Mauro Galvão lembra com carinho do Vasco: 'Parte bonita da minha vida'

Em 30/09/2016 20:48
 
Mauro GalvãoMauro Galvão
Foto: Márcio Alves

CANAL VASCO - Se pedir para qualquer cruzmaltino montar o Vasco de todos os tempos, boa parte deles colocará na defesa o zagueiro Mauro Galvão, aqueles que não citarem, certamente ficarão em dúvida entre ele e outro. Isso porque, o ex-jogador esteve presente nas conquistas mais marcantes da história do clube, o que o consagrou para sempre na memória de todos os torcedores. 

Detentor de um currículo invejável com títulos por onde passou, Galvão conseguiu conquistar pelo Vasco: dois Brasileiros, uma Libertadores, Rio-São Paulo, Carioca e por fim, a virada histórica diante do Palmeiras pela Mercosul de 2000. 

Em entrevista exclusiva para o Canal Vasco, que está completando um ano de vida, o zagueiro falou sobre diversos assuntos e lembrou com muito carinho os momentos que presenciou em São Januário.

 

 

BATE BOLA

 

Canal Vasco: O que o Vasco representa para você?

Mauro Galvão: Uma parte muito bonita e importante da minha vida. Tenho relação com a torcida até os dias de hoje, os vascaínos me param por todo lugar para falar do Vasco, é uma dimensão nacional e de grande divulgação. Foi um ciclo muito vitorioso e que fez o Vasco crescer muito como clube e por isso fico muito feliz de ter participado disso.

CV: Qual sua melhor recordação do Vasco?

MG: A Libertadores de 1998, até por ter ficado em segundo com Internacional e depois ter perdido com o Grêmio também, na mesma competição. No Vasco, a gente conseguiu aproveitar um time pronto do ano anterior e vencemos merecidamente. Além disso, foi ano de centenário, se já é difícil vencer algo neste momento, nós conseguimos dois, pois também conquistamos o Carioca.

CV: Qual o melhor time que atuou?

MG: muito difícil....mas diria que o time de 98 funcionava melhor, tínhamos peça para encaixar em qualquer situação. Implantamos uma forma de jogar em casa que era muito difícil de ser batido em São Januário, pois não deixamos o adversário nem ''respirar'' em campo.

CV: Mas se 1998 foi melhor, então o ataque da Libertadores com Luizão e Donizete era melhor que o de 97 com Edmundo e Evair?

MG: (Risos). Complicado falar, mas acredito que Edmundo e Evair era uma dupla melhor tecnicamente, enquanto a formada por Donizete e Luizão tinha mais vontade e era mais tática, ajudavam na marcação também. 

CV: Na virada histórica diante do Palmeiras você viu o adversário abrir vantagem do banco, depois entrou e viu de perto a virada. Como foi aquela partida?

MG: Jogou muito louco, né? O Palmeiras fez três gols, sem estarem jogando tão melhor, apesar dos méritos dele. Nós não tínhamos tanto entrosamento, mas possuímos jogadores que decidiam. Eles tomaram o primeiro gol e já se desesperaram, não sabiam se recuavam ou se iriam para frente. Vale lembrar que ainda ficamos com menos um em campo.

CV: Quando acompanha o Vasco atualmente, o lado torcedor aparece?

MG: Sem dúvidas que por tudo que passei pelo Vasco, meu carinho acaba batendo mais forte. Mas como tem o lado profissional, procuro acompanhar tudo dentro do futebol.

CV: Acredita que o torcedor ainda vai ver um Vasco forte como aqueles que presenciou?

MG: Bem difícil. Hoje da forma como o futebol está, fica complicado. Para ter um ciclo vitorioso precisa montar uma base forte, mas os times não conseguem manter os jogadores. Cada mudança na equipe, ela precisa se readaptar. Os atletas raramente ficam no mesmo time por muito tempo.