Camisas - Doações para colecionador
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Venho através deste espaço solicitar junto a todos os vascaínos que possuam recortes, revistas, posters, jornais, flâmulas, etc...que façam doações ao acervo, independente de estado de conservação.
Você sabia - O Grande Expresso
Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
A formação do Expresso da VitóriaCorria o início da década de 1940 e parecia que a implacável "praga do Arubinha", de 12 anos sem títulos, estava se cumprindo. Chegaram até a revolver o gramado de São Januário, mas o tal sapo com a boca costurada que, dizia-se, Arubinha havia enterrado, nunca foi encontrado. Finalmente, os dirigentes do Vasco, comandados pelo presidente Ciro Aranha, desistiram de procurar o sapo e resolveram partir para uma série de contratações que iniciaram a fase mais brilhante da história do Vasco, em termos de conquistas.
Primeiramente, foi contratado um novo técnico de experiência internacional, o uruguaio Ondino Viera, e então feita uma renovação no plantel de jogadores. Vários jogadores jovens, talentosos e ainda por se consagrar foram adquiridos. Do São Cristóvão veio Augusto, que seria o capitão do time e da seleção brasileira de 1950, com sua grande capacidade de liderança e espírito de equipe. Do Canto do Rio veio Eli; Do América, o "príncipe" Danilo; Do Madureira, o trio atacante conhecido como os "Três Patetas", Lelé, Isaías e Jair; Do Sport Recife, Ademir e Djalma; E assim por diante.
Proezas do Expresso da VitóriaA perda do título de 1944 para o rival foi frustrante para os vascaínos, mas o fato irreversível é que a semente do Expresso da Vitória estava lançada. Em 1945 o Vasco ganhou de forma invicta o primeiro de uma série de 5 campeonatos em 8 anos: 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952, sendo que os de 1947 e 1949 também foram invictos. Nesse período, o Vasco também conquistou o tetracampeonato do Torneio Municipal de 1944 a 1947 e dois Torneios Relâmpagos, em 1944 e 1946. Porém a maior proeza do Expresso foi a conquista invicta do Primeiro Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, em 1948, no Chile.
O Vasco era a base da seleção brasileira. Tantos craques tinha o Vasco, que muitas vezes o Expresso ia excursionar e permanecia a disputar as competições locais o Expressinho, formado por reservas, mas que mesmo assim frequentemente superava os adversários. Todo ano o Vasco apresentava pelo menos uma nova atração de renome. Dentre as muitas linhas atacantes do Expresso, qual foi a melhor? A linha de 1945, com Ademir (Djalma), Lelé, Isaías, Jair e Chico? A de 1947, com Djalma, Maneca, Friaça (Dimas), Lelé (Ismael) e Chico? A de 1949, com Nestor, Maneca, Heleno (Ipojucan), Ademir e Mário? Ou a de 1950, com Tesourinha (Alfredo), Maneca, Ademir, Ipojucan e Chico?
Estes ataques eram verdadeiras indústrias de gols, não raramente alcançando escores estapafúrdios, sendo o maior deles um 14 a 1 sobre o Canto do Rio em 1947, que estabeleceu o recorde de maior goleada na fase profissionalista do futebol carioca.
Campeão Sul-Americano de Clubes CampeõesCorria o ano de 1948, quando o Vasco foi convidado a disputar o I Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeoes, no Chile. Participaram os campeoes de sete países do continente, jogando num turno único, todos contra todos, contando pontos corridos. Ainda não havia a Copa Libertadores, e essa foi a primeira vez que se criou uma competição com o objetivo de apontar um campeão sul-americano. Pois o Vasco trouxe o caneco, mais uma vez invicto para não perder o costume, mesmo tendo contra si arbitragens tendenciosas e o desfalque de Ademir, que sofreu uma fratura no pé logo no princípio do torneio. Na final dramática contra o River Plate - "La Máquina", como era conhecido na Argentina - um empate sem abertura de contagem garantiu o título do Vasco.
Esta conquista, a mais significativa do Expresso da Vitória, é tembem um marco histórico por ter sido o primeiro título conquistado fora do país por qualquer equipe brasileira, incluindo a Seleção.
A base da seleção vice-campeã mundial de 1950Na Copa de 1950, disputada no Brasil, a seleção brasileira era tida como a melhor do mundo, mas acabou deixando o título escapar em pleno Maracanã, para o Uruguai. Apesar disso, ninguém nega a qualidade daquele time, que contava com seis jogadores do Vasco na sua habitual formação titular - Barbosa, Augusto, Danilo, Maneca, Ademir (artilheiro da Copa) e Chico - e dois entre os reservas - Eli e Alfredo. Mais dois do elenco, Friaça e Jair, eram ex-jogadores do Expresso da Vitória. O ponta vascaíno Tesourinha havia sido cortado às vésperas da Copa por contusão, e o atacante Ipojucan estava pré-selecionado, mas acabou sobrando quando o técnico Flávio Costa, também do Vasco, reduziu o grupo para 22 jogadores. Até o massagista Mario Américo era do Vasco.
Menos de um ano depois da tragédia da Copa de 1950, o Vasco realizou uma excursão ao Uruguai, deu de 3 a 0 no Peñarol - a base da seleção uruguaia campeã mundial - e, no Rio, ganhou de 2 a 0 tanto do Peñarol como do Nacional - que completava aquela seleção - lavando a alma dos brasileiros.
O último título do Expresso Em 1952, o Vasco, que atingira seu ponto técnico mais alto dois anos antes, partiu para novas mudanças no elenco, não sem antes ter o seu canto do cisne, ao conquistar por antecipação o campeonato carioca. Apesar de desacreditado pela imprensa, que considerava o Expresso um time "velho", o Vasco se sagrou campeão na penúltima rodada, ao vencer o Bangu por 2 a 1. Após o último jogo, em São Januário contra o Olaria, o técnico Gentil Cardoso, ao ser carregado nos ombros em triunfo pela torcida, não perdeu a oportunidade de dar mais uma de suas famosas tiradas, declarando: "Eu estou com as massas, e as massas derrubam até governo". Foi demitido no dia seguinte. Porém era chegada a hora de substituir glórias antigas por jovens promessas.
Fonte:
http://www.netvasco.com.br/mauroprais
Você sabia - Site no ar do Acervo
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
Agora o Acervo Vascolecionismo, está com site no ar. Neste espaço você encontrará relíquias históricas, além de informações precisas. A sua visita proporciona o engrandecimento do clube, do site e principalmente do meu trabalho. Aguardo a presença de todos e por favor deixem comentários no livro de visitas.
http://www.acervovascolecionismo.com/
Jorge
Revistas - Grandes Clubes Brasileiro - Vasco 1971
Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
Livros - Meu jogo inesquecível
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Jogos Imortalizados por Vascaínos Apaixonados
ISBN: 9788573589412
Páginas: 160
Edição: 1
Tipo de capa: BROCHURA
Editora: Leitura
Ano: 2009
Assunto: Esportes
Idioma: Português
"Meu Jogo Inesquecível – Jogos imortalizados por vascaínos apaixonados” é o livro-memória do Vasco na coleção de estreia do selo Paixão entre Linhas, da Editora Leitura. Na obra, organizada pela jornalista Patrícia Gregorio, estão reunidos depoimentos emocionantes de torcedores sobre partidas memoráveis do clube de São Januário.
De fãs ilustres, como Paulinho da Viola e Sérgio Cabral, a anônimos, o que une esses torcedores é a paixão pelo Vasco. Entre os confrontos destacados, há desde a vitória contra o poderoso inglês Arsenal em um amistoso em 1949 até o jogo em que Romário marcou seu milésimo gol, passando pelos títulos nacionais, alguns estaduais, a conquista da Libertadores, além da inesquecível virada sobre o Palmeiras na Copa Mercosul de 2000.
Livros - Mauro Capitão Galvão
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
MAURO CAPITÃO GALVÃO – LIÇÕES DE VIDA, LIÇÕES DE FUTEBOLAutor: Hélio Ricardo
Editora: Gryphus
Idioma: Português
ISBN: 85-85469-74-9
Estante: Galvão Mauro - Biografia
Edição/Ano: 1999
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Nº de págs.:186
SINOPSE: Lições de vida, lições de futebol do Capitão Mauro Galvão, um jogador que jogou no Vasco da Gama, Internacional, Botafogo, Grêmio e Seleção Brasileira. Um exemplo como profissional, como cidadão, como filho, um ser humano exemplar. Este livro contém uma biografia para ficar na história.
Fonte:Arquivo pessoal
Você sabia - Vasco x Urubu, estatistica
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
O Club de Regatas Vasco da Gama, ou apenas Vasco da Gama, é um tradicional clube polidesportivo da cidade do Rio de Janeiro, fundado em 21 de agosto de 1898. O clube utiiza as cores preta e branca e manda seus jogos no estádio de São Januário, que tem capacidade para cerca de 15 mil torcedores.
Conhecido como Clássico dos Milhões, o 1º jogo entre Flamengo e Vasco foi em 26 de março de 1922, válido pelo Torneio Início daquele ano. O jogo terminou 1 x 0 para o Flamengo com gol de Segreto.
Flamengo e Vasco disputaram várias finais do Campeonato Estadual, mas apenas em 2006 foram fazer a primeira final em um campeonato nacional, quando decidiram a Copa do Brasil 2006. E quem se deu melhor foi o Flamengo, que ganhou as duas partidas e se sagrou Bicampeão da Copa do Brasil.
Primeira PartidaJogo: Flamengo 1 x 0 Vasco da Gama
Competição: Torneio Início
Data: 26/03/1922
Estádio: Laranjeiras
Time: Kuntz, Telefone, Penaforte, Rodrigo, Sidney Pullen, Dino, Galvão Bueno, Candiota, Nonô, Segreto e Orlando
Gol do Flamengo: Segreto
Maiores GoleadasMaior Goleada do Flamengo no Vasco: Flamengo 6 x 2 Vasco no Campeonato Estadual em 03/10/1943
Maior Goleada do Vasco no Flamengo: Vasco 7 x 0 Flamengo no Campeonato Estadual em 26/04/1931
Maior Série Invicta
Flamengo: 13 jogos
* (7 vitórias e 6 empates) de 27/04/1941 até 03/10/1943
Vasco: 23 jogos
* (17 vitórias e 6 empates) de 13/05/1945 até 25/03/1951
Maior Série de VitóriasFlamengo: 5 vitórias de 16/09/1990 até 24/11/1991
Vasco: 10 vitórias de 19/07/1947 até 13/11/1949
Fonte:
http://www.flamengo.com.br/flapedia/Vasco
Você sabia - Jaguaré, a lenda!
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Jaguaré foi um ídolo na França nos anos 1930. Goleiro do Vasco, onde começou a carreira, do Corinthians e da Seleção Brasileira, transferiu-se para o Barcelona, depois de uma excursão do Vasco à Europa, e depois para o Oimpique de Marselha, onde foi campeão e se transformou em ídolo da torcida.
Jaguaré Bezerra de Vasconcelos - na França era chamado de Vasconcelos - era carioca, nascido em 14 de maio de 1905. Defendeu a Seleção Brasileira em três jogos, com três vitórias, em 1928/29.
No Olimpique de Marselha, onde jogou de 1936 a 1939, Jaguaré atingiu a consagração, tendo sido campeão francês e da Copa da França, e era exaltado como um grande jogador nas páginas dos jornais do país.
O seu grande momento aconteceu na decisão da Copa da França de 1938, no jogo em que o Olimpique de Marselha derrotou o Metz por 2 a 1 e se sagrou campeão. Trinta e dois mil espectadores viram então um goleiro marcar o primeiro gol, o de empate, aos 22 minutos.
O lance foi assim descrito pela revista "Sport IIustrado", em sua edição de 22 de junho de 1938. "Aos 22 minutos, Laurent, back do Metz, fez um penalty. Com supresa de todos os assistentes, Jaguaré abandonou o seu posto e encaminhou-se para o goal adversário. Jaguaré collocou-se diante da bola , e quando o árbitro apitou, bateu o penalty.
"Ouviu-se uma exclamação da assistencia: Jaguaré enviou a bola a um canto e marcou o goal de empate. Foi um lance sensacional. Um arqueiro fazer um goal contra o adversário!
Em nossa capital, jamais houve um caso, em partida official, de um arqueiro executar um penalty."
Mas Jaguaré não se tornou o heróí do jogo apenas pelo gol que marcou. Fez mais: aos 28 minutos do segundo tempo, garantiu a vitória do Olimpique ao defender "com um salto formidável" a cobrança de pênalti feita pelo jogador Donzelle.
Pela sua atuação na decisão Jaguaré recebeu as felicitações do presidente da França.
Histórias de JaguaréEm um jogo contra o América, Jaguaré quase mata Alfredinho de raiva. Primeiro, defendeu um chute do atacante americano somente com uma das mãos. Depois atirou a bola na cabeça de Alfredinho para fazer nova defesa. Com tantas "molecagens", nada mais natural que os estádios enchessem com torcedores atraídos pela fama de Jaguaré.
No livro de Mário Filho "O Negro no Futebol Brasileiro", muitos são os casos contados pelo grande jornalista, como se segue:
O Vasco da Gama foi o campeão carioca de 1929. Como prêmio, o time realizou uma temporada em Portugal. Jaguaré ficou encantado com o profissionalismo. Terminou ficando pela Europa, junto com Fausto dos Santos, o Maraviha Negra, jogando no Barcelona, para depois se transferir para o futebol francês. De vez em quando, aparecia no Brasil e era um sucesso. Um dia, anunciou que iria treinar no Vasco. São Januário encheu. Jaguaré apareceu de terno branco e chapéu chile pendido de lado. Trocou de roupa e ficou igualzinho a um goleiro europeu, de boné e luvas. Foi o primeiro goleiro brasileiro a usar luvas.
Na Europa, as "brincadeiras" que Jaguaré fazia no Brasil não eram aceitas. Num jogo pela Copa da França, contra o Racing, fez uma defesa de bicicleta. Não foi mandado embora porque o Olimpique venceu. Na Inglaterra, depois de uma defesa, atirou a bola na cabeça do adversário. O juiz parou o jogo, chamou o capitão do Olimpique para adverti-lo que não iria admitir outra jogada como aquela, e puniu o time francês com um tiro livre indireto.
Um dia, Jaguaré voltou ao Brasil para ficar. Voltou com medo da guerra. Chegou sem um tostão. O dinheiro que ganhou, e não foi pouco, gastou tudo pelas esquinas da vida. Voltou a ser estivador e, quando falava do seu passado, todos riam e não acreditavam em Jaguaré. Depois, desapareceu. Sabe-se que foi para a cidade de Santo Anastácio no Oeste paulista. Em 1940, Jaguaré voltou a ser noticia dos jornais. Em um canto de página policial, estava registrado que o antigo goleiro do Vasco Jaguaré, tinha se envolvido em uma briga com policiais, que o espancaram até a morte. Jaguaré foi enterrado com indigente.
A carreira de JaguaréJAGUARÉ - 1928/1929
Nome: Jaguaré Bezerra de Vasconcellos
Nascimento: 14.05.1905, Rio de Janeiro (RJ)
Morte: 27.08.1946, Santo Anastácio (SP)
Posição: Goleiro
Pela Seleção Brasileira Principal (1928/1929): 3 jogos, 3 vitórias.
Gols: 3
Carreira:
Atlético Santista 1926 a 1927 (amador); Vasco da Gama 1928 a 1931; Barcelona (ESP) 1932 – 1933; Corínthians (SP) 1934 a 1935; Olympique de Marseille (FRA) 1936-1939;
Títulos: Campeonato Carioca: 1929
Campeonato Francês: 1937
Copa da França: 1938
Fonte:
http://www.supervasco.com/noticias/jaguare-idolo-do-vasco-foi-o-primeiro-goleiro-a-marcar-um-gol-na-taca-da-franca-40149.html
Você sabia - Pai Santana, patrimônio vascaíno
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
PAI SANTANA
Patrimônio eterno do VascoA figura simpática, sorridente, presença constante em São Januário. Há quem diga que o bom homem é um misto de bruxo, figura paternal, conselheiro daqueles que o procuram. Adjetivos não lhe faltam e histórias muito menos.
Há meio século no Vasco Santana acompanhou o surgimento e as conquistas de várias gerações. Iniciou a sua carreira gloriosa no início dos anos 50, como lutador de boxe.
Em 1954 fez a sua estréia como massagista do futebol profissional em um jogo contra o Bonsucesso.
Excelente contador de "causos" essa figura incrível já aprontou inúmeras confusões em nome do seu amor à cruz de malta, chegando até a interferir em resultados de jogos com "seus poderes".
Entre os seus "causos" famosos tem o de 1974. O Vasco disputava um jogo que o levaria às finais do Brasileiro contra o Cruzeiro no Mineirão. "Uma senhora me disse que, se eu colocasse 3 ovos no campo, o Vasco ia mudar o placar. Coloquei os ovos, mas no meio da confusão, o Pérez, que era um jogador importante na nossa equipe, escorregou neles e me disse. Pai, tinha 3 ovos no campo, escorreguei neles e torci o meu pé. No lugar dele entrou o Jailson, que meteu um gol logo de cara. Com esse resultado ficamos muito bem e voltamos a pegar o Cruzeiro na final, só que no Maracanã".
Santana já desceu de helicóptero lá dentro da Gávea para botar despacho no campo.
Pai Santana fez amizades maravilhosas no Vasco. Viveu toda a história do goleirão Barbosa. "Um belo dia ele se machucou, tinha quebrado a perna e estávamos sem goleiro reserva. O Vasco estava jogando no Maracanã, quando o Carlos Alberto, que jogava na categoria de baixo foi chamado nas arquibancada para compor a equipe" Santana viu também o craque Roberto Dinamite batendo bola na escolinha do infantil até se tornar o maior ídolo vascaíno.
Chegou a dirigir o time do Vasco ganhando em 1974 um torneio em Curitiba, pois o técnico e seu auxiliar tiveram que retornar rapidamente ao Rio, antes mesmo do primeiro jogo. Santana assumiu e ganhou o título, mas falou após a conquista "nunca mais na minha vida quero ser treinador!".
Santana afirma que o dia a dia no Vasco o faz chorar de alegria. Considera São Januário uma cidade, dado o número de modalidades que o Clube compete. "Eu nunca ouvi falar em um clube que ofereça apartamento para seus atletas, aqui tem!", arremata a doce e simples figura.
Santana conta que há três anos esteve muito mal, os jogadores saíam do Clube e iam todos ficar com ele no hospital. "Numa época em que ninguém se preocupa com ninguém, uma organização para por sua causa, apavora", disse Santana.
O grande Pai Santana afirma que quando entra em campo saúda a torcida maravilhosa que sempre grita o seu nome. Para corresponder a esse amor passou a colocar a bandeira do Vasco no chão e beijá-la. E finaliza; "Não há dinheiro no mundo que pague este amor. Eu nem sou atleta e eles gritam o meu nome. Quando eu saio à pé, sou parado e dou autógrafo".
Pai Santana, misto de bruxo, pai, conselheiro e patrimônio eterno do Club de Regatas Vasco da Gama.
Fonte:
http://www.forumnetvasco.com.br/
Você sabia - Andrada, a muralha!
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Edgardo Norberto Andrada (Rosário, Argentina, 21 de janeiro de 1939), mais conhecido como Andrada, é um ex-goleiro argentino que atuou por muitos anos no futebol brasileiro.
CarreiraO goleiro começou a carreira em 1960 no seu país defendendo o Rosario Central. Em 1969 o Vasco da Gama comprou o seu passe e ele mudou-se para o Brasil. Foi no clube carioca que Andrada viu a melhor fase da sua carreira, conquistando títulos e prêmios pessoais.
Após seis anos no clube, Andrada mudou-se para a Bahia para defender o Vitória. A sua passagem pelo rubro-negro baiano durou apenas um ano e em 1977 o goleiro regressou ao seu país natal para defender o Colón onde ficou até 1982, quando encerrou a carreira. Em 2007 voltou ao seu primeiro clube para assumir o cargo de treinador de goleiros.
Em 2008 o goleiro foi acusado de ter sido um agente do serviço de inteligência da ditadura militar argentina entre 1976 e 1983.
Milésimo gol de PeléEm 1969, ano em que chegou ao Vasco da Gama, Andrada teve à sua frente Pelé que perseguia a marca de 1000 gols na carreira. O estádio do Maracanã recebeu 65.157 pessoas que queriam ver o jogador alcançar a marca histórica, mas Andrada não queria entrar para história como o goleiro que sofreu o milésimo gol de Pelé. Ou como o "Goleiro do Rei" como foi chamado pela mídia, mas, provavelemente, não muito propalado pela maneira não muito agradável como Andrada encarou na época essa situação.
O argentino esforçou-se para não sofrer o gol, mas ao 33 minutos do segundo tempo houve um pênalti a favor do Santos e era a grande oportunidade de Pelé marcar. Todos no estádio gritavam o nome de Pelé. Andrada saltou para o lado certo e tocou na bola, mas não foi suficiente para evitar que Pelé marcasse o milésimo gol.
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Pelé cobrou. Eu bati na bola, mas não consegui defender. Depois, com o tempo, as coisas foram mudando. Eu me acostumei com o fato e hoje convivo de uma forma muito gostosa com aquele milésimo gol.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgardo_Andrada