Basquete: Atletas da última temporada cogitam acionar a Justiça

09/01/2018 às 08h07 - OUTROS ESPORTES

A crise financeira do Vasco não se resume somente ao futebol. Assim como o time dos gramados, a equipe de basquete que disputa o Novo Basquete Brasil (NBB) também está com os salários atrasados. Faltam a eles o mês de novembro e o 13º, o que já ameaça até mesmo um desmanche em meio à disputa. O ala norte-americano David Jackson, por exemplo, já solicitou desligamento, inconformado com a situação.

O caso fica ainda mais grave nas quadras quando se analisa a situação dos jogadores que defenderam o clube na última temporada, 2016/17. O UOL Esporte conversou com atletas daquele elenco e alguns alegam terem a receber até cinco meses de salários. A reportagem levantou que alguns dos que estão no aguardo de pagamento são os armadores Damián  Palacions, Hélio e Marcellus, o ala Márcio e o pivô Murilo, entre outros. Todos estes já deixaram o clube e cogitam acionar a Justiça do Trabalho para obter o que reivindicam.

David Jackson fazia parte deste elenco e também estava com salários atrasados, condicionando assim sua renovação para esta temporada somente com o pagamento das dívidas. O Vasco quitou e ele continuou em São Januário, até conviver novamente com o problema e decidir pela saída.

Curiosamente, mesmo com todas as dificuldades de manter os compromissos em dia na temporada passada, o Vasco aumentou o investimento para 2018 e trouxe jogadores como Fúlvio e Lucas Mariano, da seleção brasileira, além de nomes conhecidos como Guilherme Giovanonni, Gui Deodato, Dedé Stefanelli, entre outros. Os únicos remanescentes, além de Jackson, foram Nezinho e Bruninho. A folha salarial gira em torno de R$ 435 mil.

Em quadra, porém, a equipe decepciona até o momento e ocupa somente a 11ª colocação (a reportagem foi finalizada antes da partida entre Vasco e Joinville, nesta segunda).

Clube previu R$ 8,4 mi em patrocínio. Não arrumou nenhum

Outro ponto curioso desta história é quando se depara com o orçamento previsto para o basquete em 2018. O clube estipula uma arrecadação de mais de R$ 8,4 milhões em patrocínios só que, até o momento, não conseguiu nenhum. Entre receitas e despesas, se calcula um superávit de R$ 851.070,00.

O UOL Esporte tentou entrar em contato com o vice-presidente de Quadra e Salão, Fernando Lima, mas o dirigente não atendeu às ligações. Ao grupo político "Casaca", ligado ao presidente Eurico Miranda, ele atribuiu os problemas ao impasse político que vive o clube:

"A diretoria reuniu-se com os atletas para prestar esclarecimentos no sentido de que a crise financeira está intimamente ligada ao problema de ordem política existente. Todos os atletas concordaram que devem manter a concentração em modificar o atual panorama do time na tabela do NBB, oferecendo voto de confiança à diretoria".

Fonte: UOL Esporte