Eurico Miranda, sabendo que perderia a eleição para presidente do Vasco, (que ele arrasou com sua "desadministração" calamitosa) tentou de tudo, na Justiça e fora dela, não queria sair. Disse na televisão: "Vou abandonar tudo, quero ver meus netos crescerem". Mas na própria sexta-feira, dia da eleição, entrou na Justiça com volumosa papelada, pedindo cancelamento da eleição.
Não teve sorte. O processo caiu na 36ª Vara Cível, com pedido de urgência. O titular, Rossidelio Lopes da Fonte, seguro, culto, íntegro, com enorme respeito pela Justiça, isento como sempre, estudou tudo e fulminou o pedido de Eurico.
Até na noite da eleição, sabiam que não tinham a menor chance de ganhar, mas tentaram desqualificar o candidato Roberto Dinamite. Procuraram fazer intervenção no clube, "com o patrocínio de um grupo de grandes beneméritos". Por serem "Grandes Beneméritos", se recusaram a esse golpe sujo, consideraram que a hora era de legalidade.
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