Coluna João Vítor Carvalho

Coluna João Vítor Carvalho

Entre um jornalista e um comentarista de boteco. Um jovem universitário sem muito dinheiro mas que gasta o pouco que tem assistindo aos jogos do Vasco seja no Maraca ou em São Janu. Vascaíno desde 20 de agosto de 1898, antes mesmo do Vasco existir.
30/08/2012 23:50:00

Só pra garantir que seja dito

A nossa sorte é que o futebol sempre nos reserva um próximo jogo.

A chance de um novo começo.

De que adianta, agora, lamentar as vendas, chorar pelas não reposições?

De que adianta burilar insistentemente as mesmas teclas?

De que adianta permanecermos com o dedo em riste apontando os culpados?

Os culpados todos sabem quem são, pra que escrever o óbvio com a pretensão de epifania?

Chega disso por agora. O pensamento tem que ser em frente. A busca tem que ser por um novo começo.

Desde que se chutou a primeira bola de futebol no mundo, o segredo é só um: Vitória.

Só ela traz a paz de que tanto precisamos para seguir.

Tudo fica muito confuso na derrota.

Se a felicidade da vitória muitas vezes mascara problemas, a raiva da derrota os triplica de tamanho.

A verdade é que nem a alegria nem a raiva são boas companheiras para as análises. Ambas contaminam o argumento. Sou culpado, confesso. Várias vezes sou contaminado pela alegria, deixo-me contaminar por ela. Mas vez por outra o desgosto me apanha, como nessa última noite fria de quarta-feira, ao ver o Vasco completamente entregue às suas limitações, trancafiado nelas como numa camisa de força.

Antes de mais nada, pedindo humildemente licença ao seu "referendado" conhecimento tático "superior", penso que, tanto a tática maluca do Cristóvão quanto essa genial que você mirabolou aí no seu computador ou no seu playstion, surtiriam basicamente o mesmo efeito.

Não há plano que resista a ruindade do Bárbio, a improdutividade do Carlos Alberto, a indolência do Felipe, a ausência espiritual do Éder Luis e a insipiência dos laterais. Muita coisa dando errado ao mesmo tempo.

Mas aí você me dirá: “Tira o Bárbio então pô! Coloca o Pipico”

Não haveria exemplo mais sólido para abranger o problema em toda sua dimensão.

Mas o Vasco fazia partida dentro das suas limitações diante do Grêmio.

Forte defensivamente, vez por outra ensaiava uma escapada, sempre disposta a ser assassinada pela fragilidade técnica do Bárbio, ou pelo drible a mais do Carlos Alberto, ou pela tentativa de um passe impossível do Felipe, ou pelo cruzamento de canela dos nossos laterais na canela dos laterais oponentes.

O Grêmio esbarrava no bloqueio, até levantar bola na área, já perto do fim da primeira etapa. Marcelo Moreno pega o rebote de Prass e abre o placar. Para mim não houve falha. Não condeno nenhum goleiro que leve um gol como aquele. Uma selva de cabeças cruzando a frente, um desvio fatal podendo acontecer a qualquer momento, centímetros dele, o goleiro faz o que pode e espera contar com a sorte da bola sobrar pra ninguém ou pra um companheiro. Azar o nosso. Azar de quem nunca jogou bola e pensa o contrário. Vida triste hein brother....

Tenório volta no segundo tempo no lugar de Bárbio, já não era sem tempo. O negão garante mais presença e força de ataque ao time. Um verdadeiro sopro de existência na frente. Quando puder jogar 90 minutos, abrirá uma perspectiva bastante auspiciosa para uma melhora substancial no setor. Pois então, Tenório entrou disposto a dar o primeiro chute do Vasco a gol.

Conseguiria isso com enorme êxito, não fosse o apito de Luiz Flávio de Oliveira, que decidiu soar inexplicavelmente quando o Negão entrava cara a cara com o gol adversário. Detalhe, o juiz encontrava-se DE COSTAS para o lance. Esse erro abstém o Vasco dos seus? Não. Anula o fato do Vasco não ter jogado e não vir jogando bem? Também não.

Mas é um erro bastante relevante para ser ignorado. Era o empate, logo no começo do segundo tempo. Que perspectiva isso abriria para o restante do jogo? O zagueirinho que fez merda poderia ter se abalado? A torcida poderia ter ficado ressabiada? O Grêmio, por jogar em casa, se exporia mais para ir atrás da vitória? O Vasco ficaria um pouco mais confiante? Não sabemos nenhuma das respostas. Sei apenas que não cabe ao árbitro esse tipo de interferência.

Ele não tem nada que ver se o Vasco não vem jogando nada! Não é um problema que diz respeito a ele. Agora, se posicionar de frente para as jogadas em todos os momentos trata-se de uma obrigação técnica para um juiz de futebol. O mínimo que se exige é que o juiz se mantenha plenamente atento aos lances onde a bola está em disputa.

Mas, paciência. No mundo que vivemos, marcelo de lima henrique (minúsculo, por favor) é o melhor árbitro carioca e héber roberto lopes é juiz, o que ainda está por provar-se há muito tempo.

No final das contas, o Grêmio fez o segundo, num lance de completa e absoluta cagada. Sorte mesmo, aquela que nos é cada vez menos assídua “coincidentemente” depois de sofrermos baixas irreparáveis. Reconheço, porém, que esse mundo é muito estranho. Acredita que por aqui questiona-se custo benefício do Diego Souza? O mundo é duro nego! Um leão por dia, tem moleza não!

Torcedor não quer saber de justificativa, só enche a barriga com vitória, de desculpas está cheio.

É bom que a bendita dê as caras no sábado, se não a situação ficará praticamente insustentável para Cristóvão Borges, o técnico com um ano de carreira, único entre seus pares que jamais conheceu posição inferior a quarta na tabela.

Do contrário, será triturado pelo moinho da opinião pública como todos já foram e continuarão sendo.

A corda vai arrebentar do lado mais fraco, pra satisfação do que acredito ser hoje a maioria da opinião pública e publicada.

Pensa-se muito sobre a demissão de Cristóvão.

Muito pouco ou quase nada no dia seguinte.

O que torna tudo ainda mais “Caiojúnicamente” dramático.

Cristóvão já entrou condenado antes de ir a julgamento.

Primeiro que ele já ocupa a posição de técnico, ou seja, de réu.

Ainda vem com a pecha de “interino”, o que já causa ruído com a torcida.

Veja só, uma palavrinha muda tudo: “Cristóvão é INTERINO, Vasco precisa de TECNICOS como Caio Júnior” (MEDO) .

O que lamento nisso tudo é mais a forma com que Cristóvão será demitido.

Será execrado pela torcida, lembrado por um erro aqui, ali. Escorraçado como burro.

Levará consigo a cruz pelos maus resultados e por ter conduzido apenas insuficientes “boas campanhas” com esse elenco “magnífico”, “Galático”, “obrigado a ganhar todos os campeonatos”.

Sairá de uma forma que com certeza não merece.

Alguns não dirão nem “obrigado, professor. Boa sorte, felicidade e sucesso”

Por isso, se na próxima sexta-feira nós já não pudermos nos ver mais, para garantir que seja dito “ Obrigado, professor. Boa sorte, felicidade e sucesso, torcerei por você de longe”, mas...

A nossa sorte, nossa e sua Cristóvão, é que o futebol sempre nos reserva um próximo jogo.

E a chance de um novo começo.

Vão aqui minhas sugestões


Pega aquele menino cabeludo e tira ele do time, rápido! No meu modesto jeito de ver as coisas professor, esse rapaz está comprometedor. O senhor pode até apostar nele. Ele de fato já foi melhor do que isso que vem sendo, o que mesmo assim já era bastante pouco. Hoje, sem confiança nenhuma, o moleque precisa descansar a cabeleira.

O Felipe é banco do Juninho, mas isso você já sabe. Procure se manter fiel a essa convicção.O Felipe vou te contar hein... que má vontade, parece que tá de favor! No meio, o que tem pra fazer é aquele mesmo de sempre, lembra professor? Niltão, Wendel e Juninho é a base. Aí o senhor vê: Que tal escalar o Tenório naquela de migué do Diego Souza? Migué por Migué, o negão representa bem mais que o Carlos Alberto. Carlos Alberto é outro professor, não dá pra confiar, o cidadão até começou direitinho, mas hoje é nulo quase. Deixa no banco. Entrando no segundo tempo, de repente ele até arruma um negócinho.

Temos que dar um jeito urgente de reanimar o Éder Luis pra vida! Sei o quanto isso tá te quebrando mestre. Não bastassem ter te tirado vários jogadores de responsa, um dos que sobrou resolveu morrer em vida. Não é má ideia pensar no Jonas para ajudá-lo por ali. O garoto Auremir é dedicado e tudo mais, mas lateral não parece ser mesmo a dele. Como quebra-galho sim, mas agora temos o Jonas. Pega mal deixar o cara no banco pra um quebra-galho. Além do senhor não ceder fogo para o inimigo, e ele é cada dia maior e mais sedento pelo seu sangue, evitará lançar o menino, que tem sim seu valor, às bestas ferozes de São Januário. Willian Matheus e Feltri....uhn... para mim o senhor escolhe o que quiser. Por contingência, o Feltri vai ter que voltar. É um caso que me lembra muito o do Elton com Alecsandro. Sempre achava o que tava no banco melhor.

Então, quando, e se, o senhor tiver todo mundo a disposição, tente isso: Prass, Jonas, Dedé, Douglas, Feltri; Nilton, Wendel, Juninho; Tenório, Éder Luis e Alecsandro. Ou seja, volta com a estrutura que tínhamos, com o Tenório nessa vaga do Diego Souza, se movimentando à sua maneira. Cada um, independente do posicionamento, tem uma forma de se movimentar.

Agora, papo muito sério: E essa molecada aí? Romário, John Cley, Marlone. Tá na hora de começar a dar cancha pra esses moleques. Entrar num joguinho aqui, num joguinho ali. Tem que ser gradual, claro. Sei também que não é a solução, mas vamos ver o que os garotos podem fazer. Acho que o senhor fazendo só esse simples, mudando os laterais, e voltando com a estrutura que é nossa, nosso “padrão de jogo” como gostam de dizer os entendidos, já vai dar um up.

Pensa nisso e boa sorte nas escolhas que fizer.

Protesto

O jeito mais eficaz de protestar e mostrar toda a sua indignação continua sendo se tornar sócio, se você puder e se você quiser, claro. Por que aí você pega tudo que você pensa, espera a eleição e vota com força no outro candidato! Olha que troço prático! Você gritar “Fora Dinamite”, agora principalmente, é desperdício de garganta

Parece que “O Vasco é meu” é uma porcaria, não oferece vantagens e tal. Não sei, desde que cadastrei nunca mais entrei no site, acredita?Não sei mesmo a quantas andas o Vasco é meu, pra onde que vai o dinheiro, o que temos de vantagem além do ingresso sem fila. To na torcida para que algum cascalho pelo menos esteja indo pôr carne de primeira na mesa da molecada da base. Pagar uma conta de luz na casa de um funcionário apertado.

Sábado a torcida deverá fazer um protesto, seja lá o que isso signifique. Curioso para saber como será isso. Pedir a contratação de jogadores para essa temporada já me parece fora de hora. Cobrar um planejamento para 2013, com a contratação de um diretor para o lugar de Daniel Freitas, que já comece a se movimentar o quanto antes, acho muito válido.

Participaria dum troço desses. Agora, pelo amor hein, nada de protesto com a bola rolando. Fica tranquilo que se “der ruim” no sábado, sua vontade de sangue tem muita chance de ser saciada. Espero, de coração, que você não torça pra isso porque ...

Apesar dos pesares...

Mesmo com todas as “desgraças”, ta lá o Vasco, ocupando a quarta vaga nobre na tabela.

Por mais que a crise esteja tomando proporções “vexatórias”, “rebaixamentosas” dirá algum doido..

Encaramos agora uma sequencia mais branda, em teoria.

O segredo, só um: Vitória.

Um novo começo é possível.

É urgente!

Abraço a todos
@joao_almirante
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