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Renovações, aumento salarial e justiça: A passagem de Bruno Silva no Vasco

15/06/2019 às 12h15 - FUTEBOL

A passagem de Bruno Silva pelo Vasco teve apenas 22 jogos e um gol marcado de março de 2018 a junho de 2019. Apesar disso, nos últimos dias o nome do volante passou a ter destaque. Ele entrou na Justiça e conseguiu uma liminar para deixar o Cruz-Maltino de graça alegando falta de recolhimento de FGTS. O que chama atenção, porém, são detalhes da ação trabalhista.

O documento, que o jogador ingressou na 1ª Região do Tribunal Regional do Trabalho, mostra que Bruno Silva teve três aumentos enquanto jogador do Vasco. De acordo com a ação, o volante chegou ao Cruz-Maltino recebendo apenas R$ 14 mil. Em janeiro de 2019, passou a ganhar R$ 42 mil num contrato até abril. Por mim, R$ 75 mil por um vínculo até 31 de dezembro.

Em setembro do ano passado, Bruno Silva sofreu uma lesão no pé e não entraria mais em campo até o fim do seu então contrato, que ia até dezembro. A diretoria, então, optou por renová-lo até o fim do Campeonato Carioca, a fim de dar mais oportunidades para o jogador, que não teve chances por causa da contusão.

Nos bastidores do Vasco, quem participou de negociações da primeira renovação alega que Bruno Silva, ao contrário do que consta na ação na Justiça do Trabalho, já recebia R$ 42 mil e não teve aumento para ficar por mais quatro meses no clube.

Depois do Campeonato Carioca, Bruno Silva deixaria o Vasco - afinal, só havia entrado em campo seis vezes, sem destaque.

Perto do fim do contrato, porém, diretoria e comissão técnica se reuniram. Alexandre Faria, então diretor de futebol, PC Gusmão, coordenador técnico, André Souza, gerente de futebol, Alexandre Campello, presidente, e Alberto Valentim, técnico, sentaram em frente à mesma mesa para discutir o futuro de Bruno Silva.

Nesta reunião, parte dos presentes defendeu que o volante, que também pode atuar como zagueiro, seria útil e diminuiria a necessidade de contratar um novo defensor - a ideia era dar chances para Ricardo e Miranda, revelados nas categorias de base. Por isso, segundo relatos de quem participou da conversa, a decisão foi de renovar com Bruno Silva.

Começou, então, a negociação para que o contrato fosse estendido. O volante tinha interesse em um vínculo de mais dois anos, o que foi descartado pelo Vasco. O clube ofereceu um acordo até o fim de 2019, com possibilidade de renovação até o fim de 2020 dependendo do desempenho de Bruno Silva. As partes se entenderam.

Com essa última renovação, Bruno Silva passou a receber R$ 75 mil (R$ 45 mil de CLT e R$ 30 mil de direitos de imagem). Depois do novo contrato, porém, o volante só entrou em campo uma vez: na derrota do Vasco para o Santos por 3 a 0, no dia 12 de maio, pelo Campeonato Brasileiro, no Pacaembu.

Sem espaço com a nova comissão técnica, comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, Bruno Silva passou a treinar separado no Cruz-Maltino - em horários diferentes do restante do elenco. Depois disso, entrou na Justiça para rescindir e deixou o clube de graça, além de alegar assédio moral do gerente André Souza.

Resumindo: em pouco mais de um ano, Bruno Silva recebeu 435,71% de aumento salarial, de acordo com a ação trabalhista, renovou contrato duas vezes, teve uma lesão grave, entrou em campo 15 vezes, passou a treinar separado e entrou na Justiça para deixar o Vasco de graça.

Fonte: Globoesporte.com