'Zé Ricardo é o rei dos empates, mas faz campanha de G5', aponta colunista

29/11/2017 às 08h23 - FUTEBOL

Com a vitória sobre o Cruzeiro no Mineirão, Zé Ricardo coloca o Vasco, antes convivendo com o risco do rebaixamento na volta à Série A, a uma vitória – contra a já rebaixada Ponte Preta em São Januário na última rodada – de se garantir no G-7 e com boas chances de ganhar uma colocação. Superando o rival Flamengo.

Exatamente o time que Zé Ricardo comandou na maioria das 34 partidas que disputou no Brasileiro em 2017. Em 19 jogos, foram sete vitórias, oito empates e quatro derrotas. 50,8% de aproveitamento. Marcou 27 gols, sofreu oito.

Assumiu o Vasco na 23ª rodada, sucedendo Milton Mendes. Assistiu à vitória cruzmaltina sobre o Fluminense no Maracanã com o time comandado por Valdir Bigode. Estreou no triunfo sobre o Grêmio em São Januário por 1 a 0 e depois construiu uma campanha de seis vitórias, sete empates e apenas duas derrotas – uma delas para o Corinthians com o polêmico gol de braço de Jô. Aproveitamento de 55,5%. 15 gols marcados, 12 sofridos.

No total, o rendimento do treinador é de 53% dos pontos. Se disputasse as três rodadas em que ficou de fora nos 16 dias em que esteve desempregado com a mesma média, hoje estaria com 58 pontos, cinco a mais do que as equipes que comandou. Na quinta colocação, acima do Cruzeiro e já garantido na Libertadores.

E poderia ser ainda melhor, não fossem os muitos empates. Quinze no total. É o treinador que mais empatou na competição, à frente de Abel Braga e os 13 no comando do Fluminense. Sofreu poucos gols, apenas 20. O Corinthians, defesa menos vazada do campeonato, levou 29. Mas também não foi às redes tantas vezes: 42 marcados. O Palmeiras tem o ataque mais positivo com 61. Mesmo considerando as três rodadas de ''hiato'', são números muito simbólicos.

O desempenho mostra que o treinador do Vasco é um dos mais promissores do país. Antenado, flexível, sereno, bom gestor de grupo, querido por onde passa. Perfil para ir longe. Não deu o salto de qualidade que o Flamengo precisava em 2017 pelo alto investimento, mas o consagrado Reinaldo Rueda também não conseguiu. No time cruzmaltino mudou o patamar e as pretensões com segurança defensiva e regularidade.

O melhor treinador brasileiro, que está na seleção, já foi chamado de ''EmpaTite''. Foi atrás de reciclagem, maior repertório ofensivo mantendo a organização sem a bola e se reinventou. Quem sabe Zé Ricardo não segue a mesma trilha?

Fonte: UOL Esporte