Os estranhos nomes dos jogadores de futebol: Vasco tem três na lista

Em 17/04/2009 18:20
 

Se morrer é talvez a única certeza que as pessoas trazem ao nascer, o nome que vai da certidão de nascimento até a lápide merece especial atenção. No mundo do futebol a situação não é diferente: o nome do jogador é sua primeira e grande marca registrada, para o bem ou para o mal.

Da mesma forma como o mundo todo hoje sabe, pela simples menção do nome, quem é Romário, há outros tantos inesquecíveis para cada torcida que se lembra dos jogadores com nomes diferentes que ficaram eternizados como pernas-de-pau (às vezes injustamente).

Por exemplo: o corintiano leva imediatamente as mãos à cabeça quando ouve falar em Gralak, zagueiro do time nos anos 90 que chegou do Paraná com fama de xerifão da zaga e não teve grandes atuações.

O flamenguista, por sua vez, não gosta de se lembrar que recentemente a proteção da sua defesa ficou a cargo do volante Jaílton.

Da mesma forma, os palmeirenses citam como símbolo do jejum de títulos dos anos 80 o zagueiro rebatedor Odvaldo Picanço, o Darinta - com ele em campo, o Palmeiras perdeu apenas três partidas, mas seu nome diferente o estigmatizou.

Os vascaínos mais antigos se lembram do atacante Valfrido, nos anos 60 e 70, bastante voluntarioso, mas que perdia gols como poucos, apelidado por alguns à época como \"Espanador da Lua\" por ser compridão e desajeitado.

Gralak, Jaílton, Darinta e Valfrido podem ter sido tão comuns quanto vários outros jogadores em seus clubes em qualquer época, mas seus nomes chamativos facilitam para personalizarem uma fase ruim de um grande clube.

Pimpão até no nome

E, em se tratando de nome, a certidão de nascimento de alguns jogadores do futebol brasileiro na atualidade revelam surpresas curiosas. No futuro, têm mais chances de ficar na lembrança do torcedor do seu time, para o bem ou para mal.

Em Minas Gerais, um dos jogadores que estão desfalcando o Atlético Mineiro no Estadual é o lateral-direito Sheslon (Sheslon Lucas Lima Santana).

No Goiás, a bola da vez, apontado como promessa de gols, é o jovem atacante Lusmar, que subiu das categorias de base no ano passado.

Ainda na categoria de nomes criativos, temos Onildon, no Náutico, o experiente goleiro Gléguer, no Vitória, os volantes Jouglê, do Botafogo, e Jumar, do Palmeiras, o e o atacante vascaíno Rodrigo Pimpão - Pimpão não é apelido. Seu nome de batismo é Rodrigo Pimpão Viana.

Corruptelas do inglês

Os nomes derivados de expressões em inglês também fazem muito sucesso desde os anos 80, conforme provam Gladstone (do inglês: \"Pedra Feliz\"), zagueiro do Náutico de 24 anos, e o meia-atacante santista Madson (\"Filho Maluco\"), de 23.

Há também os jogadores que foram registrados com versões de nomes em inglês aportuguesadas ou um pouco modificadas em suas respectivas certidões de nascimento. São os casos de Maicossuel (Botafogo), Wellinton e Jônatas (Flamengo), Marlos (Coritiba), Elkeson (Vitória) e os são paulinos Richarlyson e Aislan.

Homenagens

Entre os jogadores que foram batizados como forma de homenagear outra pessoa temos, no futebol brasileiro, atualmente o jovem Rosembrinck (América de Natal), cujo pai era fã do futebolista holandês Rob Rensenbrinck, vice-campeão do mundo pela Holanda em 1974.

Ainda na Copa de 74, o atacante venezuelano/brasileiro Breitner (Overath Breitner da Silva Medina), que joga nas categorias de base do Santos, tem o nome que presta homenagem aos alemães campeões do mundo naquele mundial, Wolfgang Overath e Paul Breitner.

E, por último, uma deferência sem relação com o mundo do futebol: o atacante vascaíno Allan Kardec, referência ao francês codificador do espiritismo. Ninguém tem mais autoridade que a promessa do Vasco para fazer gols espíritas em campo.