Opinião: 'Que os votos nas urnas sejam o prenúncio de um futuro de paz'

07/11/2017 às 08h12 - POLÍTICA

Alexandre Campello chegou ao quadro médico do Vasco em 1984, aos 23 anos, ainda acadêmico.

Iniciou no futebol amador, chegando dois anos depois aos profissionais, de onde saiu em 2004, no início do segundo mandato de Eurico Miranda.

Saiu por divergências com o próprio.

Era já um ortopedista renomado, respeitado, e que não aceitou as interferências do presidente do clube na área médica.

Retornou ao clube com a eleição de Roberto Dinamite em 2008.

E lá ficou até 2012, quando concluiu que conhecia mais os problemas e o potencial do clube do que muitos dos gestores que lá estavam.

TALVEZ SEJA esse um modelo bem interessante para a formação de novos administradores em se tratando dos clubes de futebol.

Ver surgir dentro de sua própria estrutura profissional o funcionário graduado.

Alguém identificado com a paixão, conhecedor da cultura da agremiação, compromissado com à tradição e capacitado a modernizar seus processos de gestão.

Sobretudo e, fundamentalmente, um nome cuja a trajetória profissional seja de sucesso e esteja associada a valores éticos e morais.

Não é, portanto, tarefa fácil.

Nem, tampouco, devo dizer, receita única para o sucesso administrativo.

MAS, é perfil rico para ser detalhado em períodos como este que o Vasco vive, às vésperas de mais um pleito.

Alexandre Campello, num gesto digno em prol da junção de propósitos, optou por abrir mão da candidatura.

E hoje apoia o jovem executivo Júlio Brant, num bloco de oposição à dupla Eurico Miranda e Fernando Horta, aliados rompidos há pouco.

Os sócios irão à urna nesta terça-feira, e escolher o melhor não é tarefa simples.

Os mais tradicionais sentem o Vasco mais forte e protegido quando nas mãos do ditador.

A colônia portuguesa apoia Horta.

E os mais jovens, não de idade, mas de espírito, querem mudança.

O VASCO se dividiu desde que Eurico Miranda chegou à presidência no início do novo século e, desde então, viveu períodos de alta e de baixa.

O mandato atual termina com o futebol na briga por vaga na Libertadores, o basquete e o remo renovados, e as dependências do clube recuperadas.

Méritos dele, Eurico _ registre-se.

Mas a maioria dos vascaínos, sócios ou não, sabe o quanto custa mantê-lo no cargo.

E sabe também que ele se abriga nos bastidores da Federação do Rio quando deixa o poder, passando a inimigo indigesto.

Que os votos nas urnas sejam o prenúncio de um futuro de paz... com um Vasco unido e forte!

Fonte: Blog Futebol, Coisa & tal – Extra