A eleição de Roberto Dinamite no Vasco da Gama é um marco para o futebol brasileiro. Com ela, termina a fase dos grandes ditadores da bola nacional, caso específico de Eurico Miranda, o "ex-dono" de São Januário.
A eleição de Roberto Dinamite no Vasco da Gama é um marco para o futebol brasileiro. Com ela, termina a fase dos grandes ditadores da bola nacional, caso específico de Eurico Miranda, o "ex-dono" de São Januário. O mesmo já tinha acontecido antes no Corinthians, na derrocada do nefasto Alberto Dualib e no Palmeiras, diante da saída pacífica (ou seria inteligente?) de Mustafá Contursi. Sem contar com o fim da "Era Farah", na Federação Paulista de Futebol, cujo presidente agora é Marco Polo Del Nero.
A tendência da política dos clubes brasileiro, ao que tudo indica, é democrática e cada vez mais tende ao profissionalismo. Ao assumir no lugara de Dualib, Andres Sanchez propôs que o cargo de presidente do Timão, por exemplo, poderia ser remunerado, obrigado ao escolhido dedicar-se integralmente ao clube, evitando assim os tais "ganhos paralelos". Teoricamente, o Zé Bala tendo um salário bom não precisaria fazer trambiques e a idéia pode até funcionar.
Por enquanto, a saída de Eurico Miranda, chamado pelo jornalista Jorge Kajurú de "Eurovirus", pesa muito. Até mesmo os velhos cardeais vascaínos, ligados ainda à forte colônia portuguesa, abandonaram o caudilho da bola. Parece que a abertura do futebol brasileiro chega tardia, porém ainda em boa hora. Está cada vez mais distante a diferença entre as administrações européias e as sul-americanas, por exemplo, embora aqui ainda se pratique o futebol espetáculo.
E tenho dito!
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