Confira a entrevista coletiva de Jorginho após a derrota em casa para o CRB

Em 15/10/2016 21:56
 

Pressão pela má fase

- Fomos vaiados, mas não podemos esquecer o trabalho que fizemos. Ganhamos dos três grandes clubes do futebol brasileiro e carioca, ganhando um campeonato invicto convencendo, jogando muito bem. Fizemos o planejamento para parada (durante a Olimpíada), mas não conseguimos manter o nível de atuações. A equipe teve uma queda. 

Razões da má fase

- Alguns jogadores machucaram. Não é questão de desculpa. Temos um plantel enxuto, temos usado muitos jogadores do juniores, o Douglas faz muita falta. Sabemos da expectativa pela convocação do próprio atleta, que encaixou perfeitamente no time. Sentimos falta. Tivemos a contusão do Nenê, que nunca tinha se contundido. Teve uma queda depois da volta. Está bem fisicamente, mas a equipe de modo geral teve uma queda técnica e tática. É minha responsabilidade. Temos que treinar para organizar. Não está acontecendo, infelizmente. 

Bom início de ano

- Temos que pensar que essa equipe foi aplaudida de pé em um passado recente, contra Santos e Atlético-GO, deu alegrias. Não se pode desistir de um trabalho como esse. Até achei interessante o presidente.  

Convite para Seleção

- Meu nome foi vinculado para Seleção há dois meses e meio se o Tite não tivesse acertado. Inclusive, tivemos uma conversa com o presidente da CBF. De repente, o treinador não serve mais. Não podemos desistir, não vejo por aí. Vamos continuar acreditando que as coisas vão mudar. Precisamos chacoalhar e sair juntos dessa.  

Postura

  - São momentos difíceis, mas tenho caráter, olho no olho. Aceito a vaia do torcedor, saio triste, mas sempre de cabeça erguida. Minha postura é sempre olho no olho, fazendo o melhor. Vamos trabalhar, só posso acreditar no trabalho. Não existe outra forma de sair desse momento. É muito fácil quando você está ganhando, todos dão tapinha nas costas. Quando aperta, muitos somem. Por isso, quero honrar o presidente pela postura dele de homem que vemos no dia a dia.

Vaias a Diguinho e reação

- Temos que atuar nessas questões individuais para que não atrapalhe o trabalho do grupo de uma forma em geral. O torcedor tem razão de que não fomos bem. Respeito o Diguinho, mas não pode ser assim de chamar para vaiar mais e isso só vai aumentar a indignação do torcedor. Respeitamos que o atleta está de cabeça quente, mas não fez uma partida ruins. Errou alguns passes. Tomamos dois gols por falhas nossas. Não jogamos bem, principalmente no segundo tempo. 

Momento delicado

- Que é um momento delicado, é claro, mas não pensamos dessa forma. Ninguém ganha por antecipação, antes de entrar em campo. Só ganha quando realmente entra em campo e comprova aquilo ali. Não posso dizer que foi um excelente primeiro tempo porque tomamos os gols, mas até ali vínhamos muito bem. Não tenha dúvidas de que todos querem chegar na pontuação necessária para termos uma tranquilidade maior. Podíamos já estar classificados. Não podemos depender de outros resultados, temos que fazer o nosso trabalho de casa. Não é querer terminar logo, mas no fim do ano a paciência já está no limite. Vamos jogo a jogo para matar um leão. Queremos muito chegar na pontuação para ter tranquilidade de projetar o próximo ano. 

Briga pelo título

- Até pela forma que o Atlético-GO vem jogando... Não está nada perdido, mas vai se tornando difícil. Não temos mais um confronto direto, vamos depender dos outros. 

Abraço em Zinho no fim

- Eu que o abracei e estamos juntos em todos os momentos. Já saímos abraçados em aplausos e agora também. Somos amigos de uma vida. Muitas vezes até pedi o o aplauso para ele, que tem também todo potencial para ser treinador. 

Reação de Eurico

- Acho que o que ele está sentindo é o que estamos sentindo. Decepção pela atuação apagada, sem brilhantismo. Até por tudo que ele tem feito, a postura de homem, de chegar e assumir as coisas, ele toma toda essa carga para ele. 

Convite da Seleção

- Foi após (o acerto com Tite), quando o presidente veio para inauguração do Caprres. Foi uma honra ouvir isso do presidente da CBF e do meu presidente. Claro que o momento agora é delicado, peço desculpas ao torcedor, que não merece isso. Perdemos quatro jogos em casa, tomando gols da forma que tomamos. Vamos trabalhar para que a coisa mude.