Vasco precisa vencer para não correr riscos de perder a liderança

Em 16/09/2016 13:22
 

Não tem jeito. O Vasco precisa vencer o Joinville, nesta sexta-feira, às 21h30, em São Januário, para não se complicar na Série B do Campeonato Brasileiro. Empatado em primeiro lugar com o Atlético-GO, com 45 pontos ganhos, o time de Jorginho não apenas corre o risco de cair para a segunda posição, mas de voltar ao clima pesado que rondou o clube no último mês. 

O Joinville até poderia ser considerado um adversário ideal — está na zona de rebaixamento, não vence há quatro rodadas e soma apenas 24 pontos. O problema é que o Vasco, que possui quase o dobro da pontuação do time catarinense, tem se complicado muito quando enfrenta clubes que ocupam a parte de baixo na tabela.

Nessa sequência ruim de apenas uma vitória em oito jogos — contando um da Copa do Brasil —, quatro adversários brigam contra o rebaixamento. Foram três empates, com Sampaio Correa (último colocado), Tupi (18º) e Goiás (15º), e o suado triunfo sobre o Oeste (16º), nos acréscimos. Além desses clubes, o Vasco perdeu para o Vila Nova, que, na época, estava em 13º e muito perto do Z-4.

Com um desempenho tão ruim nesse retrospecto recente, o Vasco não espera vida fácil, até pelas atuações que tem apresentado. Mas há, no grupo, o desejo de começar a mudar esse panorama a partir de hoje.

“O que tem nos incomodado mais é que não estamos conseguindo jogar como antes. Depois da parada, não conseguimos encaixar nada. Nosso time tem qualidade para voltar a atuar bem. Temos uma semana decisiva para realmente começarmos a encaixar aquele time de vitórias, que não deixava dúvidas ao torcedor, de vontade, de garra”, afirmou Rodrigo.

CLIMA PESADO

Com o jejum de vitórias, o Vasco passou a ter também discussões mais fortes no grupo. O capitão Rodrigo garante que não há problema de relacionamento no elenco e acredita que novas vitórias trarão mais tranquilidade.

“Quando tem muita derrota, começam a inventar coisas, de grupo rachado. Futebol é só resultado”, disse Rodrigo, minimizando a discussão que teve com Jorginho após dar bronca em Jordi: “Ele que manda. Eu achei correto, agiu como treinador e eu passei vergonha na frente de todo mundo (risos). Tomamos um chamado.”