Clube - 17/02/2008 - 11:20
Bebeto, ídolo de duas nações
Falar de José Roberto Gama de Oliveira é tocar fundo no coração de rubro-negros e cruzmaltinos. Isto sim pode ser considerado um fenômeno por adquirir a consideração e manter sua reputação diante da rivalidade acentuada. Definitivamente, isso não é para qualquer um. Lembrar de Bebeto, é sinônimo de vitória, golaços, grande público e dribles desconcertantes como aqueles toque de letra que deixava qualquer marcador ‘sem pai nem mãe’.
Neste especial de Flamengo e Vasco pela semifinal da Taça Guanabara, Bebeto abre o coração sempre mantendo a diplomacia que foi peculiar em toda sua carreira. Vai torcer para o Flamengo, mas sabe que não há chance de fazer prognósticos quando se trata do ‘Clássico dos Milhões’. Bebeto, foi extremamante solícito com a equipe do JORNAL DOS SPORTS mesmo participando do evento da Liga dos Campeões da Europa em São Paulo, onde foi nomeado Embaixador.
Quantos jogadores já vestiram as camisas de Flamengo e Vasco e foram perseguidos dentro de campo por suas torcidas? Quais os jogadores que conseguiram êxito nos dois times que têm as maiores torcidas do Brasil? O verdadeiro torcedor tem na ponta da língua o nome de Bebeto.
Falar de José Roberto Gama de Oliveira é tocar fundo no coração de rubro-negros e cruzmaltinos. Isto sim pode ser considerado um fenômeno por adquirir a consideração e manter sua reputação diante da rivalidade acentuada. Definitivamente, isso não é para qualquer um. Lembrar de Bebeto, é sinônimo de vitória, golaços, grande público e dribles desconcertantes como aqueles toque de letra que deixava qualquer marcador ‘sem pai nem mãe’.
Jogador que nasceu para ser ídolo, Bebeto teve o privilégio de jogar com Zico e Roberto. A relação dele com Vasco e Flamengo é tão interessante e mística que Bebeto, quantitativamente, ganhou o mesmo número de títulos. Na Gávea, campeão carioca de 1986 e Brasileiro de 1987. Já do outro lado do Túnel Rebouças, em São Januário, o soteropolitano mais carioca do futebol foi campeão carioca invicto em 1992, e três anos antes, campeão brasileiro assim que chegou na Colina. Sua contratação foi a maior transação do futebol brasileiro na época. Na ocasião, Bebeto disputava a Copa América no Brasil com a árdua missão de ajjudar a equipe canarinho se sagrar campeã continental depois de 50 anos. E a tarefa foi cumprida sendo um dos protagonistas. Surgia ali uma das maiores duplas de ataque de todos os tempos do futebol brasileiro e também mundial.
Clássico disputado - Em 1986, Bebeto levou a melhor sobre o Vasco e o Flamengo ergueu a taça de campeão ganhando por 3 a 2, com dois gols dele. Nos dois anos seguintes, o Vasco deu o troco com juros e correção. Bicampeão carioca. Os nomes das finais, os ex-flamenguistas Tita e Cocada, respectivamente. O título de campeão carioca em 1992 pelo Vasco ficou marcado por ser invicto e também por ter sido o único campeonato carioca sem o Maracanã, a partir da construção do ‘Maior do Mundo’.
Hoje, Flamengo e Vasco escrevem mais uma página deste duelo que iniciou em 29 de abril de 1937. São 70 anos de emoção. O nome de Bebeto é vivo na história do ‘Clássico dos Milhões. E Bebeto não ficou em cima do muro quanto ao palpite.
“Vai ser um clássico disputado. Falar em resultado é difícil pra caramba, mas vou torcer pelo Flamengo. Os dois times fazem parte da minha vida, mas no Flamengo eu comecei minha carreira, conheci minha esposa e conquistei títulos. Acredito que o Flamengo vive um momento mais equilibrado apesar de ter jogado muito mal na estréia da Libertadores”, disse Bebeto.
‘Vasco é espetacular’ - “Futebol é alegria e espetáculo. Que as torcidas possam ir ao Maracanã com tranquilidade. Tem que acabar com brigas. O torcedor tem que se conscientizar. A torcida sempre foi e continua sendo impressionante! O que eles fazem, rapaz (risos)... cada música mais linda que a outra. A do Vasco não fica atrás, mas quando o time precisa de incentivo, de um empurrão, a do Flamengo faz a diferença”, completou.
Bebeto, que esteve em São Paulo, sexta-feira, para receber mais um título, o de embaixador da Liga dos Campeões da Europa no Brasil, não deixou de tecer elogios ao Vasco, onde jogou por quatro anos e conquistou um título brasileiro para o clube depois de 25 anos.
“O Vasco é um clube espetacular. Do primeiro ao último dia, sempre fui tratado com muito respeito e carinho por todos. O meu carinho é grande por todos lá”.
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Fonte: Jornal dos Sports
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| 2 | Vasco | 69 | 38 | 19 | 57 | 17 |
| 3 | Fluminense | 63 | 38 | 20 | 60 | 9 |
| 4 | Flamengo | 61 | 38 | 15 | 59 | 12 |
| 5 | Internacional | 60 | 38 | 16 | 57 | 14 |
| 6 | São Paulo | 59 | 38 | 16 | 57 | 11 |
| 7 | Figueirense | 58 | 38 | 15 | 46 | 1 |
P pontos J jogos V vitórias GP gols pró SG saldo de gols
Estatísticas
Performance na temporada:
28 jogos
19 vitórias (67,86%)
3 empates (10,71%)
6 derrotas (21,43%)
62 gols pró (2,21 por jogo em média)
32 gols contra (1,14 por jogo em média)
Artilheiros: Alecsandro (16), Diego Souza (10) e Juninho Pernambucano (7)
Quem mais atuou: Fernando Prass (26), Alecsandro (25) e Diego Souza (24)
