Futebol

367 dias de invencibilidade acabados diante do líder São Paulo

Some-se competência do seu técnico, Muricy, velocidade e movimentação de todos os jogadores, talento acima da média de Dagoberto e Souza, e um excepcional goleiro que, além de todas as suas qualidades acrescenta uma dose de sorte, chamado Rogério Ceni que se chegará à resposta que todos procuram para explicar os números impressionantes da campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Foi por tudo isso, que ontem, em São Januário, o Tricolor do Morumbi derrotou o Vasco por 2 a 0, chegou à sua décima sexta vitória em 25 jogos, confirmou liderança absoluta, e está cada vez mais longe de vir a ser alcançado por qualquer outro concorrente.Já o Vasco com a derrota se manteve em quarto lugar com 39 pontos, mas pode perder algumas posições na rodada de hoje. Com 15 pontos atrás do líder, agora a prioridade na Colina é a Libertadores.

O triunfo construído no segundo tempo, depois de o time paulista, ser dominado e ameaçado de ver Rogério Ceni perder a seqüência de oito jogos sem sofrer um só gol, ficará marcado ainda por ter quebrado a invencibilidade de um ano do Vasco em seu histórico estádio de São Januário, engalanado por sua imensa torcida, que fez uma festa inesquecível para receber o time na esperança de derrubar a muralha paulista, só vencida sete vezes neste campeonato.

Pelo que fez no primeiro tempo, parecia que o Vasco, pelo menos manteria a invencibilidade do seu estádio no campeonato, no qual só não havia vencido o Figueirense (1 a 1). Em cinco minutos, Rogério Ceni já teve de fazer duas defesas difíceis, aos 25 ele só olhou a bomba de Amaral bater no travessão e sair, aos 30, conseguiu desviar com os dedos outra bomba certeira de Rubens Júnior e aos 41, estático, viu a cabeçada de Júlio Santos no canto, estourar na quina da trave.

Gol de Dagoberto
Mas a força ofensiva do Vasco no primeiro tempo ficou no vestiário. No segundo tempo, o São Paulo adiantou a sua implacável marcação, atacou e o talento de Dagoberto, apareceu para fazer a diferença: um golaço aos 16 minutos, que abateu de vez o time de Celso Roth e calou São Januário, até o golpe definitivo, do chute de Hernanes, último ato do incrível time do São Paulo.

Vasco 0 x 2 São Paulo

Vasco: Silvio Luiz, Wagner Diniz, Vilson (Dudar), Júlio Santos e Rubens Júnior; Amaral, Andrade, Conca e Marcelinho (Leandro Bonfim); Alan Kardec (Abuda) e Leandro Amaral
Técnico: Celso Roth

São Paulo: Rogério Ceni, André Dias (Jadílson), Breno e Miranda; Souza, Richarlyson, Hernanes, Leandro (Hugo) e Jorge Wagner; Dagoberto (Diego Tardelli) e Aloísio
Técnico: Muricy

Local: São Januário
Renda: R$ 318.345,00
Público: 20.110 pagantes
Cartões amarelos: Richarlyson, Júlio Santos, Breno, Amaral, Vílson, Aloísio
Gols: Dagoberto, aos 16, e Hernanes, aos 49 minutos do segundo tempo

Fonte: Jornal dos Sports
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