Basquete: Vasco mostrou a força do banco de reservas contra o Macaé

Em 18/10/2016 08:16
 
Drudi durante jogo no Ginásio Vasco da GamaDrudi durante jogo no Ginásio Vasco da Gama
Foto: Thiago Moreira/Vasco.com.br

"O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos." A frase dita pelo maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan, ainda é muito aplicada no esporte da bola laranja. Apesar de o eterno astro do Chicago Bulls se referir a jogadas individuais e trabalhadas em conjunto, a citação pode ser interpretada em outra linha. A equipe do Vasco, por exemplo, é uma que reveza os atletas de seu plantel ao longo das partidas. 

O pivô Drudi entrou durante a derrota para o Flamengo, na última sexta, e foi o cestinha do time com 21 pontos. Na vitória sobre o Macaé, pela primeira partida da semifinal do Carioca, nesta segunda-feira, ele anotou mais 13, vindo novamente do banco. Mesmo sendo reserva da dupla Murilo e Fiorotto, o camisa 19 do Cruz-Maltino acredita que o nível de quem começa o jogo é igual ao de quem espera a vez. E ainda prefere valorizar o resultado do que as performances individuais nas partidas.

- Hoje em dia é quase impossível você jogar com cinco, seis jogadores (em uma partida). Hoje o Vasco tem 12 jogadores de alto nível e por isso não deixa o ritmo cair em diferentes momentos do jogo. Tive uma participação importante contra o Flamengo e hoje também. O que eu fico gratificado é pelo resultado. Contra o Flamengo não valeu de nada a minha participação porque saímos derrotados, hoje valeu mais porque saímos com a vitória - avaliou o pivô.

O ala Márcio Dornelles foi outro destaque da partida contra a equipe macaense, com 14 pontos. Só fez menos que o americano David Jackson, mais uma vez o principal pontuador do Cruz-Maltino, e que Pitico, do Macaé. Nezinho e Hélio, dois dos principais jogadores do time, fizeram juntos apenas sete pontos contra o time visitante. O camisa 15 da Colina ressalta que quem não inicia as partidas pode virar destaque, e que ter vários jogadores decisivos é fundamental para a conquista do Carioca e do NBB, que começa em novembro.

- É sempre bom a gente estar vindo do banco e podendo corresponder a expectativa própria e do técnico, da torcida. Vou continuar treinando, continuar focado porque a gente sabe que muitas oportunidades vão acontecer para todos os jogadores. (Eles) Podem entrar e decidir um jogo. Mas a gente que tem que se manter concentrado porque tem muito campeonato, tem muito NBB.

Drudi faz coro ao companheiro e acredita que a rotação dos atletas ao longo das partidas é algo fundamental para a temporada. O pivô vai na linha de que todos podem contribuir, mas vê na prática uma estratégia a longo prazo.

- Se eles (os titulares) jogarem os 40 minutos todos os jogos, a gente pode ganhar o Campeonato Carioca. Mas, lá pra frente, vai ser muito mais complicado. Então, tem que ser dosado o tempo, como tem sido. O Christiano (Pereira, treinador do Vasco) tirou o David Jackson faltando seis minutos para acabar o jogo. Já pensando em um possível terceiro jogo contra Macaé, e no jogo de lá, porque é um cara que vem desequilibrando.

Vasco e Macaé voltam a se enfrentar nesta quarta-feira às 19h15 (de Brasília), no ginásio Juquinha, casa do time azul. Se vencer, o Gigante da Colina garante vaga para a final. Em caso de derrota, o terceiro jogo é realizado em São Januário na próxima sexta-feira, às 19h.