Romário relembra virada histórica contra o Palmeiras

20/12/2018 às 11h02 - FUTEBOL

Vinte de dezembro. Talvez, mencionando ‘aleatoriamente’ esta data para um vascaíno, ele não saiba do que se trata. Porém, basta utilizar a expressão ”Virada do Século” para o semblante do torcedor se transformar em felicidade. E muita.

Há exatos 18 anos, no antigo Estádio Palestra Itália (hoje Allianz Parque), o Vasco conseguia uma das maiores façanhas já vistas no futebol: inverter uma diferença de três gols em uma final de competição internacional em apenas 45 minutos, jogando fora de casa, e com um jogador a menos durante os 15 minutos finais da partida.

E, para recordar este inesquecível momento, além de alguns outros assuntos pertinentes à sua passagem por São Januário, o TORCEDORES.COM conversou, com exclusividade, com o principal personagem do jogo e um dos maiores atacantes da história do futebol mundial: Romário, autor de três gols e figura essencial para a conquista cruzmaltina. Confira:

1 – Palmeiras 3 x 4 Vasco, final da Copa Mercosul 2000. Um dos jogos mais memoráveis da história do futebol brasileiro, quiçá mundial. Você fez três gols. O quão marcante foi para você esta partida e sua atuação?

”Essa, com certeza, foi a final, depois da Copa do Mundo, mais importante que eu disputei com camisa de um clube e a mais marcante. Até porque, não se vira um jogo que está 3 a 0 depois do décimo oitavo minuto do segundo tempo, principalmente se tratando de uma final, onde disputam dois grandes clubes do futebol brasileiro, mundial. Então, com certeza, marcou a minha vida, minha carreira, e a de todos daquele grupo. Tanto do Vasco, positivamente, quanto do Palmeiras, negativamente.”

2 – Dias depois, você foi também campeão brasileiro, contra o São Caetano, no Maracanã, tendo atuações incríveis na campanha do Vasco. O elenco cruzmaltino de 2000 foi o melhor com que você já jogou? Que avaliação faz dessa referida temporada?

”Essa foi a minha melhor temporada. Inclusive, me parece que fiz mais gols até do que jogos. Foi a temporada que mais marcou minha carreira, principalmente em relação a competições. Na verdade, eu cheguei na final de seis ou sete e consegui ganhar duas ou três, alguma coisa parecida com isso. Em relação à qualidade do elenco, foi, com certeza, dentro do futebol de clube, o melhor time em que joguei, esse Vasco de 2000, no Brasil.”

3 – Já em 2005, com um elenco vascaíno inferior em relação ao período de glórias entre 1997 e 2000, você foi artilheiro do Brasileirão com 39 anos. De certa forma, te surpreendeu isso? Considera esta conquista pessoal muito relevante para sua carreira, por conta da idade que tinha?

”Claro que tem uma relevância muito grande, até por conta da própria disputa, da dificuldade que é ser artilheiro de um Campeonato Brasileiro. Se eu não me engano, até então eu tinha sido uma vez ou duas vezes, essa foi a segunda ou a terceira, ou seja, tem uma relevância muito grande. Até por causa da idade, que eu conheço e sei da história, eu sou o jogador mais velho a ter sido artilheiro do Brasileirão, que é considerado o campeonato mais difícil do mundo. Pelo menos era, na época em que eu jogava, agora não sei.”

4 – Recentemente, você foi visto num jogo do Vasco em São Januário. Como é sua relação com a atual diretoria? Pensa em, um dia, ter algum cargo político/administrativo no clube?

”Eu conheço o presidente do Vasco (Alexandre Campello), assim como conheço o ex-presidente (Eurico Miranda). Muitas pessoas que estão no Vasco hoje estão desde a época em que eu parei de jogar. Tenho uma relação de amizade com muitos. Neste dia do jogo, fui conversar com o presidente do Vasco, no espaço privado que ele tem lá e acabei, no intervalo, indo falar com o ex-presidente, que estava lá vendo o jogo. Foi isso que aconteceu. Não penso em voltar para o futebol, nem para o Vasco.”

5 – Para finalizar: apesar dos inúmeros gols e dos dois títulos importantes conquistados em 2000, você viveu alguns conflitos com a torcida do Vasco durante sua carreira. Que mensagem pode deixar para o torcedor vascaíno hoje?

”Quando você vê o Vasco de anos atrás, de 2000, por exemplo, é um Vasco totalmente diferente desse atual, né?! Era um Vasco que tinha jogadores com mais qualidade, mais técnica, campeões e, infelizmente, esse Vasco de hoje é distinto. A gente também releva muitas coisas, porque o time tem problemas políticos, administrativos, e isso afeta a parte técnica e tática dentro de campo. Mas como um cara que é grato eternamente ao Vasco, torço para que o clube saia dessa situação o mais rápido possível.”

Fonte: Torcedores.com

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