Ex-Vasco, Donato fala sobre passagem pelo clube

23/02/2018 às 08h28 - FUTEBOL

Em um dos muitos encontros em que marcamos presença, nos surpreendemos positivamente com a chegada de Donato, um grande personagem do futebol brasileiro e espanhol, que estávamos atrás faz tempo.

Cria do América-RJ, o jogador sempre se destacou por sua versatilidade em campo, se adaptando facilmente a qualquer posição e se tornando uma espécie de coringa por onde passou.

- Quando fui fazer meu teste para o América-RJ, que tinha um timaço de juniores, a única posição que o treinador Moacir Aguiar conseguiu me encaixar foi a de lateral-direito e eu agarrei a oportunidade, né?

Após se destacar na base ao lado de craques como Moreno, subiu para a equipe profissional e em 83 foi contratado por empréstimo pelo Vasco. Em São Januário, o garoto teria que mostrar muito futebol para concorrer a posição de titular com Edvaldo e foi o que aconteceu mesmo com a pouca idade.

Assim que apareceu uma brecha, teve um belo desempenho, garantiu a titularidade e foi comprado definitivamente pelo Vasco no ano seguinte. Por uma tragédia, no entanto, sua função dentro de campo seria outra:

- Passei a jogar de zagueiro quando o capitão Daniel Gonzáles faleceu naquele grave acidente perto da Rocinha. Disputei a posição e fui muito bem mais uma vez.

Com a chegada de Antônio Lopes, foi deslocado mais uma vez e passou a exercer a função de volante. Já na nova posição, se destacou no torneio Ramon de Carranza e despertou o interesse do Atlético Madrid, que nem deixou o craque voltar para o Brasil.

Permaneceu cinco anos no clube espanhol, conquistando duas Copas do Rei e, devido a falta de oportunidade na seleção brasileira, se naturalizou espanhol e jogou a Eurocopa de 96.

- A única espinha cravada foi não ter ido a seleção brasileira. Eu estava em um momento muito bom no Vasco.

Depois do Atlético de Madrid, conquistou diversos títulos vestindo a camisa do Deportivo La Coruña por dez anos.

- Estou há 29 anos na Espanha. O títulos são coisas importantes, mas o mais importante é o legado que eu deixei. Onde eu vou na Espanha eu ainda sou reconhecido!

Fonte: Museu da Pelada / Netvasco