VP de Engenharia comenta planos para aumentar a capacidade de SJ

Em 20/04/2017 08:08
 

São Januário completará 90 anos nesta sexta-feira cheio de história, com rico passado. Enquanto o futuro ainda não permite vislumbrar grandes mudanças, o presente é de otimismo. Segundo o vice-presidente de Obras de Engenharia e Patrimônio do Vasco, o estádio está perto de ter sua capacidade aumentada para 30 mil pessoas, já no Campeonato Brasileiro de 2017.

Para isso, o Vasco busca atender às solicitações do Corpo de Bombeiros e do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe), para que os órgãos liberem uma maior capacidade. Estruturalmente, não haverá mudança. Hoje, São Januário pode abrigar, no máximo, cerca de 21 mil pessoas.

- Estamos fazendo adequações para a capacidade voltar em torno de 30 mil pessoas. Algumas coisas não eram atendidas, como solicitações dos bombeiros. Refizemos a entrada dos visitantes para adequar a uma solicitação do Gepe. São solicitações pontuais: sinalização, parte de luz e emergência, segurança do torcedor. Estruturalmente não tem muito o que ser feito. Estamos trabalhando em cima. Acho que esse ano, no decorrer do Brasileiro, conseguimos.

Além do estádio em si, o dirigente revelou ideias para o complexo esportivo, cuja principal obra, no momento, é a reforma do Parque Aquático, que será um espaço prioritário para os atletas paraolímpicos do Vasco. Por outro lado, ele reconhece que ainda não há projeto futuro elaborado para possível ampliação de São Januário.

Confira a entrevista com André Luiz. Nesta sexta-feira, o GloboEsporte.com publica um especial sobre os 90 anos de São Januário. Fique ligado!

GloboEsporte.com: Como chega São Januário a seus 90 anos?

André Luiz Vieira Afonso: Estamos fazendo um trabalho de resgate do patrimônio do clube. Cada palmo de terra é do Vasco, comprado do suor e participação dos vascaínos, tem que ser tratado com respeito e carinho. Tivemos reforma da marquise da social, revisão estrutural da marquise, da curva e da social. Pintamos cadeiras. São Januário é um senhor de 90 anos que estava adoentado pela falta de cuidado e, hoje, para mim, está com tudo em cima. Começamos neste mês a reforma da fachada, que vai se estender para todos os muros. Acredito que até o aniversário do clube, em agosto, esteja tudo pronto.

O que dá para esperar de melhoria imediata no estádio?

Dentro das condições, o estádio está em perfeitas condições. Está sendo feito o que tem que ser feito: conservação. Projeto, no momento, não tem nada em vista. Passa pela situação de crise financeira do país. Tudo demanda recurso. Vontade o Vasco tem.

Apesar de não haver projetos no momento, o que dá para pensar para São Januário?

Tem que fazer coisas que sejam viáveis e executáveis. São Januário pode ser modernizado, mas mantendo a tradição.

Daria para construir uma arquibancada atrás de um dos gols, onde hoje fica o placar? Para aumentar a capacidade.

Na minha opinião, eu não fecharia. Hoje, o estádio tem ventilação muito boa. Poderia fazer arquibancada na direção da escola, numa curva para visitantes. Assim, conseguiria liberar toda a outra arquibancada para a torcida do Vasco. Elevaria a capacidade para quase 40 mil pessoas. Outra possibilidade seria aumentar a arquibancada de frente da social, mas é uma coisa que eu não gostaria. Os estádios novos são assim, muito verticais. O público fica distante.

Como está a reforma do parque aquático?

Este ano estará pronto. Estamos na parte da avaliação estrutural. Depois disso, é pintura e limpeza. Botar a piscina para funcionar. Estamos reestruturando as arquibancadas do parque aquático. A piscina já está cheia, azulzinha, falta fazer o teste dos equipamentos. Acredito que não vai dar problema algum.

Como será utilizado o parque? Os sócios poderão utilizá-lo?

Aí é decisão do chefe (risos). A gente tem uma demanda muito grande de esporte paraolímpico. Precisa de piscina para nadar, o Vasco tem diversos medalhistas. Uma das utilizações da piscina, com certeza, é para o esporte paraolímpico.