Vasco pode ser punido pela Conmebol

04/05/2018 às 08h14 - FUTEBOL

A má reputação de São Januário cruzou fronteiras e chegou ao Paraguai, país-sede da Conmebol, após mais um episódio grave de briga entre torcedores, na derrota do Vasco para o Cruzeiro pela Libertadores, quinta-feira. Delegado e árbitro relataram em súmula a confusão e os seis minutos de paralisação no jogo em que o Cruz-Maltino foi goleado por 4 a 0. O conflito e a posterior intervenção da polícia militar foi o sexto caso de violência envolvendo a torcida vascaína na Colina em menos de dois anos. No mais recente, o prejuízo para o clube poderá ser na esfera internacional.

Os relatos de Mario Campos, delegado da Conmebol, e de Anderson Daronco, árbitro da partida, e as imagens da TV serão analisadas pela Unidade Disciplinar da Conmebol, que decidirá se fará denúncia. O Flamengo, por causa dos episódios de violência na decisão da Copa Sul-Americana, contra o Independiente, ano passado, teve de mandar na Libertadores deste ano dois jogos com portões fechados, além de pagar multa de US$ 300 mil, cerca de R$ 1 milhão.

No Brasileiro de 2017, o Vasco não pode mandar seis partidas em casa por conta das brigas no clássico contra o Flamengo, em julho. Foi o episódio mais grave, longe de ser o único. O primeiro com as características atuais - o racha político do clube como combustível - foi em outubro de 2016, quando torcedores começaram a xingar o então presidente Eurico Miranda nas sociais e foram repelidos por aliados do ex-dirigente.

Além da possível punição no âmbito internacional, o Vasco está na mira da Justiça Desportiva estadual, também por causa da insegurança em São Januário. O procurador André Valentim pediu a interdição do estádio no Estadual Sub-20 após uma invasão de campo na final da Taça Rio, no último dia 21, em que torcedores ameaçaram os jogadores do Fluminense de agressão. Além desses quatro jogos, houve conflitos ano passado em partidas contra Corinthians e Avaí, no Brasileiro.

Fonte: Extra