunca viu o Vasco levar um gol na vida e caiu como uma luva no time, “ é atééééé bom jogador, mas ainda não está adaptado ao Futebol Brasileiro”e Juninho, claro, “não tem mais o gás de antes”(Sério, me arruma uma faca!)
Não sei vocês, mas o gás de hoje do Juninho já me é bastante satisfatório. As vezes eu até fico preocupado:” Pára Juninho! Pra que correr desse jeito meu Rei? Pára de dar carrinho Rei, vai sujar as vestes a toa, arriscado a se quebrar! Nove quilômetros tá bom Rei, não precisa correr mais que isso todo jogo não...tranquiliza.” Danado, garoto Bité nunca me ouve, tá sempre se matando em campo.
Mas é mesmo muito limitado esse time do Vasco. O Nilton, mesmo que tenha cavado a falta pro Rei na meia lua, limita-se a maior parte do tempo a ser intransponível na defesa. O Prass, limita-se a ser um muro de concreto na frente do gol. O Dedé, coitado, limita-se a ser o melhor zagueiro brasileiro. Wendel limita-se a marcar firme e não errar passe na saída de bola. O Douglas limita-se a jogar sério. Willian Matheus e Auremir limitam-se a não levar bola nas costas. Alecsandro limita-se a meter a bola pra dentro do gol. Cristóvão limita-se a fazer o simples, resignado no papel que cabe ao treinador de futebol, de ser treinador, não um mago ou uma estrela.
Juninho limita-se a vencer diariamente a corrida contra o tempo.
Limita-se a personificar o sentimento Vascaíno à perfeição.
Limita-se a nos obrigar a reverenciá-lo ilimitadamente.
Carlos Tenório, El Demolidor!
Conhecia o Tenório de outros tempos.... sempre coleciono figurinhas da Copa do Mundo. E tá lá o negão, estampado no Equador. Quem me acompanha sabe que sempre apostei no negão. Não tinha como dar errado. Forte, rápido, brigador, boa técnica, bom finalizador, tudo que um atacante precisa pra ser bom e algo que há muito nos faltava. Não falta mais. Será de fundamental importância para nós, principalmente quando recairmos para aquela boa e velha tática do bico pro alto. O negão domina quase todas! Segura a bola no ataque e tá sempre perturbando a zaga adversária. Diferente do Alecsandro, que rende e rende muito quando lhe dão as bolas em boas condições, Tenório faz a hora, não espera acontecer. Ele cria suas próprias chances, ele alavanca o próprio sucesso. Veja contra o Sport... atento, rouba a bola do adversário, joga na frente. Com técnica tira o goleiro, com mais técnica ainda percebe a chegada do zagueiro, dá um corte que manda o cara ir conversar com a placa de publicidade e empurra pro gol vazio. EL Demolidor está de volta... tremam zagueirinhos do meu Brasil varonil!
PS: Depenar o Galo domingão!
Abraço a todos
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