Futebol do RJ é marcado por reviravoltas e indecisões em meio à pandemia

22/06/2020 às 11h54 - FUTEBOL

O futebol no Rio de Janeiro teve um roteiro completo daqueles filmes que ninguém sabe o que vai acontecer no fim. Não que tenha sido algo emocionante, mas sim marcado por reviravoltas quanto aos jogos do Campeonato Carioca. Afinal, iria ou não ter jogos pelo Estadual?

Em um lado estavam Flamengo e Vasco, favoráveis ao retorno, assim como os clubes menores devido às necessidades financeiras. Do outro, Botafogo e Fluminense, que inicialmente resistiram, porém aceitaram. Entretanto, pediram um tempo a mais para treinar se preparar. Afinal, ainda não haviam começado as atividades.

Briga por volta do futebol tem um mês

Há um mês, Rodolfo Landim e Alexandre Campello, presidentes rubro-negro e cruz-maltino, respectivamente, se encontraram com o presidente Jair Bolsonaro. Em pauta estava o retorno do futebol, também defendido pelo governante. Algo que não aconteceu logo de cara.

Após idas e vindas, liminares e decretos, ficou decidido que o esporte seria retomado na última quinta-feira (18). Esse era o desejo da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e dos demais clubes. Entretanto, Botafogo e Fluminense batiam o pé para não retornar em junho.

Não adiantou. Em campo, o rubro-negro passou pelo Bangu por 3×0, graças a gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha. O duelo aconteceu no Maracanã vazio, pois não foi permitido público devido ao Coronavírus – o RJ é o segundo estado mais afetado, com 95.337 casos e 8.824 mortes, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Fora do estádio, o que se viu foram protestos contra a retomada do futebol. Mais que isso, houve também críticas pelo fato do lugar receber um hospital de campanha. O objetivo desse lugar é tratar casos de Covid-19, já que os hospitais estão próximos da lotação máxima.

Novo capítulo neste sábado

O sábado (20) serviu para coroar as incertezas e indefinições quanto o esporte no Rio de Janeiro. O prefeito da cidade, Marcelo Crivella, publicou decreto que suspendia atividades esportivas até 25 de junho. Isso teria impacto direto na realização do Campeonato Carioca.

Entretanto, o governante mudou o discurso três horas depois. Ele afirmou que apenas os jogos de Botafogo e Fluminense seriam afetados, pois ambos estavam marcados para segunda-feira. O primeiro enfrentaria a Cabofriense, enquanto o segundo iria encarar o Volta Redonda.

Assim, Flamengo e Vasco estariam livres para entrar em campo. O cruz-maltino, inclusive, teria jogo neste domingo (21), às 16h (de Brasília), contra o Macaé, que informou ao longo da semana não ter jogadores inscritos, pois os contratos terminaram. A Globo, detentora dos direitos de transmissão, afirmou que não iria transmitir o jogo.

Diante do cenário de indefinição, a partida entre Vasco x Macaé foi reagendada para quarta-feira (24), às 21h30 (de Brasília), em São Januário. Outro duelo também reagendado foi Madureira x Resende. Esse acontece na quinta-feira (25), às 15h (de Brasília), em Conselheiro Galvão.

MP vira bônus em confusão

Se não bastassem as indefinições quanto aos jogos de futebol, houve um adicional em meio a esse cenário. Uma Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro deu ao mandante dos jogos o poder de escolher o que fazer com os direitos de transmissão da partida – hoje a exibição por um veículo só acontece mediante autorização de ambos os times.

Isso colocou Flamengo e Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Carioca, em rota de colisão. Isso porque, o posicionamento do clube é que poderia exibir qualquer partida como mandante. Entretanto, a emissora acredita que a MP não tem validade em contratos já assinados.

Fonte: Torcedores.com