Eurico, Jomar e Nezinho falam sobre o racismo no futebol, veja

Em 10/10/2016 14:27
 

Felipe Schmidt @schmidt_felipe 
Mesa pronta para o início. #gevas 

Eurico: “Tema tem muito a ver com o Vasco. Temos que fazer esforço para que a discriminação racial seja extinta neste país.” #gevas 

Thalles, Jomar e Isaías Tinoco vieram acompanhar o debate. #gevas 

Marcelo Carvalho, responsável pelo relatório: “A gente acredita no futebol como instrumento de luta contra a discriminação racial.” #gevas 

Marcelo: “O racismo existe no Brasil. O que a gente faz com esse problema?” #gevas 

Segundo relatório, atletas não seguem com denúncias de racismo: fazem o boletim de ocorrência e não vão além. #gevas 

Nezinho, do basquete cruz-maltino, também chegou para acompanhar o debate. #gevas 

Luis Manuel Fernandes, pres. do conselho deliberativo: “Vasco foi o clube que derrotou as estruturas de racismo no fut brasileiro.” #gevas 

Maurício Correa da Veiga, diretor jurídico do Vasco, cita carta do Vasco à Amea, contra o racismo, com exemplo de luta. #gevas 

Maurício: "Essa carta pode ser considerada a Lei Áurea do esporte brasileiro." #gevas 

Eurico: “Essa carta existiu em resposta a uma decisão da federação de que nossos jogadores não eram dignos de estar junto dos outros.”#gevas 

Maria Vitória, campeã brasileira de salto em distância e triplo, Laís Mello (dardo) e Josué (velocista), do Vasco,acompanham o evento.#gevas 

Felipe Bevilacqua, do STJD: “Existem muitos casos (de racismo) que não chegam ao STJD.” #gevas 

Bevilacqua: “STJD tem um pouco de dificuldade para ter acesso a provas. Não temos força de polícia para is nos lugares.” #gevas 

Eurico: “A gente não deve misturar as coisas com homofóbico. Tem que ver como é a nossa cultura.” #gevas 

Eurico diz que gritos homofóbicos no tiro de meta não começaram no Brasil: “Isso começou no México, é negócio deles.” #gevas 

“Eurico: “Aqui no Brasil chamar de bicha não pode ser ofensa num jogo de futebol. Chamam de bicha até quem não é.” #gevas 

Eurico: “Negro, não; (discriminação contra) negro é clara, direcionada.” #gevas 

Vez de Jomar: “Já sofri racismo. Era um branco e um negro. Pensei: “Qual palavra vou dar para ele? Deus te abençoe”. #gevas 

Jomar: “Tomei meu banho e a primeira coisa que fiz foi abraçar minha mãe, chorando bastante. Não posso levar essa coisa adiante.” #gevas 

Eurico pergunta se Jomar já sofreu racismo no Vasco: "Não. Tenho seis anos aqui e nunca sofri isso." #gevas 

Nezinho: “Já sofri na quadra, no meu condomínio, em casa, no Brasil, fora do Brasil. Falar disso em 2016 é triste.” #gevas 

Nezinho: "Fui pesquisar a historia do Vasco e fiquei muito feliz em ver que o clube que defendo lutou pelos negros e operários." #gevas 

Nezinho relata caso em quadra em SP: “Tentaram nos desequilibrar. Chamaram o Alex de pedreiro, e eu de macaquinho, negrinho de merda.”#gevas 

Otácio Andrade, conselheiro do Vasco: “Racismo é uma porrada no coração. O pior é não fazer nada. Tome a medida que for possível." #gevas 

Jomar recebe camisa simbólica: "Chega de preconceito." #gevas 

Eurico cobra camisa para os brancos também e ganha uma de Marcelo. #gevas 

Vídeo sobre história do Vasco é exibido, e Eurico encerra: “Aqui não é casa do negro, é casa de todos.” #gevas 
 

Fonte: Twitter do jornalista Felipe Schmidt/GloboEsporte.com