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Opinião: Vasco se presta ao papel de cabo eleitoral do ex-deputado

20/01/2006 às 02h20 - IMPRENSA

O mais interessante, no mês corrente, é que as notícias são todas desinteressantes. Estamos atolados na pobre e triste rotina de ver iniciar-se, para arquibancadas vazias, um campeonato de futebol que é muito mais político do que esportivo. Atende às conveniências do Caixa, que não pode desprezar os seus eleitores; e, por tabela, deve atender também às necessidades eleitoreiras do Eurico.

Pobre Vasco da Gama. Foi navegador glorioso, descobriu mundos, desvendou oceanos, e agora presta-se ao melancólico papel de cabo eleitoral de um ex-deputado que precisa não do cargo propriamente dito, mas das imunidades que dele advêm. Temos o navegador de mares e também, de quebra, o peixe-cobra, também conhecido por mutum, a servir de isca para eleitores desavisados. Eis aí um poderoso reforço à campanha pelo voto nulo.

É a essa gente que o Campeonato Carioca serve. Lamentável destino o deste lamentável estado, desta malsinada cidade. Também, este campeonato regional, que já viveu épocas de glória e fama, está hoje condenado a ser um passatempo ligeiro. Enquanto a Copa não chega para valer, vamos tentando nos entreter com joguinhos de quinta, em campos de segunda.

Daqui, mando meus cumprimentos aos colegas Jorge Luiz Rodrigues e Antonio Maria Filho que, no Panorama Esportivo, desmontaram a farsa encenada por Eurico e Romário. Por trás dessa arapuca dos mil gols, o que havia era o uso do time e da imagem do Vasco para subornar os coronéis do nosso interior.

Fonte: Blog Jogo Extra - Extra