Diretoria já estaria amadurecendo a ideia de negociar Paulinho

09/03/2018 às 08h08 - FUTEBOL

A cada dia que passa sem gerar novas receitas, o Vasco fica mais perto de bater o martelo a respeito do futuro de Paulinho. Depois de herdar o clube em dificuldade financeira, a atual diretoria amadurece a ideia de que negociar o atacante na próxima janela de transferências, em junho, é preciso.

Inicialmente, o plano era conseguir mantê-lo até o fim da temporada, especialmente em caso de bom desempenho na Libertadores. Entretanto, a escassez de recursos à vista tem pesado. O valor a ser recebido pela transferência de Philippe Coutinho para o Barcelona — algo em torno de R$ 15 milhões — já está todo comprometido com o pagamento de dívidas deixadas pela gestão de Eurico Miranda. Com a confirmação da rescisão com a empresa farmacêutica Lasa, a previsão de uma nova receita nos cofres do clube a curto prazo é pessimista.

Paulinho recentemente teve o contrato renovado pelo Vasco. Sua multa rescisória foi para algo em torno de R$ 200 milhões, valor mais simbólico do que real. Os próximos meses do jogador deverão dizer o quanto ele valerá na próxima janela de transferências. A maleabilidade do clube com a CBF, que cogita liberá-lo para amistoso da seleção sub-20 contra o México, é sintomática: tê-lo a serviço da equipe nacional é uma vitrine, de olho em um futuro negócio.

Sua sequência na equipe titular também é um bom termômetro para uma venda. Neste caso, a temperatura baixou: Paulinho foi barrado pelo técnico Zé Ricardo no clássico contra o Fluminense, perdeu a posição para Rildo e pode seguir no banco na estreia da equipe na fase de grupos da Libertadores, dia 13, contra a Universidad de Chile.

De qualquer forma, a expectativa em São Januário é que a negociação de Paulinho se torne a maior da história do clube, superando as cifras alcançadas com a transferência de Douglas para o Manchester City — cerca de R$ 60 milhões. Por enquanto, não há propostas oficiais pelo atacante, representado por Carlos Leite, mesmo agente de Douglas.

A necessidade de fazer dinheiro ficou ainda mais latente depois que o clube assumiu o compromisso de pagar a dívida que tem com Martín Silva. Além disso, há também os empréstimos feitos para o pagamento de duas folhas salariais, logo no começo da gestão de Alexandre Campello.

Os funcionários ainda têm a receber os salários de dezembro, 13º e férias (de quem tirou o direito em dezembro).

Fonte: Agência O Globo