Irmão de Ronaldinho é acionado para intermediar conversa entre Brant e Nike

05/01/2018 às 08h14 - FUTEBOL

Ainda não foi nem assinada, mas a parceria entre Vasco e Diadora corre o risco de ter vida curta, dependendo de quem for empossado presidente do clube para os próximos três anos. O grupo de Julio Brant viu com maus olhos a postura da empresa de negociar com a atual diretoria sem procurar os possíveis sucessores no comando do clube. Ele garante que, dependendo dos valores acordados, não hesitará em buscar a renegociação. Em última instância, já considera a rescisão na Justiça.

Caso seja confirmada a nova fornecedora de material esportivo, no lugar da Umbro, a oposição promete analisar o contrato se os votos da urna 7 forem confirmados como inválidos pela Justiça, o que dará a vitória na eleição do dia 7 de novembro. Não apenas esse, como outros contratos que forem fechados depois de instaurado o impasse eleitoral geram preocupação em Julio Brant.

Desde 2014 fornecendo os uniformes ao Vasco, a Umbro procurou o grupo da oposição para tratar de uma renovação, mas a indefinição quanto ao futuro político dificultou as conversas. A New Balance, que fornece o material esportivo de Liverpool (ING), Porto (POR) e Sevilla (ESP), também fez contato, mas as tratativas esbarraram no mesmo problema - é difícil encontrar empresas dispostas a se juntar a um clube envolvido em tantas incertezas.

Nike é sonho de consumo

Menina dos olhos de boa parte da torcida do Vasco, a Nike também é um sonho de consumo do grupo de Julio Brant. Assis, irmão de Ronaldinhho, patrocinado pela empresa, foi acionado para intermediar uma conversa entre as partes. Entretanto, o infarto sofrido pelo empresário no último dia 16 fez com que os planos fossem suspensos.

De qualquer forma, a empresa costuma ter dificuldades para fornecer os uniformes no Brasil e precisaria de tempo, entre seis meses e um ano, para viabilizar sua operação, justamente o que o Vasco não dispõe no momento.

Fonte: Extra