Futebol

Adilson recorre a cobranças de falta de Juninho em momento difícil do Vasco

São apenas sete jogos em pouco mais de um mês. Pouco tempo para treinar, para conversar e para assimilar um novo jeito, novas manias e novas solicitações do quarto treinador do Vasco em 2013. É esse o desafio de Adilson Batista. Se Paulo Autuori era mais adepto da psicologia esportiva (a expressão “força mental” acompanha o ex-técnico do Vasco por onde ele passa) e Dorival Júnior preferia reunir o grupo no centro do campo e fazer longas conversas com o elenco, Adilson parece simplificar mais os comandos. Nessa véspera da partida contra o Coritiba, o agitado treinador só conversou pessoalmente num momento com Juninho. E para reforçar um pedido: que o meia praticasse cobranças de falta direto, a grande especialidade que acompanhou o Reizinho na carreira.

O camisa 8 de São Januário, nesta terceira passagem pelo Vasco, fez apenas um gol de falta e perdeu um pouco a precisão nas batidas diretas e de escanteio. Ainda em plena forma física, a repetição de cobranças cansam mais a musculatura do jogador de 38 anos. Mas Adilson fez um apelo ao ídolo vascaíno. Em dois dias consecutivos, mesmo que rapidamente, Juninho se dedicou a fazer algumas cobranças diretas de falta. E deixou o “professor” satisfeito.

- Quando ele tinha 25 anos, devia bater umas 100 bolas para o gol. Sei que hoje precisa dar uma segurada, mas hoje ele bateu só umas 10, 12, não foram tantas. Fez isso na quinta um pouco também. Mas tem que usar. É uma jogada importante, de definição de resultados – disse o treinador vascaíno.

Questionado sobre o aspecto psicológico do time, que sofria gols em outros jogos e se abatia com facilidade, Adilson minimizou completamente o assunto. Sem se estender, ele apenas disse que espera calma e equilíbrio para o time mesmo se sofrer um gol cedo nas próximas partidas.

- Se levar gol, tem que fazer dois. É simples – disse, rindo, o treinador, antes de completar. – Às vezes a equipe leva gol com 30 segundos e se desespera. Mas por que? Temos 90 minutos para virar. Não dá para vencer de qualquer jeito. É preciso organização. Perder o jogo atuando desorganizadamente é bem pior. Tenho passado isso para eles, desse entendimento, porque no jogo há inúmeras situações que acontecem e que precisamos nos preparar.

Fonte: ge
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