'Caso Valdiram', que jogou no Beleneses, repercute na impressa Portuguesa

10/02/2018 às 08h52 - CLUBE

Ex-Belenenses é sem abrigo no Brasil: «Caí no álcool e nas drogas»

Foto: InternetCamisa do Valdiram na época em que jogou no Beleneses de Portugal
Camisa do Valdiram na época em que jogou no Beleneses de Portugal

A notícia foi dada pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro. Valdiram, ex-avançado do Vasco da Gama, perdeu tudo e tornou-se um sem abrigo. Mora na rua e sobrevive como pode. 

Valdiram não é um nome estranho ao futebol português. Na temporada de 2003/04, o antigo atacante fez 27 jogos e 2 golos ao serviço do Belenenses na I Divisão. Foi titular em apenas cinco jogos, mas muito útil principalmente quando era lançado durante as partidas. 

Ficou apenas uma época no Restelo e voltou ao Brasil. Representou vários clubes (Vasco, Ituano, Paysandu, Criciúma, Noroeste...), experimentou o futebol árabe (2008, Qatar) e em 2017 aposentou-se. 

Ao longo desses anos foi notícia e nem sempre pelos melhores motivos. Foi acusado de violar uma mulher, foi preso por alegado envolvimento no tráfico de drogas e travou uma luta constante contra o alcoolismo. 

Valdiram recebeu a ajuda de conhecidos, quase todos do mundo do futebol, até bater no fundo. A reportagem do Extra encontrou-o em Bonsucesso, arredores do Rio, a dividir uma velha marquise de um edifício abandonado com mais três homens. 

«Caí no álcool e nas drogas. Já tive o meu nome cantado no Maracanã, agora estou aqui nesta marquise. Estou a pagar muito caro», desabafou Valdiram em lágrimas, lê-se na reportagem. 

Valdiram parece ter chegado a Bonsucesso há dois meses e não tem trabalho. Come o que consegue arranjar ou o que lhe dão. Antes deste presente capítulo, Valdiram procurou ajuda na Assembleia de Deus dos Últimos Dias, mas sofreu várias recaídas. 

O ex-Belenenses conta que ainda pediu ajuda a uma irmã em São Paulo, mas as portas fecharam-se. Voltar ao futebol? Foi operado três vezes aos joelhos e perdeu todos os documentos num encontro com uma prostituta. Restam-lhe os amigos do futebol.

«Tenho mulher e filhos em Canhotinho [Pernambuco], mas não quero voltar lá, não.» 

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Fonte: Mais Futebol - Portugal