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Presidente do MUV diz que Eurico não tem bens em seu nome para fugir das dív

15/02/2006 às 14h47 - POLÍTICA

A tarde desta terça-feira 14/02, foi particularmente muito agitada para nós vascaínos.

Em razão da divulgação da sentença da reclamação trabalhista do nosso ex-jogador Edmundo apensada a ação de indenização movida pelo nosso Clube contra ele, mais uma vez pela mão de um Juiz, agora na 53ª Vara, estava lá escrito que o Vasco não pagara nenhum dos seis meses de trabalho ao jogador, tampouco depositara o seu FGTS. No processo o Vasco não apresentara nenhuma prova em contrário. Não pagou. Até aqui nenhuma novidade, pois os nossos atuais dirigentes, como inclusive consta na defesa do Clube, chegam a dizer que preparam e assinam os contratos, mas sabem que não vão pagar.

Bem, ontem estes fatos comuns apresentaram uma grande novidade. A luz do novo Código Civil, Lei Pelé e legislação trabalhista, a Juíza Claudia Freire, sentenciou que o Clube, como empregador, deve pagar os valores apurados conforme rescisão por demissão e em caso de inadimplência, deverão os bens do atual Presidente responder pelos valores não cobertos pelo Clube e se ainda faltarem recursos para quitar o total da dívida, pela ordem, deverão buscar os recursos no patrimônio do atual vice-presidente de Futebol e sucessivamente dos demais sócios do Clube. É isto que está escrito e o MUV disponibiliza toda a decisão em janela específica neste site.

Em entrevista ainda nesta terça-feira, o advogado do jogador, informou que seguindo a decisão, os primeiros sócios a serem procurados caso ainda faltem recursos para o completo pagamento seriam aqueles que apoiam o atual Presidente, aqueles da sua Diretoria e seus Conselheiros.

Neste mesmo dia, como não poderia deixar de ser, o Presidente e seu vice-jurídico, foram atrás da imprensa para dizer que cabe recurso e que a chance de ganhar em 2ª instância é de 50% e que o Presidente não pagará nada, pois caso o Clube perca o recurso, pagará. Falaram o roto e o esfarrapado.

Quero confirmar que o nosso Clube hoje não tem recursos para pagar nenhuma dívida da monta vencida, seja em tribunal ou fora dele, pois como ontem divulguei durante o programa de rádio \"Só da Vasco\", recebi a informação de que até mesmo o acordo assinado entre o nosso Clube e o T.R.T. para pagamento parcelado das dívidas trabalhistas já transitadas não vem sendo depositados há alguns meses. Se quiserem esclarecer que comprovem os pagamentos e não falem por aí. Os recursos que hoje entram em nosso Clube, em alguns meses, mal chegam para manter as suas despesas básicas e operacionais. Ou seja, a entrevista dada pelo Clube é mentirosa, não existem recursos para pagar mais esta sentença. Como esclarecimento, ao contrário também do que foi dito pela Diretoria, na sentença está claro que a multa rescisória do referido contrato é de R$ 4.700.000,00. Assim a expectativa informada pelo advogado onde somados, salários, 13ºsalário, férias, depósitos de FGTS e sua multa de 40% , juros e correção, mais a multa de contrato, os valores atinjam R$ 8.500.000,00, parece muito provável.

No MUV sempre defendemos que uma Diretoria eleita deve ser a responsável pelo pleno funcionamento do Clube, da mesma forma que hoje a Lei prevê. Nada mais correto, equânime e justo. Exigir a responsabilidade da Diretoria é exatamente o que o MUV vem fazendo enquanto oposição eleita e representativa dos vascaínos. Quando exigimos, a transparência na gestão e um verdadeiro Balanço Patrimonial estamos defendendo o futuro do Vasco.

Quero ainda alertar a Diretoria e seus Conselheiros que provavelmente o atual Presidente não poderá dispor de seu patrimônio para este pagamento, pois o mesmo já se encontra distribuído entre seus familiares, para fugir exatamente a este tipo de execução. Assim caberá aos demais diretores e conselheiros que se prepararem para honrar os seus nomes, os seus cargos e mesmo o Vasco, pagando esta primeira dívida de muitas outras que deverão seguir este novo caminho, que há bom tempo à própria sociedade, através da Lei, entendeu seguir. Que paguem os responsáveis e se possível o Roto e o Esfarrapado!

Por um Vasco Grande!
Ao Vasco Tudo!
José Henrique Coelho

Fonte: Assessoria de Imprensa do MUV