
Não temos opção: é partir para cima e conquistar a vitória.Nenhum outro resultado nos interessa. É tudo ou nada. Dia para sair exausto do campo e das arquibancadas.
Nesse desafio, a participação do torcedor é fundamental, pois o incentivo aos nossos jogadores é primordial em uma partida onde o adversário é reconhecidamente superior tecnicamente.
O vascaíno tem tido muitas dificuldades para administrar o lado emocional. Em parte por estar preso a aspectos de nossa tradição que se tornaram incompossíveis com o dinamismo do momento atual que atravessa o futebol brasileiro e, portanto, não são essenciais e devem ser modificados. Mas, na hora do jogo, estou confiante de que o clima de confiança envolverá a todos vascaínos que, no calor da batalha, honrarão como nunca foi honrada a camisa que, com justo orgulho, envergamos nas arquibancadas.
A vitória deve ser conquistada no campo. Todos os esforços de nossos torcedores devem estar voltados para reforçar o ânimo de nossos atletas e abater o dos adversários dentro do campo. Deve se fazer pressão sobre os adversários? Sim, com certeza, mas essa pressão não deve extrapolar as quatro linhas - e as memórias de 1989, evocadas pelo ex-do-Vasco, são coisas antigas, matéria de antiquários, mas demonstram que os estratagemas propostos pelo ex-do-Vasco não levam a lugar nenhum, pois nós vencemos aquela partida e conquistamos o título brasileiro no Morumbi, apesar de todas as trapaças e armações dos paulistas. Vencemos no campo!
Não se trata, portanto, de "cavalheirismo" - nem "servilismo" ou "conformismo" ou "subserviência" como entoam os neo-fascistas de certo site -, mas de respeito pela integridade física dos adversários, que são pessoas humanas; Trata-se de humanismo, algo essencial em nossa tradição que se perdeu no lamaçal fascista que imperou na colina nos últimos anos e que deve ser recuperado para que voltemos a crescer.
Mais do que um "novo" Vasco, nós precisamos mesmos é dos novos vascaínos que sem alarde, silenciosos, estão surgindo nesse tempo de agruras... mais fortes, mais espertos, mais tenazes... criaturas de um novo século... capazes de reconhecer as emoções que os assolam (como, por exemplo, a tristeza) nesses tempos de agrura... capazes de não sucumbir as sombras do "pathos"... capazes de contrapor a potência do "desejo" não violento, mas firme que faz incidir a luz nesses despenhadeiros emocionais... capazes de construir pontes de luz que atravessam esses abismos sombrios... potentes pelo desejo de se experimentar e vencer todas as dificuldades... desejo que doma e transforma o "pathos"... que civiliza e transmuta as emoções... que percorre os sulcos da mutação em apoio amplo, irrestrito e total aos nossos atletas!
Domingo é dia de lutar e sobrepujar o São Paulo! Na garra, na vontade, na raça! NO CAMPO!
Ao campo, vascainos novos e velhos ...
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