Destaque paralímpico, Fábio Bordignon declara seu amor ao Vasco

Em 18/09/2016 16:18
 

Fábio Bordignon foi destaque nos Jogos Paralímpicos, não apenas pelas medalhas e conquistas, mais também pela personalidade demonstrada nas entrevistas, como em uma que diz: ''olhando no espelho tenho vontade de me namorar'', ou então na grande idolatria demonstrada pelo atacante Cristiano Ronaldo. Em uma entrevista exclusiva para o Canal Vasco, o corredor que tem paralisia cerebral falou sobre outro ponto que chamou atenção de todos que acompanharam o Rio 2016: seu amor pelo Vasco. Carinho esse estampado na batata da perna com metade de uma cruz de malta e os dizeres: ''Sempre ao seu lado''. A outra parte do símbolo na perna da esposa também cruzmaltina: ''Até o fim''. 

Essa paixão do casal pelo Vasco é tão grande que o pedido de namoro veio em São Januário, depois de um gol de falta marcado por Juninho Pernambucano, numa partida contra o Coritiba em 2011 ''depois daquele golaço, ela não podia me dizer não'', disse rindo. 

Fruto do afeto, nasceu Adryan Gabriel, que dentro da mãe já mostrava seu lado cruzmaltino. Segundo Fábio, em um escanteio no Carioca de 2014, numa semifinal que estava empatada, beijou a barriga da mulher e disse para o filho que se ele fosse vascaíno, o gol sairia naquela jogada. Não deu outra, bola na área e Rodrigo marcou de cabeça. ''Foi uma festa aquele momento, pois ele chutava, pulava dava até para sentir''. 

BATE BOLA 

Canal Vasco: Como começou seu amor pelo Vasco? 

Fábio Bordignon: Eu sou vascaíno desde que nasci, não por causa da família até porque meu pai é Botafogo e minha mãe é Flamengo, mas escolhi pois gostei do escudo, foi amor à primeira vista. Mas me apeguei de vez quando tinha seis anos, comecei a entender o que é futebol e acompanhei o Vasco com aqueles timaços vencendo o Brasileiro de 97 e a Libertadores de 98. 

CV: Quando resolveram fazer a tatuagem? 

FB: Como eu e a Alice(esposa) somos muito vascaínos e nosso namoro começou em São Januário, resolvemos fazer para selar essa relação. 

CV: Como foi essa história do início de romance? 

FB: A gente ainda estava se conhecendo, ficando e ela nunca tinha ido em uma partida do Vasco, então resolvi convidar. Fomos num jogo que o Vasco venceu por 2 a 0, após o segundo gol feito pelo Juninho de falta pedi ela em namoro. Depois daquele golaço, ela não podia me dizer não. 

CV: E o filho de vocês já é vascaíno? 

FB: Tem uma história bem interessante com ele. Quando a Alice ainda estava grávida, o Vasco estava jogando em uma semifinal do Carioca e a partida estava tensa e empatada. Me lembro que peguei a barriga dela em um escanteio e disse que se fosse gol, o Adryan era cruzmaltino. A nossa alegria acabou acontecendo, foi uma festa aquele momento, pois ele chutava, pulava dava até para sentir. 

CV: O que acha do atual momento do clube? 

FB: A expectativa é boa, nosso treinador sabe onde colocar cada jogador, mesmo sabendo que ainda falta aquela pegada para jogarmos uma Série A. Apesar disso estou acreditando na virada diante do Santos na Copa do Brasil, pois o clube, assim como este time, já provaram que crescem nos momentos de dificuldade. Foi assim em todos os clássicos vencidos e no ano passado que mostrou reação no final do Brasileiro. 

CV: Romário ou Cristiano Ronaldo? 

FB: apesar de minha idolatria pelo português, eu ainda estou com o Romário. Meus amigos até me chamam de Romário por causa dos nossos tamanhos e por sermos marrentos. Mas escolho ele por toda a alegria que deu para nós vascaínos. 

CV: Fazendo uma analogia com o seu esporte, quem seria o Vasco do atletismo? 

FV: Diria que é a Terezinha Guilhermina. Por toda sua história de vida, dificuldades que passou, adversidades e mesmo assim conseguiu se transformar em um dos maiores ícones do esporte, assim como o Vasco no futebol.