Multa, reajuste, Luxemburgo... Os bastidores da saída de Zé Ricardo

04/06/2018 às 09h51 - FUTEBOL

Zé Ricardo escapou por pouco de pagar multa de R$ 660 mil ao Vasco por sua saída do Vasco da Gama. Para ser mais preciso, por dois dias. É que havia uma cláusula no contrato entre clube e treinador prevendo o depósito de três salários para quem optasse pela rescisão. Porém, tal cláusula tinha validade somente até 31 de maio – Zé Ricardo foi embora no último sábado, dia 2 de junho.

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Como o treinador ganhava R$ 220 mil mensais – R$ 170 mil em salário e outros R$ 50 mil em direitos de imagem -, caberia a ele indenizar o Vasco em R$ 660 mil. Detalhe importante: foi o então vice-presidente Fred Luz quem criou a data de 31 de maio, no momento em que reajustou o salário do treinador, após oferta do mundo árabe, em fevereiro.

A decisão de Zé Ricardo em romper o contrato pegou os dirigentes vascaínos de surpresa. Tanto que nem se pensava em um substituto. Caberá ao presidente Alexandre Campello escolher o novo comandante cruz-maltino.

A única certeza, pelo menos até agora, é de que o treinador só poderá indicar um auxiliar-técnico. O Vasco está muito satisfeito com os demais membros da comissão, principalmente seu preparador físico, Heitor Gustavo, o que inviabiliza que o sucessor de Zé Ricardo chegue com vários assistentes.

Desempregado desde o ano passado, Vanderlei Luxemburgo foi um dos treinadores oferecidos desde sábado.

Caso não feche com ninguém até esta terça-feira, será Valdir Bigode quem comandará o Vasco na quarta-feira, contra o Cruzeiro, em jogo da 10ª rodada do Brasileirão. Com uma partida a menos do que a maioria de seus adversários, o Vasco ocupa a 13ª colocação , a três pontos da zona de rebaixamento e a quatro da zona de classificação para a Libertadores.

Fonte: Blog do Jorge Nicola - Yahoo.com