Natação Paralímpica: De olho em 2016, Vasco fecha com 2 campeões mundiais

01/03/2014 às 15h00 - OUTROS ESPORTES

Nos esportes paralímpicos, Vasco se reforça com campeã mundial

Medalhista de ouro nos 100m peito e bronze nos 400m livre nos 100m peito, em Montreal, ano passado, e agraciada com o prêmio de melhor atleta feminina de 2013 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, o CPB, a nadadora paralímpica Susana Schnarndorf Ribeiro acertou com o Vasco, visando aos Jogos de 2016.

Ex-triatleta, atualmente nadadora S6, ela é portadora de hemiplegia do lado esquerdo e de um conjunto de doenças degenerativas, devido ao mal de Parkinson, que a acometeu em 2005. No triatlo, Susana havia ido pentacampeã brasileira, entre 1993 e 1997, além de ter disputado os Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar del Plata, na Argentina, e três edições do Iron Man, no Havaí, na década de 90. À época, não chegou a ir às Olimpíadas, porque o triatlo não fazia parte do programa olímpico. Depois do problema de saúde, surgido em 2005, tornou-se nadadora paralímpica. Ano passado, graças ao ouro e ao bronze no Mundial de Montreal, no Canadá, foi eleita pelo CPB como a melhor atleta paralímpica feminina do país (no masculino, o premiado foi Daniel Dias, também da natação). Susana é também campeã e recordista brasileira de 50m livre (37s34) 100m livre (1m21s34); 400m livre (5m47s78); 100m peito (1m41s51) e 200m medley (3m20s19).

— Nas Paralimpíadas de Londres-2012, fui a quarta nos 100m peito, por apenas dez centésimos, e a quinta nos 200m medley. Os 100m peito são a minha prova principal — afirmou, por telefone, a atleta que desde 2013 estava sem clube. — Lívia Prates (coordenadora do departamento paalímpico do Vasco) entrou em contato comigo e nós acertamos. Estou super alegre por entrar para o Vasco. Tem tudo para dar certo.

Gaúcha de Porto Alegre, disse que embora tenha vivido n Rio, não tinha um clube na cidade, mantendo-se fiel ao Grêmio.

— Mas agora, serei Vasco no Rio — garantiu. — O Vasco é o único clube de futebol carioca que investe no esporte paralímpico, e é algo que tenho de valorizar muito.

Atualmente, Susana mora e treina em São Caetano-SP, onde o CPB montou um centro de treinamento de excelência para a seleção brasileira de natação. Nos fins de semana, ela deverá vir ao Rio para treinar e competir pelo clube carioca.

— Certamente, meu objetivo total é 2016. Quero buscar o ouro nos 100m peito e em outra provas nas Paralimpíadas de 2016. Será algo sem igual! — garantiu.

De acordo com Lívia Prates, o Vasco mantém, como esporte paralímpico, a natação, o vôlei sentado e o futebol de sete, cujo time teve recentemente os sete jogadores convocados para a seleção brasileira. A ideia é ampliar o investimento comparatriatlo e remo adaptado ainda este ano, dependendo de patrocínio, e o basquete em cadeira de rodas, caso o ginásio principal de São Januário seja reformado.

— Queremos atrelar o nome e a imagem de Susana, melhor atleta paralímpica feminina do Brasil no ano passado, ao Vasco e ao prjeto paralímpico, para atrair a molecada que tem deficiência para o nosso clube, visando a 2016 — explicou Livia Prates.

Campeão mundial, nadador paralímpico Roberto Alcalde acerta com o Vasco

A pouco mais de dois anos das Paralimpíadas do Rio, de 7 a 18 de setembro de 2016, o Vasco está investindo no esporte paralímpico. Depois de ter acertado com a nadadora Susana Schnarndorf Ribeiro, ouro nos 100m peito e bronze nos 400m livre nos 100m peito, em Montreal, no Canadá, ano passado, e agraciada com o prêmio de melhor atleta feminina de 2013 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, o clube acertou agora com o também nadador Roberto Alcalde Rodriguez, campeão mundial dos 100m peito, também em 2013, igualmente em Montreal.

Tanto Susana quanto Roberto treinam e irão continuar treinando no Centro de Referência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Caetano (SP), cidade onde ficam concentradas as seleções brasileiras de natação e de atletismo. Entretanto, deverão estar em São Januário em alguns fins de semana, além de representar o Vasco em competições nacionais. Ambos foram convidados por Lívia Prates, coordenadora paralímpica vascaína. Gaúcho de Bagé, Alcalde tem sua classificação esportiva em S6, onde o S significa Swimming (Natação, em inglês), e o número demonstra seu grau de deficiência. No caso, ele sofre de uma máformação congênita das pernas, e se desloca em cadeira de rodas.

— Dedico 100% do meu tempo ao esporte. Hoje, vivo profissionalmente dele — afirmou, por telefone, Roberto Alcalde, que começou na natação ainda criança. — Sempre vivi na água, embora eu também tenha feito basquete em cadeira de rodas. Mas desde os 15 anos estou exclusivamente na natação.

Fora das piscinas, ele trancou a matrícula na faculdade UniVale, de Santa Catarina, onde estudava tecnologia em jogos individuais, curso voltado, entre outras coisas, para a produção de videogames. Ao longo da carreira, Roberto foi ao Mundial de 2010, na Holanda, onde ficou em quarto nos 100m peito, e ao de 2013, no Canadá, onde se sagrou campeão.

— Sobre Paralimpíadas, ainda não tive chance de ir. Antes de Londres-2012, fui desclassificado na seletiva nacional. Por isso, meu grande obhetivo é a Rio-2016. Antes disso, haverá o Mundial de Glasgow, na Escócia, no ano que vem, mas a prioridade mesmo é 2016 — reforçou, antes de explicar como acertou com o Vasco. — Eu estava precisando do apoio de um clube, e a chance surgiu quando a Susana, minha amiga, acertou com o Vasco. Nem pensei duas vezes. Eu e ela vamos representar o clube em campeonatos brasileiros.

Indagado se clubes de futebol são confiáveis, no que diz respeito a pagamentos, Roberto confia na palavra de Lívia Prates, coordenadora paralímpica em São Januário.

— Ela é uma pessoa de confiança, e fazendo parte de um clube, temos mais visibilidade. Tudo melhora — aposta ele.

A gaúcha Susana, de 45 anos, por sua vez, é ex-triatleta. Nadadora S6, ela é portadora de hemiplegia do lado esquerdo e de um conjunto de doenças degenerativas, devido ao mal de Parkinson, que a acometeu em 2005. No triatlo, Susana havia ido pentacampeã brasileira, entre 1993 e 1997, além de ter disputado os Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar del Plata, na Argentina, e três edições do Iron Man, no Havaí, na década de 90. À época, não chegou a ir às Olimpíadas, porque o triatlo não fazia parte do programa olímpico. Depois do problema de saúde, surgido em 2005, tornou-se nadadora paralímpica. Ano passado, graças ao ouro e ao bronze no Mundial de Montreal, no Canadá, foi eleita pelo CPB como a melhor atleta paralímpica feminina do país (no masculino, o premiado foi Daniel Dias, também da natação). Susana é também campeã e recordista brasileira de 50m livre (37s34) 100m livre (1m21s34); 400m livre (5m47s78); 100m peito (1m41s51) e 200m medley (3m20s19).

O Vasco pratica, como esporte paralímpico, a natação, o vôlei sentado e o futebol de sete. A ideia é incluir paratriatlo e remo adaptado ainda este ano, e o basquete em cadeira de rodas, se o ginásio principal de São Januário for reformado. Para Lívia, o Rio, embora vá ser a sede dos Jogos de 2016, está muito aquém da estrutura de São Paulo. A piscina do próprio clube segue interditada, à espera de reformas.

Fonte: O Globo Online