Entra ano e sai ano e o problema da lateral esquerda do Vasco segue o mesmo. O rodízio é constante e nenhum treinador que passa pelo clube consegue achar um dono para a posição. Em 2008, não é diferente. A falta de um jogador para atuar no setor atrapalhou os técnicos Alfredo Sampaio, Romário, Antônio Lopes, Tita, e atualmente Renato Gaúcho.
Só nesta temporada, os treinadores que passaram pelo clube utilizaram sete atletas no setor. Marcus Vinícius começou o ano improvisado por Alfredo Sampaio. Posteriormente, Calisto passou a ser o titular. No entanto, com Romário no comando, ele acabou no banco, e o jovem Carlinhos, atualmente na equipe de juniores, ganhou uma oportunidade. Nada que enchesse os olhos da comissão técnica.
Com a chegada de Antônio Lopes, Madson passou a ocupar a posição. Improvisado, ele não rendia o esperado e preferiu não jogar mais como lateral. No meio-campo, o baixinho se tornou o principal jogador do time neste Campeonato Brasileiro. Sem muitas opções, o então treinador apostou em Edu, que também não teve uma regularidade.
Ciente da necessidade de um lateral experiente, a diretoria contratou Valmir, ex-Palmeiras. O jogador passou mais tempo no departamento médico do que em campo. Além disso, com Renato Gaúcho, o atleta teve uma seqüência, mas só era titular por pura falta de opção. Agora, a bola da vez é Rodrigo Antônio, mais um improviso da comissão técnica cruzmaltina. Nesta terça-feira, ele levou uma bronca do treinador por não acertar os cruzamentos.
Edu, lateral-esquerdo de origem, acha que uma hora vai ter uma nova chance entre os titulares. Para ele, que chegou a ser reintegrado ao time de juniores, o momento é delicado, mas todos precisam estar prontos para ajudar o Vasco nesta reta final.
- Creio que posso ter uma chance, sim. Se pintar alguma oportunidade de entrar em campo, vou agarrar a chance como já fiz das outras vezes. Espero poder ajudar o Vasco nessa reta final – afirma Edu.
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