A partir de janeiro, sai o grupo que tinha o licenciamento da marca americana Reebok, a Vulcabras/Grandene, e entra o que possui o da marca Champs, chamado P. Leandrini.
A P. Leandrini, baseada em São Caetano, é uma empresa nacional, com 52 anos de atuação, e que teve o direito de licenciamento no Brasil das marcas Topper, Wilson, Diadora e dos produtos da NBA.
Com o know-how, resolveram criar há cinco anos uma marca própria, a Champs, que iniciou suas operações com Bragantino, Avaí, Brasiliense, Volta Redonda, Santa Cruz e Remo.
Seus representantes garantem estarem estruturados para abastercer em 72 horas os pontos de vendas em todo o Brasil.
Em bases financeiras, o clube sai de um contrato que previa R$ 4,4 milhões por três anos e meio e firma, por 42 meses, um outro, que valerá, a grosso modo, R$ 21 milhões.
Digo a grosso modo porque nele ainda não estão inseridos cerca de R$ 6 milhões em fornecimento de material esportivo. Ou seja, o montante chega a R$ 27 milhões.
Em valores mensais, o Vasco deixa de receber R$ 75 mil e vê entrar em seus cofres R$ 506 mil.
Os royalties já estão incluídos nos valores, mas uma cláusula garante a correção anual da inflação do país.
A camisa estará à disposição dos consumidores a partir do dia 1 de janeiro de 2009 e quem já viu os primeiros lay-outs diz ter gostado.
Não tem a ver com o modelo que circula há alguns meses pela internet e, por enquanto, o que consegui apurar é que a faixa diagonal nas costas será mantida, porém com uma inovação que ainda não sei qual é.
Talvez, penso eu, a faixa não atravesse o número da camisa, dando maior visibilidade ao algarismo.
A grande sacada, sem dúvida, será o lançamento de uma camisa oficial em versão popular, que será vendida a cerca de R$ 40 para combater a pirataria.
NOVA CAMISA NÃO TERÁ MAIS OITO ESTRELAS
Me chegaram, extra-oficialmente, duas informações sobre a camisa que será confeccionada pela Champs.
Acima da cruz de malta não haverá mais as oito estrelas amarelas referentes aos títulos Brasileiros (74, 89, 97 e 2000), Sul-Americanos (48 e 98), Mercosul (2000) e Estadual Invicto de Terra e Mar (45).
Serão apenas seis estrelas: duas vermelhas, referentes aos títulos sul-americanos e quatro amarelas, alusivas aos quatro títulos Brasileiros.
Quanto às faixas nas costas, consegui um detalhe também extra-oficial: a camisa preta terá a faixa nas costas e a branca, não - ou vice-versa.
A faixa, porém, não será sobreposta pelo número da camisa de modo a facilitar a identificação do atleta.
Fui informado também que a diretoria pensa em desenvolver novas camisas alusivas ao remo.
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