Quem são os sócios da urna suspeita do Vasco?

09/11/2017 às 08h24 - POLÍTICA

Quatro tábuas retangulares, um assoalho e uma tampa com fenda no meio, tudo feito de madeira. Uma urna e, mais precisamente, o que existe nela, é o que vai dizer quem será presidente do Vasco nos próximos três anos.

Na quarta-feira, a reportagem do Jogo Extra foi atrás de alguns sócios do Vasco presentes na lista de 691 suspeitos de irregularidade. Deles, 474 compareceram à eleição na Colina e foram obrigados a votar na famosa urna 7. Um deles, que preferiu não se identificar, afirmou que não foi votar, mas que é sócio do clube há dois anos sem nunca ter arcado com nenhuma mensalidade.

Em uma mesma rua de Cascadura, Zona Norte do Rio, cinco pessoas apareceram na lista de sócios sob suspeita. Thiago de Souza Azevedo é um dos poucos que admitem ter votado em Eurico:

- Fui votar. Meu nome está assinado, lá. Sou sócio desde 1992. Eu tinha cancelado, voltei em 2015.

Três familiares do supervisor da base do Vasco, Nilson Gonçalves, aparecem na lista sub judice. O único telefone informado no cadastro é usado pelo próprio Nilson, aliado histórico de Eurico.

Segundo o dirigente, apenas um dos familiares na lista - sua sobrinha - foi a São Januário para votar na eleição presidencial de ontem:

- Na minha família todo mundo é sócio. Eu tenho 30 anos de clube. Desde que estou no Vasco, o pessoal também tem que ser Vasco.

Já Wescley Pereira da Silva ficou surpreso ao atender uma ligação da reportagem, que procurava um morador de São João de Meriti associado ao Vasco no fim de 2015.

- Nem conheço esse aí. Mas, já que você mencionou, sou sócio do Vasco - disse.

A surpresa cresceu quando foi informado que outros seis tinham o mesmo telefone cadastrado pelo Vasco. Quatro moram próximos ao do endereço do cadastro de Wescley.

Fonte: Extra