Futebol

Abel Braga, hoje no Flu, chegou à Seleção com a camisa do Vasco

O Abel Braga técnico gosta de iniciar o trabalho de arrumação do time pela defesa. Como jogador , por pouco não seguia a carreira como atacante. A Máquina do Fluminense na década de 1970 tinha uma engrenagemperfeita,mas, às vezes, dava problemas e emperrava.

Em um jogo, nada funcionava. O técnico Duque olhou para o banco de reservas e chamou o então zagueiro. No aquecimento à beira do gramado, aquele suspense para saber quem sairia. Ninguém menos que Manfrini...

— Era o artilheiro do time! Logo o Manfrini... Todo mundo ficou olhando. E foi isto mesmo. O Duque me pôs de atacante. Eu fui, mas não gostei— lembrou Abel.

Não gostou porque experimentou na pele o próprio remédio:

— Apanhei muito. E eu sabia era dar... Assim era a dura vida de Abel Braga, zagueiroreserva do lendário time dos anos 70. Chegou às Laranjeiras no fim dos anos 1960 e testemunhou a transformação de costumes e de um clube no qual, como jogador , nunca teve grandes chances de sair do banco. A não ser para o ataque, contra a vontade.

— Não era mesmo a minha. Mas devo ao Fluminense minha formação como homem. No Vasco, o aprendizado foi outro. Ironia do destino, quando deixou as Laranjeiras rumo a São Januário para ser titular , Vasco e Fluminense decidiram o Carioca de 76. E o atacante argentino
Doval venceu o zagueiro Abel para fazer o gol do título tricolor de cabeça.

A maior conquista estaria por vir. Com o título estadual do ano seguinte, Abel se firmaria na zaga e na condição de umdosmaiores defensores do país. Com apenas uma derrota, o Vasco foi campeão (chegou a ficar 15 jogos sem levar gol) e Abel ganhou uma vaga na seleção terceira colocada na Copa do Mundo da Argentina, em 78:

— Eu fui despontar mesmo no Vasco, que me ofereceu a chance de ir à seleção. Naquele Carioca, ficamos um turno sem sofrer gol. O Ricardo Gomes não teve esta alegria —brincou Abel com o amigo.

Aprovocação daqueles que se conhecem há anos fica no passado. Hoje, apesar de cada um estar em seu lado do campo, estarão unidos por um clássico na concepção da palavra: limpo e bonito de se ver.

—Não há confronto nem é Abel contra Ricardo. É um clássico e todo resultado é normal — declarou o treinador .

A normalidade pode ficar restrita ao discurso, porque a vitória é o resultado que interessa para dar a partida emuma arrancada que nunca começa neste Brasileiro.

— Já levantamos muito time: Bahia, América-MG e Grêmio. O Vasco, não precisamos levantar.Já está lá em cima — disse Abel

(Matéria reproduzida diretamente da versão papel do Jornal O Globo)

Fonte: Jornal O Globo
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