Futebol

Marino: 'São Januário, para mim, é minha segunda casa'

Marino Hinestroza, atacante do Vasco, comentou sobre a recente vitória por 3 a 2 contra o Corinthians, onde marcou dois gols decisivos. Ele utilizou a expressão "beber suco de raiva" para descrever o espírito da equipe após a partida em São Januário.

"Não sei se vamos beber o suco de raiva ou suco de qualquer coisa, mas a gente tem que beber alguma coisa. E com certeza a gente vai beber para virar esse jogo. A gente precisa para disputar uma final que seria muito importante para nós e para nossa torcida", afirmou Marino em entrevista ao Globo Esporte.

O colombiano destacou a importância da vitória e a atmosfera de redenção após uma eliminação dolorosa frente ao Boca Juniors. Marino está confiante para o próximo desafio: reverter a derrota de 1 a 0 sofrida no primeiro jogo contra o Palmeiras pelas semifinais da Copa do Brasil. A partida acontece neste domingo, às 17h, em São Januário.

Em entrevista ao Globo Esporte, Marino falou sobre sua ligação com o estádio: "São Januário é minha segunda casa. Me sinto confortável aqui e isso nos ajuda a conseguir bons resultados", afirmou.

— São Januário, para mim, é minha segunda casa. É onde eu, como jogador, me sinto confortável. E meus companheiros também. A gente tem conseguido resultados muito bons, com a torcida cantando essa canção que "é o time da virada". É muito importante para a gente. A gente virou a chave, estamos focados no domingo — completou o atacante.

Antes de chegar ao Vasco, Marino teve passagem pelas categorias de base do Palmeiras, clube que defendeu após ser descoberto em um torneio no Rio Grande do Sul. Apesar de não ter atuado profissionalmente pelo time paulista, ele relembra com carinho sua experiência: "Foi uma etapa importante na minha vida como homem e jogador".

— A passagem pelo Palmeiras foi a melhor etapa da minha vida como homem, porque cheguei nesse país muito jovem, com 17 anos. Uma cultura diferente, idioma diferente, isso me fez amadurecer muito rápido como homem e jogador. O Palmeiras é um time que está sempre lutando nos torneio. Então, aprendi muito quando subi ao profissional. Eram muitos jogadores com muita importância — revelou

— Lembro do Deyverson, Felipe Melo... Até bati um papo com ele um vez no treino. Na pandemia, subi vários jogos, mas não entrei. Não alcancei jogar no profissional, mas aprendi muito nos treinos — continuou Marino.

Aos 17 anos, Marino foi levado ao Palmeiras por seu "segundo pai", Leonardo Molina, que o descobriu jogando nas ruas de Cali e o incentivou desde cedo. Marino expressa profunda gratidão por Molina: "Sempre vou lembrar dele com um sorriso no rosto".

— É o cara que eu chamo de segundo pai. Estou sempre conversando com ele. É uma pessoa muito importante para mim. Ele continua trabalhando no trânsito. Sempre vou agradecer a ele, saber que foi ele quem me descobriu, quem me ensinou os primeiros passos no futebol. Sempre vou ter gratidão por ele. Sempre que tiver a oportunidade de falar dele, vou falar dessa maneira: com um sorriso no meu rosto. Lembrar dessa pessoa para mim é muito gratificante — contou.

No início de 2026, Marino foi contratado pelo Vasco por R$ 30 milhões após destaque no Atlético Nacional. Ele decidiu usar apenas seu primeiro nome em homenagem ao pai biológico: "Levar o nome dele nas minhas costas representa muito".

"Meu pai é meu super herói. É um cara que sempre esteve do meu lado, que sempre me apoiou, que sempre lutou comigo. Levar o nome dele nas minhas costas representa muito. E sei que para ele também, porque fica muito feliz por isso", disse Marino.

— Minha história com o meu pai é muito linda. Ele sempre foi meu protetor, sempre cuidou de mim, sempre me ensinou bastante coisas. O que eu mais lembro é isso, a questão do trabalho. Ele trabalha na construção lá na Colômbia. Às vezes eu ajudava ele. Eu o admiro muito. Esse é um trabalho pesado, que desgasta bastante. Além disso, ele sempre teve tempo para me apoiar, para me levar para os treinos quando era criança. Sempre vou lembrar disso como a melhor parte da minha infância — relembrou.

No Vasco, Marino encontrou dificuldades iniciais para se firmar na equipe titular. No entanto, sob o comando do técnico Pedro Emanuel, ele conseguiu se destacar e ganhar mais oportunidades. Sua atuação contra o Corinthians consolidou sua importância no elenco.

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Com informações do ge.

Números recentes de Marino e virada de chave no Vasco

O atacante Marino Hinestroza viveu uma noite inspirada na vitória do Vasco por 3 a 2 contra o Corinthians, no dia 24 de outubro de 2026. Em apenas 53 minutos em campo, após sair do banco, o colombiano marcou dois gols e foi eleito o melhor jogador da partida com uma nota de 9.51 no Sofascore.

A atuação contra o Corinthians destacou-se pelo aproveitamento impecável de finalizações, com todas suas três tentativas indo ao gol. Além disso, Hinestroza manteve um alto índice de acertos nos passes, completando 18 de 20 tentativas.

No geral, a temporada do atacante pelo Vasco soma 34 jogos e uma média de notas de 6.84 no Sofascore. Apesar dos números modestos em termos de gols ao longo do ano, com apenas dois marcados até agora, sua performance decisiva contra o Corinthians demonstra seu potencial para se firmar como peça importante no elenco vascaíno.

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎
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