Identidade Vasco emite nota sobre momento político do clube

10/05/2018 às 08h25 - POLÍTICA

Os diversos porquês

Um leitor da página do Facebook do Identidade Vasco mandou uma mensagem perguntando se a “transparência” de fato incomodou o grupo e motivou o nosso rompimento com Alexandre Campello. Na mesma mensagem nos acusa de não termos opinião própria, pois seguiríamos apenas a posição de determinado líder, estranhando o pedido de demissão de treze vice-presidentes. Reproduzimos abaixo nossa resposta, que serve para indagações e/ou acusações semelhantes.

Caro leitor, a transparência é uma obrigação e representa um compromisso permanente do I.V. A crítica que temos, por exemplo, ao balanço apresentado, é tão somente ligada aos fatos indiscutíveis de que ele não passou pelo poder do clube responsável por fiscalizá-lo (o Conselho Fiscal) e não foi assinado por quem de direito, o Vice-Presidente de Finanças. Apenas isso.

Agora, o balanço de 2017 será auditado (coisa que, ao contrário do que se pensa, ainda não foi) e poderemos então formar uma opinião definitiva.

Quanto à transparência da gestão vamos também ter uma opinião mais apurada quando começarmos a discutir especificamente a gestão que se iniciou em janeiro deste ano, e que se explique coisas como a contratação da KPMG para avaliar procedimentos nos diversos setores do clube, excluindo, "por coincidência", justamente o Setor Médico, onde Campello colocou seus sócios na folha de pagamento e o Departamento de Patrimônio, de onde ele tirou 160 mil “emprestados”.

Caro leitor, você já se perguntou por que as pessoas, "inexplicavelmente", se matam para ostentar cargos como os de vice-presidentes do Vasco? E, ao mesmo tempo, já se questionou do porquê todos os treze vice-presidentes do I.V. abriram mão desta honrosa tarefa sem hesitar, embora com muita dor no coração? Com certeza você não considera plausível a hipótese de que treze homens adultos, das mais diversas profissões, todos com muito tempo de Clube, tenham tomado uma decisão desta gravidade “porque alguém mandou”.

A primeira indagação vamos deixar que você mesmo responda, procurando os diversos motivos que podem variar de pessoa para pessoa, mas para a segunda pergunta vamos saciar a sua curiosidade: 1) Os treze vice-presidentes renunciaram sem hesitar porque não vivem e não querem viver do Vasco, ao contrário de muita gente "ética" que antes espumava de raiva chamando Campello de traidor - e de outros nomes menos publicáveis - e que agora se oferecem submissos, babosos e mansos para “ajudar”, ávidos por ganhar uma qualquer parcela do poder. 2) Os treze vice-presidentes renunciaram sem hesitar, pouco ligando para o “status” que estes cargos representam no Vasco, para não serem cúmplices de uma administração que está sendo incoerente com o que prometia na campanha, inclusive em relação à transparência, pois até o momento o Conselho Fiscal não recebeu qualquer documento da atual gestão. 3) Os treze vice-presidentes renunciaram sem hesitar justamente porque têm opiniões próprias e não seguem, como peixes, a correnteza de opiniões formadas superficialmente, muitas vezes baseadas apenas no que circula em redes sociais e, finalmente, e antes de tudo, porque fazem parte de um grupo que não tem dono e tem apenas um ideal: o amor incondicional e desinteressado ao Club de Regatas Vasco da Gama.

Saudações vascaínas!
9 de maio de 2018
Grupo Identidade Vasco
O Vasco é a nossa Identidade

Fonte: Facebook Identidade Vasco