Clássico marca reencontro de técnicos adeptos do estilo japonês

Em 03/04/2013 08:02
 

Técnicos de Vasco e Botafogo e amigos de longa data, Paulo Autuori e Oswaldo de Oliveira se reencontram nesta quarta-feira, às 19h30, em Volta Redonda, pela Taça Rio. Enquanto o primeiro busca a vitória de forma emergencial para manter as chances de classificação do Cruzmaltino às semifinais, o segundo trabalha de forma tranquila após a conquista da Taça Guanabara. Em comum, ambos passaram pelo futebol japonês e utilizam a “filosofia” do país para solucionar os respectivos problemas do dia a dia.

Paulo Autuori trabalhou no Kashima Antlers em 2006 e foi substituído por Oswaldo de Oliveira a partir de 2007. O técnico do Vasco ainda busca o conhecimento do elenco e lida com as dificuldades financeiras no início da trajetória. Para isso, nada melhor do que trabalhar com a serenidade do povo oriental. O comandante deixou claro as mudanças na carreira após a parada pelo futebol do Japão.

“O povo japonês é extremamente educado e organizado. Lá tudo funciona e com o futebol não é diferente. Há um respeito às regras, datas e preocupação com a qualidade do jogo e do espetáculo. Os jogadores têm uma obediência tática enorme. Já tinha essa preocupação antes de trabalhar lá e dei ainda mais ênfase nisso. Foi um período muito interessante e importante até hoje”, afirmou Autuori.

E o treinador leva a experiência obtida no país oriental para o Vasco. No segundo jogo à frente da equipe de São Januário, Autuori fez só uma mudança para o confronto decisivo: na lateral esquerda. O peruano Yotún está confirmado entre os titulares. Com apenas um ponto no Grupo A, o Cruzmaltino precisa vencer de qualquer forma. Outro resultado pode representar a eliminação antecipada do returno.

Em situação bem mais confortável - já que o Botafogo conquistou a Taça Guanabara -, Oswaldo de Oliveira também recordou com nostalgia a passagem pelo Japão e a amizade com Paulo Autuori. Ele revelou que tem encontrado pouco o parceiro devido ao intenso trabalho dos dois no futebol.

“Trabalhei com o Paulo desde o início da nossa carreira. Nos encontramos no América em 1979 e ficamos sem nos encontrar um bom tempo. Depois fizemos um jogo no Brasileiro de 1999. Ele no Santos e eu no Corinthians. Nos falamos mais pelo telefone nos últimos anos. Gostei bastante do que vivi no Japão. Eles têm uma disciplina tática impressionante e alguns jogadores brasileiros ficam com essa qualidade. É o caso do Fellype Gabriel. É claro que eles não têm a nossa habilidade, mas é uma cultura maravilhosa e que me identifiquei demais”, explicou Oswaldo de Oliveira.

Para o clássico, o Botafogo não pode contar com o seu principal jogador. Seedorf cumpre suspensão automática por conta da polêmica expulsão diante do Madureira. O treinador escolheu Lodeiro como substituto após o uruguaio defender a sua seleção pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Além da alteração forçada, Oswaldo de Oliveira promoveu uma mudança na equipe. Ele sacou Vitinho para a entrada de Bruno Mendes. Desta forma, Rafael Marques atuará mais recuado, desempenhando a função de Seedorf, enquanto o camisa 7 jogará como único atacante da equipe. Renato e Antônio Carlos continuam fora por conta de lesões musculares e devem retornar ao time contra o Olaria.

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