Feliz com o seu crescimento profissional e pessoal, Carlos Alberto fala ao ‘Ataque’ sobre os seus planos para o futuro, o sonho de jogar na Seleção e a vontade de ter muitos filhos. O capitão também relembra de como era difícil comer um panetone na infância.
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Hoje, ele tem poder aquisitivo para adquirir quantos quiser, mas, ao lado do irmão, eles não esquecem daquela época. Para 2010, Carlos Alberto diz que ganhou do Papai Noel os reforços de Léo Gago e Dodô e já está empolgado com que eles poderão fazer juntos em campo. Principalmente, ao lado do veterano.
“Fiquei muito feliz quando cogitaram a possibilidade de contratar o Dodô”, comentou o capitão que, aos 24 anos, espera ficar mais um tempo no Vasco e depois seguir para Europa, onde poderá adquirir mais maturidade
Ataque: O que você achou de visitar as crianças no INCA?
Carlos Alberto: Fiquei muito feliz em acrescentar um pouco de alegria para elas. Ganhei o dia. É um exemplo para todos nós que trabalhamos, temos filhos e pensamos em cada dia ser um ser humano melhor. Toda vez que venho ao INCA (esta foi a 5ª vez) sinto uma emoção diferente. É inesquecível! Você não sabe como vai ser porque os gestos são espontâneos.
Como era o seu Natal quando você era criança?
Tenho que puxar a orelha do meu pai porque ele não alimentou muito isso na gente. Ele dizia que Papai Noel era ele, que trabalhava e dava as coisas para a gente. Tive que sair de casa cedo para correr atrás dos meus sonhos, não tive muito crença em Papai Noel. Hoje, mesmo adulto, sabendo que é uma lenda, fico encantado como se fosse criança.
O que você mais gosta de comer no Natal?
Adoro Panetone. No início de dezembro, fui ao mercado com o meu irmão (Fernando, jogador do Goiás) e compramos quatro panetones. Na hora nós paramos e comentamos um para o outro. ‘Você lembra? Para a gente comer um panetone era uma vez no ano. Agora, a gente compra quatro, cinco’. Mas, toda vez que eu vivo um momento bom, de fartura, eu lembro dessa época, até para valorizar esses momentos bons. Para mim, todo mundo tem que ter isso para não perder os seus princípios.
Quais foram os presentes de Natal que você ganhou em 2009?
Meu filho (Lucas, três meses), o maior presente que Deus poderia ter me dado; o título da Série B; o acesso à Série A; minha volta ao futebol com uma recuperação de forma natural; a identificação com a torcida do Vasco e com o clube; e o mais importante de tudo isso, a gratidão que aprendi a ter e o ser humano melhor que aprendi a ser. Tive muita coisa boa esse ano. Se eu pudesse estender 2009, mas com o Vasco na série A, esse ano poderia ter 15 meses. Foi muito bacana.
O que você espera conquistar com o Vasco em 2010?
Temos dois campeonatos importantes logo no primeiro semestre, o Carioca e a Copa do Brasil. Já para esses, tenho a perspectiva de conquista. E o Papai Noel me deu alguns presentes, os reforços do Dodô e Léo Gago. Foi um baita de um presente. Com isso tudo, a gente trabalhando direitinho e mantendo a mesma humildade, temos grandes chances de conquistar títulos.
Qual o seu sonho profissional?
Tenho o sonho de qualquer atleta que almeja coisas grandes. Jogar uma Copa do Mundo, representar o país numa competição desse nível. E o Vasco me deu a oportunidade de sonhar com isso novamente. Estava vivendo um mundo de momento, sem a crença de que isso poderia acontecer. Agora, o Vasco me permite sonhar com isso, até pela conduta que eu venho tendo.
E o sonho na sua vida pessoal?
Estou sempre buscando melhora. A pessoa que não precisa mais de nada, está próxima do abismo. Para mim, como ser humano, 2009 serve de parâmetro para os próximos anos. Para a minha vida quero ser um homem, um amigo e um pai cada vez melhor.
Pretende dar mais irmãozinhos ao Lucas?
Vou ter um monte de filhos. Mas aos poucos, agora que está caindo a ficha do primeiro... acordando de madrugada. Hoje, se eu tivesse mais um, estaria morto. Se bem que nas férias, como não tenho compromisso de acordar cedo, ajudo mais.
O que os torcedores podem esperar da dupla Carlos Alberto e Dodô?
O pessoal está muito esperançoso. Eu também fiquei muito feliz quando cogitaram a possibilidade de contratar o Dodô. Muita gente ficou preocupada, e eu disse: ‘não, tem que trazer’. Conheço o Dodô como pessoa e fui um dos que mais apoiaram a contratação dele. Não tenho dúvida nenhuma de que ele vai nos ajudar muito pelo jogador inteligente que é. Faz diferença jogar com o Dodô, do que com o Zé das Couves. Fora do campo, ele vai nos ajudar a conduzir esses meninos com futuro promissor.
Você tem várias tatuagens no corpo. Você faria uma para homenagear o Vasco?
Talvez quando eu parar de jogar eu possa fazer uma homenagem dessa, que acho válida. Mas atuando, infelizmente, sou um profissional e isso pode me acarretar problemas. Não que eu tenha medo, mas não preciso dar oportunidade para esse desgaste. Quem sabe no futuro? Vou jogar mais uns 12 anos, depois tem aqueles 4 anos que a gente rouba. Aí posso pensar...
Você ainda quer jogar na Europa?
Quero. Isso vai dar seguimento à projeção da minha carreira. Será um crescimento para mim. Por isso estou criando raiz. Essa identificação com um clube, como estou tendo no Vasco, era o que eu precisava.
E essa despedida será breve?
Não, vai demorar. Tenho compromisso com o Vasco e pretendo estender esse vínculo. Até já estou apertando eles (a diretoria) para antecipar e não ter tanto sofrimento como tive no ano passado. Senão vou ter que tirar duas férias por ano. O legal que não é só meu interesse, os dirigentes do Vasco também já manifestaram essa vontade.
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