Torcedores reagiram com otimismo à chegada dos reforços

Em 19/05/2017 08:10
 

Campeonato Brasileiro começou de forma turbulenta para o Vasco. Diante de um ingrato primeiro compromisso, o clube pegou na estreia da competição o Palmeiras, atual campeão e reconhecidamente o melhor time do país no momento, e na casa do adversário. Mas 4 a 0 foi demais até mesmo para os torcedores que não alimentavam esperanças para a rodada de estreia. Mesmo faltando 37 rodadas, ficou no ar uma certeza, ainda que sem base, de que do jeito que está a equipe de Milton Mendes caminha a passos largos para mais um rebaixamento.

A diretoria, no entanto, se mexeu. Mesmo em grave situação financeira, como mostra o balanço do clube publicado no mês passado, o vice de futebol, Eurico Brandão, ou Euriquinho, filho do mandatário cruz-maltino, anunciou dois nomes para a zaga, o setor que mais preocupava com as saídas de Luan (contratado pelo Palmeiras) e Rodrigo (que teve o contrato rescindido e assinou com a Ponte Preta).

Paulão, ex-Inter, e Breno, ex-São Paulo, são jogadores que já viveram grandes momentos, mas estavam em baixa nos seus clubes. A esperança é de que, no Vasco, consigam mostrar seu melhor futebol, ou pelo menos se aproximem disso. Ambos se colocaram à disposição para enfrentar o Bahia, no domingo, às 11h, em São Januário.

A tônica da coletiva de Breno foi justamente essa. Reencontrar o futebol de uma década atrás, quando deixava o Morumbi rumo a Munique, na Alemanha.

- Como eu falei, a expectativa é começar a jogar, pegar aquela confiança que eu tinha antes. Confiança para um jogador é tudo. Acabei não sendo tão aproveitado como queria no São Paulo, não fui uma peça tão importante, então achei que era hora de mudar de direção e o Vasco abriu essa porta. Fui muito bem recebido por todos, estou muito feliz. Não tenho dúvida que voltarei a ser o Breno que saiu do São Paulo para o Bayern de Munique.

Já o ex-defensor do Internacional chegou com autoridade de novo xerife, sem vergonha do estilo zagueiro-zagueiro. Se precisar dar chutão, é com ele mesmo.

- Procuro me entregar ao máximo. Nem sempre vou acertar e fazer o que o torcedor quer. Vou fazer o que o treinador quer, o que o vestiário quer. Se precisar dar chutão, vou dar. É zagueiro-zagueiro. Rouba e entrega. Tentamos fazer o simples.

Nas redes sociais, a torcida reagiu com esperança a um quadro que, no início da semana, parecia bem mais assustador do que agora.