Futebol

Além de capitão, Castan atua como líder diante da crise financeira no Vasco

Leandro Castan tem o número de Whatsapp do presidente Alexandre Campello e liberdade para entrar em contato direto com o presidente. Às vezes, deixa escapar nas redes sociais a insatisfação com os salários atrasados, mas no geral o contato é direto, seja via aplicativo, seja olho no olho, nas aparições frequentes do dirigente no vestiário vascaíno.

É zagueiro, capitão, líder e bombeiro, em tempos de crise financeira incendiária que se prolonga há meses em São Januário, com os jogadores sem receber os salários de novembro, dezembro, 13º e férias. Faz questão de ser o intermediador entre as demandas dos atletas e a diretoria. Quando não trata com Campello, está o tempo inteiro em contato com André Mazzuco, diretor de futebol.

- Ele é o nosso capitão, um atleta de nível altíssimo. O dia a dia passa muito por ele. É uma liderança muito positiva - afirmou o dirigente.

Com o estilo sincero de sempre, saiu em defesa do Vasco na última coletiva, afirmando que o clube não pode ser motivo de zoações dos rivais. Também demonstrou o desgaste que o atraso nos pagamentos gera, afirmando que nem acredita mais quando prometem um prazo para o salário cair na conta.

Leandro Castan está que nem São Tomé, precisa ver para crer. Ele tem dúvidas quanto às estimativas, mas segue dando um voto de confiança à diretoria. E principalmente, ao profissionalismo. Castan é descrito como extremamente competitivo e é essa necessidade de vencer que impede o zagueiro de baixar o nível do trabalho ainda que não receba por ele. E ele consegue contagiar os companheiros a fazer o mesmo.

Ele é apontado como exemplo. Ricardo, zagueiro que levou um tempo até se firmar nos profissionais e que hoje está com a seleção brasileira pré-olímpica, é um caso de jogador que cresceu com Castan. Por outro lado, o capitão era quem mais batia de frente com Thiago Galhardo, jogador que não era considerado dos mais agregadores em São Januário.

Ele refinou o estilo na Itália, onde aprendeu a ser capitão na Roma, com De Rossi: "Ele brigava pelo time. No treinamento, cobrava de quem não estava se empenhando. Tento fazer isso aqui no Vasco". Depois de superar o câncer, tinha possibilidade de ficar em clubes menores no país, mas deixou o Cagliari, onde seria mais um, para tentar fazer a diferença na prometida reconstrução do Vasco. Pelo andar da carruagem, pode escrever seu nome na Colina não com títulos, mas com exemplos.

Fonte: Extra Online
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