Nenê acompanhou a vitória do Brasil em cima da Turquia no Fut 5

Em 11/09/2016 18:15
 

Desta vez não teve sufoco. Se na estreia a seleção brasileira de futebol de 5 saiu atrás do placar, diante da Turquia o Brasil mostrou porque está em busca do tetracampeonato paralímpico da modalidade. Dominante do início ao fim, a equipe bateu os turcos por 2 a 0, com um golaço de Ricardinho e Cássio de pênalti, e avançou de forma antecipada para a semifinal da Paralimpíada Rio 2016. O triunfo foi acompanhado de perto por dois outros craques. Nenê, meia do Vasco, e o ator Rodrigo Santoro estiveram nas arquibancadas lotadas da Quadra 1 do Parque Olímpico para acompanhar de perto o Brasil, que desde que a modalidade foi inserida no programa paralímpico, em Atenas 2004, nunca perdeu um jogo.

Na próxima rodada, o Brasil ainda enfrenta o Irã, na terça-feira, às 9h, na Quadra 1 do Centro Olímpico de Tênis, que foi adaptada para receber o piso do futebol de 5. A estreia do Brasil foi contra Marrocos e a seleção brasileira venceu por 3 a 1, de virada, com gols de Ricardinho, Jefinho e Nonato. No grupo B, ainda indefinido, estão Argentina, China, México e Espanha. Em Londres 2012, o Brasil foi ouro ao vencer a França, que nem se classificou para o Rio.

 

O JOGO

O primeiro lance de perigo foi do Brasil. Ricardinho avançou pela direita, conseguiu limpar dois rivais e fez o passe no pivô. Nonato recebeu, a torcida se assanhou, e o brasileiro bateu mascado, para defesa de Aktas, aos três minutos. A seleção dominava a partida e Jefinho puxava contra-ataques rápidos, pecando na hora de definir. Mas, aos 12 minutos, Ricardinho recebeu no meio, já mais próximo da área, cortou para a direita e bateu cruzado, vencendo o goleiro Aktas e fazendo 1 a 0. 

Dois minutos depois, Jefinho achou Cássio na área. Ele bateu desequilibrado e colocou para fora. A Turquia se limitava a marcar e ao perder o camisa 10 Coban após esbarrão com Nonato, o time não conseguiu ter a posse de bola. Nos cinco minutos finais da etapa, o Brasil ainda assustou em faltas com Ricardinho e Jefinho, mas foi para o intervalo sem conseguir ampliar o marcador e poupando dois titulares nos dois minutos finais: Ricardinho e Nonato.

Na volta para a segunda etapa, Ricardinho começou jogando. No primeiro lance de perigo, aos oito minutos, Ricardinho recebeu passe em cobrança de falta e bateu para defesa de Aktas. Aos 11 minutos, Ricardinho sofreu falta dentro da área. Na cobrança do pênalti, Cássio colocou no canto, rasteirinho, e colocou 2 a 0 no placar. Vestindo uma espécie de touca, Nonato voltou para a partida na segunda metade.

Faltando cinco minutos para o fim do jogo, já poupando novamente Ricardinho, Cássio cometeu falta e levou um soco do turco Bayraktar.  O brasileiro levou cartão amarelo e a arbitragem expulsou o pivô rival depois de muita reclamação da torcida, que vaiou o lance. Com um a mais em quadra, o Brasil administrou o placar e venceu a segunda na Paralimpíada Rio 2016.

 

A MODALIDADE

O futebol de 5 entrou no programa paralímpico em Atenas 2004. O jogo tem dois tempos de 25 minutos, sendo que os dois últimos de cada tempo são cronometrados, ou seja, o tempo para quando a bola sai pela linha de fundo. O intervalo entre os dois tempos é de dez minutos. Existe também uma pequena área de onde o goleiro não pode sair para realizar defesa nem pegar na bola; o arqueiro, por sinal, é o único vidente, ou seja, não tem deficiência. Após a terceira falta de uma equipe, é cobrado um tiro livre da linha de oito metros ou do local onde foi sofrida a falta. Ao se deslocarem em busca da bola, os jogadores precisam gritar "voy", vou em português, na tentativa de evitar choques. 

A bola, como a de futsal, tem guizos que ajudam os jogadores a encontrá-la e também a manterem o seu domínio. A quadra tem a metragem de 40 x 20. Assim como no goalball, modalidade paralímpica exclusiva, no Fut 5 o silêncio é fundamental. Só assim os jogadores conseguem ouvir as orientações dos técnicos e dos chamadores, além dos goleiros, e também ouvir o guizo que fica dentro da bola e os ajuda. A torcida só pode vibrar e fazer barulho na hora do gol, em faltas, linha de fundo, lateral, tempo técnico ou qualquer outra paralisação da partida