"Não vamos jogar só para defender", avisa Serginho, atacante do Wilstermann

14/02/2018 às 18h05 - FUTEBOL

A moleza que o Vasco teve no primeiro mata-mata da Libertadores não será repetida a partir das 21h45 desta quarta-feira, quando começa o duelo contra o Jorge Wilstermann. Quem garante é o atacante brasileiro Serginho, uma das estrelas do time boliviano, que deu trabalho ao Palmeiras e eliminou o Atlético-MG na Libertadores do ano passado.

“O Vasco é favorito, afinal, é um clube com mais tradição e investimento. Mas não viemos para passear no Rio, mas para mostrar nosso trabalho”, avisa Serginho, autor de dois gols nos dois jogos contra o Oriente Petrolero, na fase anterior. “Vivo a melhor fase da minha vida, jogando uma competição que todo brasileiro sonha”, reconhece o atacante, que já passou por 12 clubes no país, entre eles Portuguesa.

O Wilstermann que só foi eliminado nas quartas de final da Libertadores de 2017 só melhorou para 2018. “Mantivemos todo o elenco. Até o Alvarez, que foi o artilheiro do Boliviano, tinha propostas, mas acabou ficando”, conta Serginho, lembrando que, entre os reforços, chegaram o brasileiro Lucas Gaúcho, revelado na base do São Paulo.

“Não vamos jogar só para se defender, mas sabemos que manter o placar em 0 a 0 seria importante pensando na classificação”, avalia Serginho. “A gente sabe que a vaga não se resolve hoje, já que tem a volta em Sucre”, emenda o atacante, citando que o estádio do Wilstermann em Cochabamba está fechado por causa de obras, o que levará o segundo duelo para Sucre, a 2.810 metros do nível do mar – Cochabamba está a 2.560 metros.

Serginho já tem sete gols em 27 jogos pelo novo clube. A fase mais artilheira de sua carreira tem a ver com as funções em campo. “No Brasil, eu jogava mais recuado e voltava para ajudar. Aqui, até por ser brasileiro, apostam na minha qualidade e me deixam jogar mais perto do gol. Também dei bastante assistência e sofri pênaltis.”

Contratado pelos bolivianos na metade do ano passado, Serginho tem chamado atenção de clubes brasileiros. “Tive propostas para voltar ao Brasil, de times da segunda divisão, mas não quero usar o Wilstermann como trampolim de nada. A adaptação à vida na Bolívia foi bacana, meus filhos estão bem e já tenho até oferta para renovar o contrato, que só termina em dezembro de 2019”, conta.

Serginho revela outro motivo para motivar seu time nos confrontos com o Vasco. “A cidade de Cochabamba passa por momentos difíceis, por causa das chuvas. Muitas pessoas perderam suas casas e queremos vencer para dar alegria a eles”, conclui.

Fonte: Blog do Jorge Nicola - Yahoo