Jorginho acumula título, acesso e turbulências no Vasco

07/06/2018 às 10h04 - FUTEBOL

O técnico Jorginho começa nesta quinta-feira a reescrever sua história no Vasco. O substituto de Zé Ricardo será apresentado pelo presidente Alexandre Campello às 17h30, em São Januário, para sua segunda passagem pelo Cruz-Maltino. No clube, acumula um pouco de tudo: título, acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e turbulências.

A primeira passagem de Jorginho por São Januário teve 87 jogos. Foram 43 vitórias, 24 empates e 19 derrotas, e um aproveitamento total de 49%. Ele assumiu o clube em agosto de 2015 e deixou ao fim de 2016, com a meta de voltar à primeira divisão do Brasileirão cumprida.

Jorginho foi contratado para tentar salvar o Vasco da Série B, mas não conseguiu. Em 2015, o Cruz-Maltino terminou o Campeonato Brasileiro em 18° lugar, com 41 pontos, a dois do Figueirense, primeiro colocado fora da zona de rebaixamento. Mesmo assim, o técnico foi mantido e começou 2016 com o pé direito.

Na temporada em que estaria na Série B do Brasileirão, o Vasco foi campeão carioca. Superou o Botafogo na decisão: venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e empatou o segundo por 1 a 1, ambos no Maracanã. O começo do ano, porém, não mostrou o que estava pela frente.

Foi em 2016 que Jorginho passou pelas maiores turbulências à frente do Vasco. Durante a disputa da Série B, oscilou. A equipe chegou a correr riscos reais de deixar a zona de classificação para a primeira divisão do Brasileirão. Chegou à última rodada precisando vencer para não depender de outros resultados para subir: fez 2 a 1 no Ceará, no Maracanã, e respirou aliviado.

No decorrer da competição, Jorginho teve de contornar situações delicadas. Teve problemas com o zagueiro Rodrigo, por exemplo, que era o capitão de seu time e não perdeu o posto. Já fora do Vasco, o técnico, questionado sobre o defensor em entrevista ao GloboEsporte.com, preferiu se calar.

Também em meio à disputa da Série B, Jorginho quase deixou o Vasco por causa de um desentendimento com Euriquinho:

- No jogo contra o Santos, que empatamos e eu saí aplaudido, jogadores saíram aplaudidos, ganhamos do Atlético-GO (três dias depois) quando o Tite foi ver o jogo, naquele jogo eu conversei com a minha esposa, com o Zinho e meu empresário, nós iríamos sair do Vasco da Gama por esse problema que aconteceu (desentendimento de Euriquinho com a comissão técnica). Eu só fiquei por duas razões: porque esse grupo sempre esteve comigo e por causa do presidente, que sempre foi a minha sustentação ali dentro. Eu sabia que tinha muita gente que queria que saísse, mas ele foi firme e eu queria honrá-lo - afirmou Jorginho, em entrevista ao SporTV em dezembro de 2016.

Agora, Jorginho terá outro tipo de problema. O enxuto elenco do Vasco passa por problemas. Tem diversos jogadores fora de combate: Martín Silva (seleção uruguaia), Thiago Galhardo (lesão na coxa), Rafael Galhardo (entorse no tornozelo), Werley (fratura no braço), Breno (dores no joelho), Kelvin (lesão na coxa), Bruno Silva (lesão na coxa) e Rildo (cirurgia no ombro).

Além disso, a situação financeira do clube é delicada. Com a venda de Paulinho para o Bayer Leverkusen-ALE, que rendeu R$ 55,25 milhões aos cofres vascaínos, a diretoria encerrou quase todas as dívidas que tinha com o elenco, algumas ainda do ano passado. Até o fim do ano, porém, precisa de uma nova venda para manter os cofres pelo menos justos.

Nesta quinta-feira, o presidente Alexandre Campello apresenta Jorginho, o preparador físico Joelton Urtiga e o coordenador técnico PC Gusmão. O trio assume a equipe na 13ª posição do Campeonato Brasileiro, na segunda fase da Copa Sul-Americana (enfrenta a LDU, do Equador) e em situação difícil nas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Bahia, depois de perder o jogo de ida por 3 a 0.

Fonte: GloboEsporte.com