A repercussão entre os jogadores da chegada de Jorginho e mudanças no clube

06/06/2018 às 07h57 - FUTEBOL

Vasco entra em campo nesta quarta, às 21h45, contra o Cruzeiro, no Mineirão, sob os efeitos de uma terça-feira agitada em São Januário. A cerca de 450 quilômetros da sede cruz-maltina, o que deveria ser um local de concentração para os jogadores virou um rebuliço depois do pacote com a demissão do diretor executivo Paulo Pelaipe e o gerente de futebol Newton Drummond – e o anúncio de Jorginho como treinador e PC Gusmão como coordenador.

Boa parte de atletas e comissão técnica soube dos acontecimentos pela Internet, e por ali passaram a acompanhar as notícias. Num primeiro momento, não foi feito nenhum tipo de comunicado oficial. Os efeitos, segundo relatos, foram sentidos.

Sem dirigentes, sobrou o supervisor André Souza - agora provisoriamente diretor executivo -, que parecia não ter muito o que fazer a partir das decisões anunciadas. Aos poucos se formaram alguns grupos pelos corredores e no saguão do hotel Ouro Minas, cujo eco dos debates sobre tudo que acontecia no Rio era ouvido em bom som. Munidos dos inseparáveis celulares, o clima era de incerteza e alguma ponta de indignação entre alguns.

E teve cai não cai. A informação de que Jorginho chega com seu preparador Joelton Urtiga fez o atual dono da posição Ricardo Henriques ser demitido e readmitido sem mesmo ter saído do lugar. Entre membros da própria delegação a demissão era dada como certa. Alguns chegaram a lamentar. Assim como boatos circularam em parte da imprensa. Até que alguém – e sabe-se lá quem – apareceu para garantir internamente que Ricardo permanece como coordenador da área.

Antes, circulava pelos aplicativos de mensagens dos vascainos em BH uma lista de como ficaria parte do departamento de futebol. Ricardo Henriques não aparecia no organograma e lá estava Felipe Ximenes no cargo de gerente, o que não se confirmou.

Valdir: o balde de água fria

E no meio de toda movimentação na noite desta terça-feira em BH lá estava Valdir Bigode, meio desolado meio com cara de “o que que eu tô fazendo aqui?”.

Horas antes, depois de comandar o treino, ele concedeu coletiva e falou abertamente da vontade de deixar de ser interino para assumir de vez. Disse que esperava continuidade, discorreu sobre a nova safra de treinadores e sonhava ao menos fazer mais dois ou três jogos até a parada da Copa do Mundo.

- Espero que permaneça assim - afirmou, sobre o fato de até então a diretoria não ter contratado um novo técnico.

Depois de terminar sua longa entrevista, Valdir se virou para os jornalistas e disse uma frase que é um termômetro de sua esperança:

- Torçam por mim..

Horas depois, no entanto, Jorginho foi anunciado, a cúpula de futebol demitida, e o sonho do Bigode adiado. Alguns jogadores chegaram a brincar com a situação.

Mas a dura realidade é que o Vasco, 13º colocado, com 11 pontos, enfrenta o terceiro lugar Cruzeiro, com 16.

Fonte: GloboEsporte.com